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A Caracol

Um blogue pseudo-humoristico-sarcástico. #soquenão #ésóparvo

R(a)lações difíceis

Desculpa por ontem. 
Sei que não foi fácil e que é muita coisa para absorver num tão curto espaço de tempo, mas não deixes que isso te faça desistir de nós. 
Adorei cada segundo que estivemos juntos, mesmo naqueles em que mudaste de direcção numa amálgama de braços e pernas desgovernados e desorientados. A culpa foi minha: não te avisei como seria desta vez. Perdoa por isso também. 
Por favor, não tenhas medo de me magoar. Eu mereço e aguento a tua frustração com a elasticidade que precisares. Tu mandas, eu apenas cedo à tua vontade.
Magoa-me que me ignores quando te peço para acelerar. A adrenalina faz parte da minha natureza e eu sei, pela forma como ficaste ofegante, que também faz parte da tua. Não tenhas medo: prometo não te deixar desamparada e serei sempre a rede que amparará a tua queda. 
Palpitar contigo foi a melhor hora da minha noite e fizeste de mim o trampolim mais feliz de todos. 
Não me vires as costas, por favor. És tu que dás mais brilho às minhas molas e por ti cedo até ao chão. 
Perdoa-me por ontem, prometo que vamos conseguir melhorar juntos.
Sempre teu,

JUMP

Sou fit! E agora?

Armadilhas mortais para tótos

 

Ai senhores, estou cá com uma vontade... Jasus! Pirava-me já daqui mais depressa que Bolt percorre 100m. Já tinha idade para ter juízo, de facto, mas não!, venho pr'aqui como se não tivesse morrido e falecido ontem, como se estivesse fina e fresca como as alfaces do Lidl, como se não estivesse mais partida que a última bolacha do pacote de todo o stock daquele lote. Mas bom, já que vim, pelo menos vou acelerar um bocado, não preciso testar os limites mínimos de velocidade do tapete. Credo! 10 não! 8 chega perfeitamente, só para manter o ritmo constante e coise e tal. 
Que raio vou fazer para o jantar? Acho que ainda tenho lá umas...

A partir daqui, aconteceram várias coisas. Por ordem:

- Um dos meus pés saiu do tapete e tentou fazer com que a lateral do tapete rolasse também. Obviamente, não resultou.

- Perdi o equilibrio e apoiei ambas pontas dos pés no centro do tapete. Erro crasso: a velocidade ganhou terreno.

- Percebi que ia malhar

- Tentei segurar-me à lateral da máquina. Não deu.

- Vi o tapete demasiado perto

- Tentei agarrar-me a qualquer coisa. Não arranjei nada.

- Ouvi o professor perguntar: "Vais cair?" ao que me apeteceu responder: "não, faço isto quando estou entediada. É uma maneira de matar o tempo."

- Os pés assentaram no chão firme, mas ainda numa posição esquisita.

- O resto do corpo sofria com a inércia do movimento e cedia à gravidade.

- Percebi que ia bater com a cabeça no tapete.

- Tentei equilibrar a queda com as mãos, o que me levou a galopar com os membros superiores cerca de 3 segundos.

- Consegui restituir algum equilibrio e ergui o tronco.

- Chorei a rir e ainda contribui para uma pausa no sofrimento dos colegas.

 

Quem é 'miga, quem é? 

Sou Fit! E agora?

Da saga: Coisas giras que digo no ginásio


Estou a (tentar) fazer clean and press. E por tentar devemos ter em conta o esforço mental adicional que preciso para executar o movimento. É todo um mantra que repito mentalmente: remada alta, cotovelos alinhados com os ombros, enrola, sobe, desce em remada alta, cotovelos alinhados com os ombros, desenrola e desce. Se perco a concentração nisto, se acelero, se panico a meio ou se tento colocar peso adicional é meio caminho andado para a desgraça. 
Como disse, estava concentrada em fazer o movimento direito, pelo que coloquei o peso habitual: 10kg. 
Ao cabo de uns segundos, ouço o comando:

- Está muito fácil. Põe mais peso, porque essa barra é oca e não pesa nada.

Resposta automática e sem filtro:

- Sabes que isso é impossível? Toda a massa tem algum peso, portanto apesar de oca esta barra também pesa.

Portanto, levei com revirares de olhos vários, dois "valha-me deus, cala-te e põe mais duas rodelas!", acrescentei ao mantra um " chiça, qu'isto pesa comó caraças!" e vários "Odeio esta porra deste exercício!" mas consegui não dobrar os cotovelos. Pumbas!

