Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

A Caracol

Um blogue pseudo-humoristico-sarcástico. #soquenão #ésóparvo

Das coisas que me chateiam

Há coisas que me tiram do sério. A falta de empatia e sensibilidade para com outro o outro, esfrangalha-me os nervos. Quando "os outros" são crianças, apetece-me sortear estaladas. 

Em todas as épocas festivas ou temáticas há lanches partilhados na escolinha do Caracolinho. Em todas elas, as auxiliares e educadoras têm de fazer um esforço extra por se certificarem que as crianças com intolerâncias alimentares GRAVES não se aproximam da mesa e comem apenas o que trouxeram de casa. 

 Zero partilha para estes miúdos. 

De quem é a culpa? Nossa. E não é por falta de informação, uma vez que somos sempre relembrados quer pelos respectivos pais (que cordialmente nos cedem receitas), quer pelas educadoras. Já há um maior cuidado nos bolos de aniversário (mau era se assim não fosse), mas chega-se aos lanches partilhados e "esquece-se" esse detalhe. E isso tira-me do sério. Ver fotografias dos lanchinhos com um ou dois miúdos estrategicamente mais afastados do grupo, para não cairem na tentação de tocar naquilo que deveria ser para todos, assemelha-se a um duro murro no estômago. Aliás, é pior. Porque ao fim de umas horas já curei o baque do golpe, enquanto ali sei perfeitamente que na próxima vai acontecer exactamente a mesma coisa. E isso chateia-me. Já tinha dito? Lamento, mas chateia-me mesmo. A falta de sensibilidade, o não querer saber "eles lá que desenrasquem" e o "não tenho culpa disso" dão-me cabo dos nervos. Porque não custa seguir as indicações deixadas pelos pais, não custa usar o Google para uma pesquisa rápida de receitas adequadas, não custa perder 30 segundos a ler uma porra de um rótulo para certificar que o produto é adequado, não custa trocar a manteiga pelo azeite ou óleo de côco (incluindo o untar da forma!), não custa trocar uma farinha, não custa procurar uma receita sem leite. O que custa é querer. É mais caro? Percebo o argumento, mas não aceito que justifique a escolha. Há imensas receitas que não precisam de farinhas de trigo, nem leite sem que o seu custo suba exponencialmente. Não queremos ter esse trabalho? Pegamos em três limões, dois litros de água e fazemos uma limonada. Pegamos nuns morangos e nuns bagos de uva e temos umas espetadas de fruta. Pegamos numa embalagem de côco ralado juntamos duas colheres de mel (ou outro adoçante) mais três ovos et voilá uns coquinhos. Agora, não me venham com balelas, não há nada, absolutamente NADA que justifique mandar algo que não pode ser partilhado por todos, que poderá pôr em causa a saúde de outros, que causará stress desnecessário num momento que deveria ser de convivio e alegria e, acima de tudo, magoará uma criança que nada fez nem pediu para ser intolerante a uma proteína. 

Nenhuma destas crianças é o meu filho. Mas poderia ser. Tal como poderia ser o teu. Faz as escolhas que quiseres para o teu filho, mas por favor pensa um bocadinho mais nos outros, sobretudo quandos os outros são miúdos com menos de 6 anos, que partilham mais de 8 horas diárias com o teu filho e que têm todo o direito a estar incluídas num momento de partilha e lazer entre todos.  

 

Mamã, posso pentear-te?

Quando eu fui mãe, já todas as amigas o haviam sido. Já todas sabiam para o que ia e todas fizeram questão de me deixar indicações. 
"Vai ser maravilhoso! Vais cair para o lado de sono... Mas é maravilhoso!" 
Ninguém me mentiu ou pintou a coisa mais cor de rosa. E, em boa verdade, eu já sabia que isto é uma montanha russa e não um carrosel de cavalos alados. 
No entanto, o que eu quero mesmo saber é: 
Porque é NINGUÉM (reparem bem, nem uma alminha de boa fé) me disse que me iam tentar arrancar cabelos a fazer trancinhas. É que o moço diz "Mamã, posso pentar-te?" e toda eu estremeço, numa agonia pelo cabelo que ainda me resta. Chego a questionar-me se tem garras em vez de dedos, depois lembro-me que é gajo e portanto delicadeza é algo que geneticamente não lhe assiste. 
Mães deste mundo: não estão sozinhas. O meu cabelo também sofre. Estamos juntas.

