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A Caracol

Um blogue pseudo-humoristico-sarcástico. #soquenão #ésóparvo

Possível de ferir sensibilidade alheia

E porquê?

Porque mostro a cara neste post. É verdade, eu sei que não estavam a contar, mas vão conhecer a cara por detrás disto.

Ao que a Cunhada me obriga.

Ora bem, como boa gaja que sou, o máximo que faço em termos de rituais de beleza é lavar a cara de manhã e aplicar o hidratante. Só. Vá, pronto, também uso o desmaquilhante nas três vezes que me maquilho por ano. Ah, e às vezes lá me lembro do gel lavante e lá lhe dou uso, só para o pequeno não se sentir desintegrado. Nunca me maquilho, na loucura coloco máscara de pestanas, odeio sombras porque nunca atino com a coisa para ficar igual dos dois lados, quando ponho blush fico ar de quem saiu de uma tasca depois de emborcar todo um garrafão de maduro tinto, enfim, estas vidas não são a minha praia.

Felizmente para mim, calhou-me em sorte uma Cunhada com mãos de fada para o mundo da beleza e da maquilhagem.

Já me andava a arreliar há uma porrada de tempo para me limpar a pele - não se deixou levar pelo meu "está limpa, passo-lhe água todos os dias" - pelo que veio armada até aos ossos parame deixar a resplandescer. Ainda tentei empalear, do genéro "ah, agora vou estender roupa" ou "ah, agora tenho que ir apanhar roupa", mas a moça não se deixou vencer, fez finca pé e lá conseguiu retocar-me a fronha.

Foto de Andreia Santos.

O meu estado natural: palidez crónica.

 

Foto de Andreia Santos.

A artista feliz com a sua obra de arte e o meu melhor ar de enfado.

Quanto ao cabelo, diz que não pode fazer nada, pau que nasce torto tarde ou nunca se endireita.

 

 

Quanto à experiência: não dói nem é uma valente seca. É bastante rápido o processo de limpeza, não vos vai arrancar a pele, mas que a deixará mais uniforme e com menos oleosidade, posso garantir. A maquilhagem foi muito rápida e simples, fiquei linda e esbelta, prontissima para apanhar a roupa e causar inveja (ou encadeamento) à vizinhança. Depois disto, nunca mais me maquilharei: contrato a Cunhada para os eventos e 'tá feito. É mais rápido, menos enervante e corre sempre bem, de certeza.

Vamos falar de pão?

Na minha loucura dos 30 dias dias sem porcarias, descobri o Pão da Mó.

Ou melhor, já tinha descoberto antes, mas apenas fiz a primeira encomenda nos primeiros dias de dieta.

Agradou-me a ideia de pão caseiro, fresquinho e diferente do tradicional pão branco, o meu preferido de sempre. Venha quem vier, ponham as sementes que puserem, inventem o que inventarem, há poucas coisas melhores na vida que um pãozinho branco quentinho com manteiga. Isso e cacete de regueifa ao domingo. Com manteiga também, pois claro.

Voltando a este pão, tinha idealizado experimentar um diferente por semana, já que a variedade é bastante grande. Fiquei de olho no de abóbora com nozes, quero muito experimentar o de beterraba, mas a minha escolha recai sempre no mesmo: o de alfarroba. Foi a primeira escolha e não podia ter sido melhor! Fiquei ligeiramente desapontada com o tamanho do pão (mesmo tendo sido alertada previamente pela padeira): não era muito grande e fiquei com a sensação que era capaz de o comer todo de uma assentada. Pois... Não é grande de facto (pedi o de 400gr), mas é bastante consistente e saciante, mesmo não comendo muito de uma só vez é irresistível ir petiscando. O primeiro durou três dias e foi uma luta contra a gula. Não podendo petiscar bolachas, acabava por ir tirando uns nacos de pãozinho. Já com o segundo, utilizei uma técnica diferente: fatiei e congelei, dessa forma acabo por ser mais contida e tiro mesmo só o que preciso. E asseguro-vos que não perde qualidade de sabor.

Outro ponto extra: não tenho que me deslocar. Pela proximidade do local de fabrico, o pão vem ter comigo. O que, parecendo que não, é bastante agradável e cómodo. Há vários pontos de entrega e julgo que Gondomar e a Baixa do Porto estão incluídos.

 

 

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O meu pequeno almoço de hoje: café gigantone e pão de alfarroba com queijo.

 

Ontem, aquando a entrega habitual, foi-me oferecido um bolinho. Graçá deus que a dieta já lá vai, não sei se conseguiria resistir a este pedaço de mau caminho. Consegui guardar para o lanche de hoje (saberão os deuses como foi dificil) e dividi em duas porções: uma para o lanche da manhã, outra para a tarde que, infelizmente, marchou aquando o outro. Não resisti ao cheiro a chocolate que pairava no meu cacifo.