Sou fit! E Agora?

A meio do treino e depois de uma dose de agachamentos e saltos de canguru vertiginosos:

- Agora vamos descansar um bocadinho e conversar.

Olhar desconfiado.

- Sim, sim…
- Juro! Vamos só conversar. Põe-te aí, de frente para mim. Isso. Agora baixa-te.

Oh, f#$@-#$!

- E então, como está a correr o teu dia?

Uma grande treta se queres que te diga. A bem da verdade talvez isto seja uma benesse neste dia de 72 horas.

- Bem. 
- Trabalhaste muito?

Yep. Mesmo assim não o suficiente para adormecer o cérebro. Ai caraças! As minhas coxas!!!!

- O suficiente. 
- Então e o miúdo? Muitas asneiras?

Vais mesmo continuar a fazer tema? Se me perguntas pelo tempo juro que me passo! É hoje que mando tudo p’rás urtigas!

- O costume.

Caraças, caraças! Ainda falta muito? Estou aqui há mais de duas horas!

- Então e Hóme? Motivado?

TENHO FOGO NAS PERNAS!!!!!!! Sopra, sopra, sopra. Ai caraças, caraças.

- Yep.

CINZAS! TENHO AS PERNAS EM CINZAS!

- Ah-ah! Não vale apoiar a mão no chão! Estica os braços à frente do tronco e mantém as costas direitas.

Misericórdia, Senhor! Eu gosto da minha celulite qual é a piada de sermos todos lisinhos, afinal? Deixa para lá, mais buraco menos buraco. A lua também os tem e é linda. Misericórdia, Senhor!

- Costas direitas! Então e a família? Tudo bem?

Pl’AMOR DE DEUS, CALA-TE!!!!!!!!

- Hmmm.

Fo…piiiiii! Ca….piiiiiiiiii! ISTO NÂO PÁRA?! SOPRA, SOPRA, SOPRA. Não adianta, arde na mesma. ‘SA LIXE! SO-PRA!

- Podes levantar.

Graçá Deus! Minha nossa que…. AUTCH! Isto.. Não… Estica! Ai, caraças, caraças, caraças! Au, Au, au! Sopra, Sopra, sopra! C.A.R.A.Ç.A.S!

Estão a ver? A meio já nem me lembrava que dia era, quanto mais se era bom ou mau!

Sou fit! E agora? #10

 

Há quem vá a festas temáticas nos spots mais in da cidade (e o que me custou escrever isto?) e há quem vá a festas onde se aplica um certo grau de tortura física. Tem de haver gostos para tudo, não é verdade? Pois que ontem, Dia Mundial da Bicicleta para os desatentos, havia festa no ginásio. E não o tipo de festa que envolva churrasco e batatas fritas de pacote (ideia vencedora esta, hã? De nada.), mas sim uma (ou duas, para quem fosse mais rijo de pernas) aulinha de cycle alusiva aos anos 80. 

Da minha parte, consegui ir apenas a uma aula (ohhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh! Snif Snif), mas asseguro que valeu, no mínimo, por três ou quatro. O som da batida seriam hits dos idos de 80 e deveríamos levar indumentária alusiva à decada. Como sou uma xoninhas do pior desenrasquei um outfit (ó balha-me deus...) de uma adolescente daltónica com uma conjugação de padrões e cores capaz de ofuscar as luzes de qualquer árvore de Natal, mas invejei um ou dois fatos de banho de compinchas mais valentes e destemidas que pareciam mesmo saídas de um videoclip dos ABBA.

 

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Avancemos para a aula que se faz tarde: já há algum tempo que faço cycle com regularidade. Não é asssiiiiiiiiiiiiiiiimmmmmmmmm uma paixão assolapada, mas quando bem feitinho é jeitoso nas pernas e dá uma moca do caraças. Tendo em conta a temática da aula, já ia a contar uma aula mais "acelerada" e com poucas montanhas, mas caramba... Era mesmo preciso tanta bolina? E logo assim a matar? Tinha sugerido o " Total Eclipse of the Heart" da Bonie Tyler, mas para relaxamento, porque confesso que quando a faixa começo tive vontade de tornar o "turn around" mais literal e virar costas à doidice, mas não!, continuei a subir devagar, para definhar a descer num remix marado. 

E por falar em descer: quem é que acelera numa descida? A descer, se bem me recordo das minhas voltas de bicicleta, nem se pedala! Tiram-se os pés dos pedais e aquilo anda sozinho. Lá agora acelerar em descidas. Esta malta lembra-se de cada uma, realmente... 