Experiências #13

Maria estava uma crescida do alto dos seus seis anos. A sua vida mudara radicalmente nos últimos 10 meses, mas isso não a impedira de obter bons resultados no primeiro período escolar. Aprendia rapidamente e devorava a informação que a professora debitava na sala de aula. Preferia os lápis às bonecas de outrora e os conjuntos de loiça pequenina foram substituídos por livros com pequenas histórias de fácil leitura. Gostava de ler alto e com um público de bonecos bem alinhado e atento, não gostava que a interrompessem e era por isso que preferia um público inanimado a um público vivo – os adultos à vezes esquecem-se que para aprender também é preciso errar, passam a vida a corrigir pequenas falhas e estão sempre cheios de pressa: ou têm que fazer o jantar ou preparar alguma coisa que não pode esperar.

 

Nesses momentos tinha saudades do pai. Passava mais tempo fora de casa que dentro dela é certo, mas quando lá estava e lhe dedicava tempo não havia mais nada. Era sempre ela a comandar a brincadeira e o pai vestia a pele daquilo que lhe pedia. Se fosse público, escutava com atenção, sem interromper. Se fosse parte do espectáculo, encarnava a personagem com rigor. Chegou a ser modelo e cobaia da sua manicure desajeitada. Podiam ser 20 ou 30 minutos, mas naquele tempo só eles existiam e isso valia por todas as outras horas.

 

Tinha saudades do pai.

 

A mãe e os avós garantiam-lhe que ele haveria de recuperar, mas Maria não percebia do quê. O pai nunca lhe parecera doente. Se calhar era por causa das discussões com a mãe, a avó dizia que ralhar dava-lhe cabo dos nervos e na volta o pai ficara com os nervos avariados. Desejava que melhorasse depressa, queria brincar de novo com ele e não apenas ter uma conversa de circunstância na hora da visita estipulada. Queria mostrar-lhe que já sabia ler e que o fazia cada vez mais rápido e melhor. Queria desenhar e pintar com ele e brincar como antes.

 

Concentrada e compenetrada em melhorar para dar o seu melhor quando estivessem de novo juntos, Maria retomou a leitura para o público mudo, ansiando o dia em que o pai faria de novo parte dele.

 

Texto original da minha autoria

 

* * * 

 

 

Capítulos anteriores:

Experiências #12

Experiências #11

Experiências #10

Experiências #9

Experiências #8

Experiências #7

Experiências #6

Experiências #5

Experiências #4

Experiências #3

Experiências #2

Experiências #1

 

 

Tive uma ideia brilhante!

Ou parva, vá. 

Quem nunca chegou ao ginásio e ficou com mil e quinhentos pontos de interrogação na testa ao ver o nome do exercício? Ora aí está! É urgente a criação de um "Dicionário de Nomenclatura Fit para Totós". 

Como é óbvio - e porque sou eu que a fazer a coisa - podem contar com toda a verdade o exercício em questão, nada de termos muito técnicos e em linguagem acessível a todos, que é como quem diz: um dicionário altamente parvo. 

Posto isto e porque quero que vocês se sintam incluídos nesta demanda, digam-me lá quais os exercícios que vos causaram mais estranheza ao inicio? Podem deixar em comentário a este post que eu depois trato do resto. =) 

 

 

Sou fit! E agora?! #9

 

Vamos lá falar sobre isto. Algum dia tinha de ser, não posso guardar estas coisas comigo é demasiado para uma pessoa só. 

