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A Caracol

Um blogue pseudo-humoristico-sarcástico. #soquenão #ésóparvo

Sou fit! E agora? #10

 

Há quem vá a festas temáticas nos spots mais in da cidade (e o que me custou escrever isto?) e há quem vá a festas onde se aplica um certo grau de tortura física. Tem de haver gostos para tudo, não é verdade? Pois que ontem, Dia Mundial da Bicicleta para os desatentos, havia festa no ginásio. E não o tipo de festa que envolva churrasco e batatas fritas de pacote (ideia vencedora esta, hã? De nada.), mas sim uma (ou duas, para quem fosse mais rijo de pernas) aulinha de cycle alusiva aos anos 80. 

Da minha parte, consegui ir apenas a uma aula (ohhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh! Snif Snif), mas asseguro que valeu, no mínimo, por três ou quatro. O som da batida seriam hits dos idos de 80 e deveríamos levar indumentária alusiva à decada. Como sou uma xoninhas do pior desenrasquei um outfit (ó balha-me deus...) de uma adolescente daltónica com uma conjugação de padrões e cores capaz de ofuscar as luzes de qualquer árvore de Natal, mas invejei um ou dois fatos de banho de compinchas mais valentes e destemidas que pareciam mesmo saídas de um videoclip dos ABBA.

 

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Avancemos para a aula que se faz tarde: já há algum tempo que faço cycle com regularidade. Não é asssiiiiiiiiiiiiiiiimmmmmmmmm uma paixão assolapada, mas quando bem feitinho é jeitoso nas pernas e dá uma moca do caraças. Tendo em conta a temática da aula, já ia a contar uma aula mais "acelerada" e com poucas montanhas, mas caramba... Era mesmo preciso tanta bolina? E logo assim a matar? Tinha sugerido o " Total Eclipse of the Heart" da Bonie Tyler, mas para relaxamento, porque confesso que quando a faixa começo tive vontade de tornar o "turn around" mais literal e virar costas à doidice, mas não!, continuei a subir devagar, para definhar a descer num remix marado. 

E por falar em descer: quem é que acelera numa descida? A descer, se bem me recordo das minhas voltas de bicicleta, nem se pedala! Tiram-se os pés dos pedais e aquilo anda sozinho. Lá agora acelerar em descidas. Esta malta lembra-se de cada uma, realmente... 

E gritar? Como, pergunto eu do alto da minha fraca caixa torácica, COMO é que é possível gritar e acompanhar a música a cantar? É que eu ou respiro ou grito ou canto. Os três ao mesmo tempo não dá! E não falo de quem lidera a aula - que esses devem ter uma formação específica em gritos, aposto - é mesmo da malta que consegue fazer essas três proezas em simultâneo, enquanto leva no corpo e sorri, quais masoquistas dos pedais. 

Inexplicavelmente, comecei a aula com uma ressaca danada do dia anterior e terminei bem menos dorida, o que prova aquela teoria já conhecida do mundo fit: para curar de uma tareia, nada melhor que uma coça. E claro, levei com uma dose brutal de endorfinas - muito à conta das estrelas que não estavam no céu, no relaxamento final. A propósito: grande ironia essa de pôr o pessoal a ver estrelas e depois dizer que não estão no céu. Pudera! Só nas coxas tinha constelações gigantes e posso jurar que a Cassiopeia ainda habita no meu costedo. 

Tirando a falta de oxigénio e os incêndios nas pernas, foi espectacular e ia já outra vez. Mas isso sou eu, que sou maluca e não tenho juízo absolutamente nenhum. :D 

 

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Juro que não conheço ninguém. Gente maluca.