E gritar? Como, pergunto eu do alto da minha fraca caixa torácica, COMO é que é possível gritar e acompanhar a música a cantar? É que eu ou respiro ou grito ou canto. Os três ao mesmo tempo não dá! E não falo de quem lidera a aula - que esses devem ter uma formação específica em gritos, aposto - é mesmo da malta que consegue fazer essas três proezas em simultâneo, enquanto leva no corpo e sorri, quais masoquistas dos pedais. 

Inexplicavelmente, comecei a aula com uma ressaca danada do dia anterior e terminei bem menos dorida, o que prova aquela teoria já conhecida do mundo fit: para curar de uma tareia, nada melhor que uma coça. E claro, levei com uma dose brutal de endorfinas - muito à conta das estrelas que não estavam no céu, no relaxamento final. A propósito: grande ironia essa de pôr o pessoal a ver estrelas e depois dizer que não estão no céu. Pudera! Só nas coxas tinha constelações gigantes e posso jurar que a Cassiopeia ainda habita no meu costedo. 

Tirando a falta de oxigénio e os incêndios nas pernas, foi espectacular e ia já outra vez. Mas isso sou eu, que sou maluca e não tenho juízo absolutamente nenhum. :D 

 

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Juro que não conheço ninguém. Gente maluca. 

Vamos lá pegar neste assunto de frente

Pedi nova avaliação física no ginásio que frequento e levei com uma chapadona à Stalone que até se me vieram as lágrimas aos olhos (exagero, tá? A chapada doeu, mas já era esperada).

Desde julho de 2016 que vou ao ginásio. Comecei com duas vezes por semana, depois três e agora dou comigo lá enfiada entre 4 a 5 vezes por semana.

 Em (quase) dois anos temos:

 

* Boa disposição (sim já tinha, mas melhorei)

* Melhoria na destreza e capacidade em tarefas do dia a dia 

* Superação pessoal 

* Criatividade (também já tinha, facto, mas é inegável a contribuição do exercício físico para a coisa)

* Aumento de energia 

* Aumento de resistência física 

* Diminuição da timidez

* Mais leveza de espírito e relativazação de problemas - ao pé de 20 flexões de completas, ignorar a maledicência e mesquinhez são peanuts

 * perda de volume

* alguma tonificação muscular

 

Porque vos disse isto? Porque é sempre bom começar pela positividade, ver o copo meio cheio, estão a ver? Ora portanto, como eu disse (e bem!), aquilo que descrevi é o que mais pesa na minha balança e só isso leva-me a não desistir e querer mais. 

Sou alminha curiosa, tenho os bichinhos do "e se" e dos "porquês" bem entranhados, portanto gosto de saber mais. Se não me importasse com o resto e isto me bastasse não teria pedido nova avaliação física, não é verdade? Resultado:

 

Massa Gorda: 30% (mais 6% que em julho do ano passado)

Massa Muscular: 29% (menos 4%, na mesma data)

Peso: 59.200kg

 

Eu sabia que a avaria momentânea da balança, antes de lhe subir para cima, era um mau agoiro. Bolas, que grande estaladão! Ainda por cima, começo por saber o peso ( + quase 2kg a mais da última vez) e bateu-me uma esperança de aumento de musculatura, afinal era só mesmo unto. 

"Como é possível?  Passas a vida lá metida..." 

Alimentação minha gente, alimentação. Os resultados de ontem, não são fruto de dois ou três meses a comer de forma equilibrada e mais saudável, são consequência de um ano (e o que está para trás) a "treinar para comer" e o "eu queimo, eu posso", em vez do equilíbrio. Muitas natas com café, muita massa ao almoço, muita bolachinha ao lanche e dá nisto: uma gaja que até cabe num 36, mas que deixa um rasto de banha por onde passa. Aquilo a que vulgarmente se chama "falsa magra" - mas é só nisto, ok? No resto digo sempre a verdade. :P 

 A minha cara de desânimo terá sido de tal ordem que aquela malta tomou logo conta da ocorrência: 

- Agora não vale a pena desmoralizar. É mudar o que há a mudar, treinar mais e melhor e seguir em frente. - diz um. 

 

- Devias passar pela nossa nutricionista. - diz outra.

 

- Dia 23 às 12:30. - remata a terceira. 

 

Mas assim? Já? Amanhã? Sem ter tempo de digerir o assunto? Bom, que seja. 

Como não podia deixar de ser fiz a piada fácil: 

 

- Agora temos que ter cuidado com as cargas, estou fraquinha de musculatura. 