Fui a duas aulas e meia de zumba. E porquê duas aulas e meia? - perguntam vocês. Porque da terceira vez em me vi obrigada* a tentar havia bastante condensação na sala tornando a sua prática perigosa (para quem mexe convenientemente, para estátuas como eu estava tudo muito bem) e acabamos por mudar para localizada - confesso que foi a melhor coisa que já ouvi numa aula destas e voltei a ganhar um pouco mais de fé em deus. 

Eu e zumba e o zumba e eu temos um grave problema: começa na música, passa por toda a coordenação com que claramente não fui abençoada e termina naquela coisa que se designa por "sentir a música e deixar fluir o corpo".

Lá ber uma coisa, a única altura em que meu corpo flui de forma maravilhosamente bela é quando pratico aquela técnica super conhecida dos destrambelhados: a queda, vulgarmente conhecida por "esbalhardanço". Ah, eu quando caio - ou tropeço e quase lambo o chão - sou super fluída, há todo um movimento bem executado e digno de uma dança contemporânea. Começa na planta dos pés, põe os tornozelos num ângulo esquisito, as pernas derrapam, o rabo apresenta um efeito de mini trampolim dando pequenos saltinhos enquanto tenta evitar que o costedo roce sensualmente pelo asfalto e termina sempre com uma dor de cotovelo lixada, já que este é sempre o cristo das quedas.

Depois há a coordenação. Não sou coordenada. Ok, estou melhor, mas não me peçam para levar a mão direita ao pé esquerdo atrás das costas e inverso com um passe rodopiante pelo meio porque não vou conseguir e o mais certo é terminar amarrada com os meus próprios membros, num abraço desequilibrado, amarfanhado e nada confortável. Acreditem: é muito mais digno morrer a meio de uma prancha marada, porque é difícil de executar, do que não conseguir coordenar a direita com a esquerda - isso é só embaraçador a roçar o humilhante.  

E não vamos sequer falar daqueles "abajos" que substitui por agachamentos, daqueles passos deslizantes para todos os lados e que só consigo fazer quando termino de passar o chão com a esfregona ensopada, do torcicólo que quase ganhei por manter os olhos sempre focados no instrutor (e nunca no espelho, já me sentia idiota o suficiente, não precisava de o comprovar num reflexo) e das tentativas de de movimentos sexys. Ah, os movimentos sexys! Gosto tanto! E a anca que parece ter vida própria a descola da cintura numa ondinha perfeita, ao mesmo tempo que os pés fazem um sapateado perfeito. Ah, como isso é bonito. Infelizmente, não sou capaz de executar. A minha anca jurou amor eterno à cintura e selou-o com super cola 3, não mexe, não descola e não desliza, o que faz com eu pareça um carapau tentar sair da rede de pesca. E os meus pés teimam em bater na canela oposta (vá lá que tive o discernimento de manter afastada do grupo...).

Nódoas negras - 1 Movimento Sexy - 0. 

Então mas não houve nada de nada que não conseguisses fazer? Houve, claro! Bater palmas. Sou óptima a bater palmas. Acima da cabeça, frente ao peito, atrás dos joelhos... É para bater palmas? Eu consigo! 

 

 Image result for bater palmas gif

 

* Ler muito rápido como as informações de medicamentos que passam no final dos anúncios: 

O problema nesta equação de zumba vs caracoleta é única e exclusivamente da minha pessoa. O zumba é recomendado a toda e qualquer pessoa que se disponibilize a mexer, a divertir e a aprender. Válido inclusive a descoordenados e para qualquer idade. Sem efeitos ou danos colaterais a não ser sair da sala a trautear as músicas que rodaram.  Ah! E claro que nunca fui obrigada a ir. Só não tinha era alternativas. ;)

Atletas Anónimos - A Maria

 

Foto de Maria Canha.

 

 A Maria, nutricionista de profissão, é uma inspiração no que toca à actividade física.

Abrir o seu Instagram é como accionar um mecanismo de Pavlov carrregado de adrenalina e ficamos logo com vontade de calçar as sapatilhas e enfiar o esqueleto no ginásio. 