 

E levei como resposta:

 

- Por isso mesmo é que temos de rever isso. Há aí muita gordura a derreter. 

 

Adoro malta que sabe ler nas entrelinhas do que eu digo. ;) Ginásios há muitos, com gente dentro há poucos. E a minha gente é do melhor - mesmo que sinta que assinei com o acordo com o diabo e que ainda lhe agradeço. 

Ah, esquecia-me do detalhe: pedi novo plano de treino, não só para melhorar as massas (até porque aí é uma questão mais alimentar do que física, digo eu) mas para trabalhar equilíbrio, postura e força abdominal - os meus calcanhares de Aquiles - e comprometo-me a fazê-lo, no mínimo, uma vez por semana - curto bués as aulas e não as troco, lamento. 

Modos que é isto: comi que me fartei, paguei o preço e estou disposta a inverter o peso na balança. 

Desejem-me sorte, sim? 

 

 

Proezas Fit

Então Caracoleta, já há tanto tempo que andas no ginásio, conta-nos lá o que já consegues fazer? 

Já pegas em 300 kg? Fazes 50 flexões completas? Então e resultados, hã? 

Adorava falar sobre isso, mas agora não me apetece. Não faço flexões completas - aquilo custa como o diabo! - nem pego em 300kg, mas danço com o meu filho ao colo: 17kg a rodopiar pela sala seguros por estes bracinhos. 

No entanto, descobri recentemente (ontem) uma proeza que alguns terão alguma dificuldade em executar: o encravanço de molas nas barras. Não é fácil  (eu que o diga que a sacana da mola deu luta e a barra acabou encostada às boxes até ao final da aula, porque aquilo nem para a frente, nem para trás), mas é possível. Como? Simples, simples: 

 

1) Ser a última a chegar e ter logo ordem para montar a barrita

 

2) Tentar fazê-lo rápido e bem - duas aptidões que nunca andam juntas

 

3) A primeira mola estar solta e ter de trocar

 

4) Não reparar no "detalhe" do número de anéis da nova mola (não façam essa cara, eu também não sabia deste detalhe. Sempre a aprender.)

 

5) A aula começar e quem lidera aplicar uma certa pressão psicológica enquanto lutamos com o material: empurra daqui, mexe dali, puxa dacolá até a p#$@ da mola colar a meio do destino final e morre ali. 

 

O que fazer numa situação destas? Esquecer a barra moribunda, afagando-a suavemente e garantindo-lhe que o problema não é dela, amaldiçoar as molas, recomeçar num outro local e rezar para que corra tudo bem. Por acaso, só por acaso, correu. 

E por aí quais as vossas proezas fit? Contem tudo, não escondam nada. 

Sou fit! E agora?! #9

 

Vamos lá falar sobre isto. Algum dia tinha de ser, não posso guardar estas coisas comigo é demasiado para uma pessoa só. 

Fui a duas aulas e meia de zumba. E porquê duas aulas e meia? - perguntam vocês. Porque da terceira vez em me vi obrigada* a tentar havia bastante condensação na sala tornando a sua prática perigosa (para quem mexe convenientemente, para estátuas como eu estava tudo muito bem) e acabamos por mudar para localizada - confesso que foi a melhor coisa que já ouvi numa aula destas e voltei a ganhar um pouco mais de fé em deus. 

Eu e zumba e o zumba e eu temos um grave problema: começa na música, passa por toda a coordenação com que claramente não fui abençoada e termina naquela coisa que se designa por "sentir a música e deixar fluir o corpo".

Lá ber uma coisa, a única altura em que meu corpo flui de forma maravilhosamente bela é quando pratico aquela técnica super conhecida dos destrambelhados: a queda, vulgarmente conhecida por "esbalhardanço". Ah, eu quando caio - ou tropeço e quase lambo o chão - sou super fluída, há todo um movimento bem executado e digno de uma dança contemporânea. Começa na planta dos pés, põe os tornozelos num ângulo esquisito, as pernas derrapam, o rabo apresenta um efeito de mini trampolim dando pequenos saltinhos enquanto tenta evitar que o costedo roce sensualmente pelo asfalto e termina sempre com uma dor de cotovelo lixada, já que este é sempre o cristo das quedas.