Não lhe bastando o treino de "manutenção", a Maria é culturista, participando várias vezes no Bikini Fitness, onde arrecadou o 3º lugar na sua categoria, em 2017.

Uma autêntica bomba que podem conhecer um bocadinho mais a fundo na conversa que se segue. 

 

 

 

Bem-vinda ao meu humilde tasquinho Maria. Quem te vê pelas redes sociais, percebe que dedicas grande parte do teu tempo ao treino. Já o fazes há muito tempo?

 

Comecei a treinar ginásio (musculação vá, que aulas de grupo sempre fiz) no último ano da faculdade. Em 2012 (que velha!!!) porque tinha conhecido, no Algarve um casal de culturistas que me inspirou! e apaixonei-me pelo estilo de vida. Achei que era fantástico um desporto em que o resultado final acabamos por ser "nós"!

 

Levas a coisa um bocadinho a sério e inclusivamente participas em provas de culturismo. Consegues dar-nos umas luzes do que é avaliado ou testado numa prova dessas?

 

Ora bem então a resposta a essa pergunta é fácil... TUDO é avaliado desde o bikini, à quantidade de massa muscular (não pode ser demasiada mas também não pode ser "pouca"), maquilhagem, pintura (sim, a tonalidade do corpo não é solário, nem natural!), o desfile, as poses, a forma de estar em palco…

E a definição muscular, não? Ou é apenas uma benesse dos treinos?

Sim, sim! A definição também é avaliada! É preciso saber equilibrar muito bem o grau para não ser em demasia nem ser "em falta".

 

Sei que vai parecer parvo, mas... Como é que vocês sabem qual a proporção ideal de definição?

 

Não é nada parvo! Na realidade até faz sentido a pergunta. Não há é uma resposta taxativa. É o que fica esteticamente bem. Por definição "Os grupos musculares devem ter uma beleza natural e firme, com baixa percentagem de gordura e sem volume muscular. A beleza deve ser realçada em todos os momentos."

 

Hmmm... Tinha uma ideia errada do culturismo, achava que o objectivo era “crescer” ao máximo o tecido muscular.

 

Muita gente tem!

Depende muito da categoria! Na minha (bikini fitness), a demasiada massa muscular acaba por ser um factor que prejudica, já que o objectivo é apresentar um corpo harmonioso.

 

 

 

maria canha.jpg

  

Estou a perceber... 

Para conseguir a definição que precisas, deves a vida a treinar, literalmente. Quanto do seu tempo é dedicado aos treinos? E, pergunta pertinente, gostas efectivamente de exercício?

 

Essa parte depende do macrociclo competitivo, ou seja: se estiver a quase a chegar a altura de uma prova (mais ou menos 1 mês e meio antes) começo a fazer o cardio e aí demoro cerca de 1h45 a treinar (siiim é muito :P) mas no resto do tempo demoro, no máximo, 1h15!

Entendo a pergunta, porque para muita gente, treinar fechada num ginásio é um sacrifício. Para mim, é o melhor tipo de desporto! Amo! Amo o tempo que tenho para mim, sentir cada repetição. A música faz toda a diferença no processo. Não foi sempre assim, no início não tinha esta paixão toda, claro! Mas depois de começarmos a ver resultados é bem mais fácil!

E, não sendo hipócrita, nem sempre apetece treinar! Daí ser importante criar o hábito.

 

Bem sei que já é do conhecimento praticamente geral, mas nunca é demais: qual é, verdadeiramente, a importância da alimentação para aquela pessoa que treina de forma rotineira?

 

A alimentação é a base de tudo! Vejo todos os dias pessoas que treinam há anos e estão exactamente iguais. Isso não tem nada de errado, se o objectivo delas for ir para o ginásio para descomprimir ou fazer amigos. Agora, se o objectivo passar por perda de peso/aumento de massa muscular/saúde temos de ter sempre em atenção o que comer antes do treino (na maioria das vezes, preferência hidratos de carbono de absorção lenta e alguma proteína) e após o treino (regra geral, proteína e HC de absorção rápida!).

 

Sendo culturista (é este o nome?), não sentes que ao fim de algum tempo a musculação acaba por ser "mais do mesmo"? Não se torna entediante?

 

Entendo bem a pergunta! Mas realmente acho que se aplica o "quem corre por gosto não cansa!"

Eu adoro treinar com ferro!

 

Já eu... Adorooooooo cardio, tem que haver doidos para tudo. :P

Num mundo maioritariamente masculino, não sentes dificuldade acrescida por ser mulher? Ou é algo que (já não) se aplica tanto no culturismo?

 

Hmm… Pois! Já não é um mundo tão masculino assim!

 

Fantástico não sentires discriminação, já cá tive outra menina que lamentou isso, o que torna a coisa mais difícil. 

Por fim, queria que descrevesses o desporto numa só palavra e justificasses a escolha.

 

 

M- Superação: consigo atingir coisas que nunca achei possível (mesmo de prova para prova, quando acabei de o fazer); consigo surpreender-me a mim própria; é um desporto que nos leva a superar a barreira mesmo quando achamos que já não dá mais!

 

maria canha2.jpg

 

 

Obrigada Maria, pela disponibilidade para esta conversa e interminável paciência... 

Podem seguir o seu Instagram e botar os olhinhos em malta valente, conhecer mais sobre este mundo de quem compete e do seu trabalho em nutrição. Os mais malucos, podem sempre retirar algumas ideias para uns treininhos. Não que eu já o tenha feito, entenda-se. 

2017 em doze palavras

Dedicação. Amizade. Aprendizagem. Medo. Superação. Conquistas. Motivação. Realização. Imaginação. Humor. Mudança. Agradecimento. E o vosso? Um excelente 2018 para quem me acompanha desse lado!

Caracoleta (também) cozinha

O choque. 

O drama.

O horror. 

Soube disto há pouco mais de duas horas e o meu pequeno mundo culinário desabou para nunca mais se recompor. Nem sei como irei sobreviver à devassidão que a informação provocou na minha vida. 

Vou contar-vos, porque alguém tinha de o fazer. Preparados? Aguentem-se aí, está bom?

 

As colheres numa receita NUNCA devem ser cheias até transbordar conteúdo. 

 

E a pessoa entra em colapso. Hiperventila. Pensa em cortar os pulsos com o cabo da sacana da colher, mas fica dúvida de qual utilizar. 

Então já não me chegava não saber o tamanho certo de uma colher de sopa ainda me vêm dizer que afinal aquilo não é para encher até onde der? Que altera as texturas dos bolos e biscoitos e o diabo a sete? Que os seca e tosta qual sol brilhante na pele de um escandinavo? E agora? O que é que eu faço à minha vida? Encho a colher e raspo-lhe o cume com uma faca assegurando que TODO o ingrediente em excesso vai parar ao meio do chão? Ou às paredes? Ou pior! À própria massa que o aguarda?

Pior que isto, o mais dramático, o caso verdadeiramente sério: que colher devo utilizar? Eu não sei quanto a vocês, mas eu, na minha organizada e bonita de talheres tenho, no mínimo, três tamanhos de colheres de sopa e e outro tanto de colheres de sobremesa. há os do faqueiro que utilizamos, as que a tia se esqueceu lá em casa, as que gamamos à colega do trabalho e nunca mais devolvemos, as que eram da mãe. As colheres são como os tupperwares: vão e vêm e nunca estão lá quando precisamos. E depois há outra questão: a profundidade: as minhas são mais rasas, as que eram da mãe são mais fundas, a que gamei à colega é larga... E podia continuar, porque não há uma p$#@ de uma colher igual à outra! 

Não me chegavam os três xanax tomados com chá de camomila que emborcava de penalti antes de começar qualquer receita, agora ainda vou ter que lhe juntar meio copo whisky para acalmar os nervos!