Depois há a coordenação. Não sou coordenada. Ok, estou melhor, mas não me peçam para levar a mão direita ao pé esquerdo atrás das costas e inverso com um passe rodopiante pelo meio porque não vou conseguir e o mais certo é terminar amarrada com os meus próprios membros, num abraço desequilibrado, amarfanhado e nada confortável. Acreditem: é muito mais digno morrer a meio de uma prancha marada, porque é difícil de executar, do que não conseguir coordenar a direita com a esquerda - isso é só embaraçador a roçar o humilhante.  

E não vamos sequer falar daqueles "abajos" que substitui por agachamentos, daqueles passos deslizantes para todos os lados e que só consigo fazer quando termino de passar o chão com a esfregona ensopada, do torcicólo que quase ganhei por manter os olhos sempre focados no instrutor (e nunca no espelho, já me sentia idiota o suficiente, não precisava de o comprovar num reflexo) e das tentativas de de movimentos sexys. Ah, os movimentos sexys! Gosto tanto! E a anca que parece ter vida própria a descola da cintura numa ondinha perfeita, ao mesmo tempo que os pés fazem um sapateado perfeito. Ah, como isso é bonito. Infelizmente, não sou capaz de executar. A minha anca jurou amor eterno à cintura e selou-o com super cola 3, não mexe, não descola e não desliza, o que faz com eu pareça um carapau tentar sair da rede de pesca. E os meus pés teimam em bater na canela oposta (vá lá que tive o discernimento de manter afastada do grupo...).

Nódoas negras - 1 Movimento Sexy - 0. 

Então mas não houve nada de nada que não conseguisses fazer? Houve, claro! Bater palmas. Sou óptima a bater palmas. Acima da cabeça, frente ao peito, atrás dos joelhos... É para bater palmas? Eu consigo! 

 

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* Ler muito rápido como as informações de medicamentos que passam no final dos anúncios: 

O problema nesta equação de zumba vs caracoleta é única e exclusivamente da minha pessoa. O zumba é recomendado a toda e qualquer pessoa que se disponibilize a mexer, a divertir e a aprender. Válido inclusive a descoordenados e para qualquer idade. Sem efeitos ou danos colaterais a não ser sair da sala a trautear as músicas que rodaram.  Ah! E claro que nunca fui obrigada a ir. Só não tinha era alternativas. ;)

Quando uma mariquinhas pensa que é valente

Sou mariquinhas.

Ponto.

Não há volta, passo a vida a queixar-me que dói, que não quero mais, que não preciso de mais carga, que não quero e blá, blá, blá whyskas saquetas. Só que de vez em quando o meu tico e teco entram em curto circuito, pára-me o relógio e dá-me para as loucuras.

Ora, ontem, atrasada como sempre, vá de montar rapidamente a barrita (aula de power/bodypump) com a carga que a minha mariquice julgou correta. Ao pegar na barra detectei imediatamente duas coisas:

1) Parecia demasiado leve (era quem me batesse...)

2) Estava demasiado à frente na sala e demasiado próximo de quem vê TUDO. 

Num momento absolutamente insano, caiu em mim uma espécie de consciência fit levada a extremo e pensei: "é melhor pôr mais uma rodela, antes que me perguntem que peso é este", coisa que fiz no mesmo minuto, com o aval de quem comanda. 

Não percebi, confesso, porque metade da turma se riu naquele instante. Aquela era, na minha cabeça, a carga habitual para aquele exercício (bíceps) e que nós, como bons alunos que somos, contrariamos sempre colocando menos peso - aquele que tinha inicialmente. Só que... Ao focar bem (o meu astigmatismo é lixado) a barra das colegas, percebo que têm o peso que inicialmente coloquei (10kg). Todas. Professora incluída. Morri. A meio da segunda ronda, percebi os comentários, claro, e a barra começou a assemelhar-se a um fio de esparguete cozinhado demais, num zig zag mal amanhado e mal seguro nas minhas mãos. 

Aguentei maizómenos bem até ao fim (yei! Palminhas para mim!), embora me apetecesse retirar o meu extra bacon daquela equação. Não obtive ordem para, portanto lá fiz a terceira ronda a rezar mais pais nossos que todo o seminário junto. 

Se custou? Eh pá, um chiquito. Mas, muito sinceramente, não tanto quanto pensei ao dar conta do "erro". Prova que parte do esforço foi mais mental (algo do género "como é que lembraste de pôr mais peso?! O que é que te deu?! Tás louca?!") do que propriamente físico. Isto claro, dito agora, porque nos segundos que durou a porra da terceira ronda, desejei chicotear-me por não reparado primeiro qual era o peso que estavam a utilizar. 

 

Moral da história: quando a carga vos parecer demasiado leve, continuem que isso passa.