Diz que é produzido com fermento natural, não sei se é suposto ser mais saudável ou não, parto do pressuposto que sim, mas é inegável que isto é um pedaço de céu:

 

 

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Menos pessoas, menos baba, que isso dá uma trabalheira do caraças para limpar. Era bom, mas já foi. Lamento.

Não tenho remédio para a gula e nem a cura de açucares me valeu, continuo uma gulosa do pior. :D

 

 

Atletas Anónimos - O Joaquim

Ora, ora, finalmente um homem decidiu vir dar duas de letra comigo! (Foi só a mim que isto soou estranho?) Estava a ver que só as mulheres é que eram atletas...

O Joaquim, compincha de ginásio, acedeu ao meu singelo pedido e concedeu-me dois dedos de conversa. Nunca treinei com ele, mas admiro-lhe a preserverança e coragem em enfrentar os desafios que lhe são propostos.

Atentem só:

 

Joaquim, diz me lá, há quanto tempo frequentas o ginásio e porque decidiste começar?

 

Frequento o gináio desde Abril de 2016. Decidi começar a treinar por ter excesso de peso e por motivos de saúde.

 

Mas já fazias desporto ou começaste do zero? (fazer zapping no sofá, não conta...)

 

Comecei do zero!

 

E gostavas de exercício e "não tinhas tempo" ou odiavas mexer-te?

 

Sempre gostei muito de desporto. Jogava futebol de salão com os meus amigos, uma vez por semana, mas depois da minha filha nascer fiquei um pouco sem tempo e, claro, comecei a engordar. Recentemente fazia caminhadas e corridas nos passadiços à beira mar.

 Mais do que eu, que só fazia natação para bebés. Como conseguiste (e vais conseguindo) inserir o desporto na tua rotina diária/semanal?

 

 Quando andava a correr nos passadiços, já corria de Espinho a Miramar e de Miramar Espinho. Cheguei a perder muito peso nessa altura, aí há três anos, mas ganhei líquido no joelho direito e tive que parar.

Agora já estou bem.

O trabalho que tenho, permite que possa ter algum tempo para ir ao ginásio. Quando tenho o dia livre vou durante o dia, à tarde ou de manhã, para poder estar com a minha filha e com a minha mulher ao fim da tarde. Quando ando a trabalhar vou ao fim da tarde levar as tareias da Cátia.

 

Não falemos de tareias, por favor, já passou uma semana da última e ainda estou marcada. Em termos de dia a dia, situações do quotidiano, notas que o exercício regular te trouxe mais qualidade de vida?

 

Claro que sim, é muito bom nos sentimos em forma, a auto estima está em alta sinto me muito feliz!

 Sei que, por razões de saúde, não pudeste participar na corrida do demo lá da terra, que seria um dos teus objectivos para este ano. Tens mais algum?( Seja em exercício ou em peso)

 

O meu principal objectivo é ir a Fátima a pé e talvez, se me sentir bem, fazer alguma prova com o pessoal lá do ginásio. Quanto ao meu peso, não quero perder mais sinto me muito bem.

 

Apesar de praticares desporto antes, a tua atividade física regular é recente. Fala-nos um bocadinho dessa rua experiência. O bichinho entranhou logo? Ou ainda esteve a marinar um pedaço?

 

Nunca tinha frequentado nenhum ginásio, não sabia o que estava à minha espera. No primeiro treino com o Madu, sem fazer grandes exercícios, senti-me mal, quase desmaiava... (mesmo!) Senti-me mesmo muito mal, o Madu deitou-me no chão, abanou a toalha para fazer vento e fiquei mais aliviado. Pensava que não iria conseguir continuar, mas o Madu disse que era normal sentir-me assim porque não estava habituado. Foi um começo um pouco mau, mas a minha vontade de perder peso era enorme e com determinação consegui melhorar dia para dia. Primeiro na sala de musculação e depois as aulas da Cátia. Ai as aulas da Cátia! No princípio andava sempre espalmado, depois habituei-me e tornou-se vício até hoje!

 Conheço o vício... Felizmente ou infelizmente, ainda estarei para conseguir determinar. Imagina agora que do outro lado do ecrã, nos lê um preguiçoso do pior, enquanto enfarda alegremente um pacote de batatas fritas. Como o tentarias convencer a ir contigo ao ginásio?

 

Tentaria convencer com a minha mudança. Mostraria as fotos de quando era mais gordinho para ver o resultado e convencendo que  pode alcançar resultados rápidos, com muita força de vontade e determinação.

 

Já aconselhei algumas pessoas! Elas viram-me mais magro e perguntaram o que eu fiz para emagrecer!

 

Um grande obrigada Joaquim, por este bocadinho e por teres  aceite o convite tão rapidamente!

Não leiam se ainda não viram o episódio de ontem

Estou a avisar e só estou a fazer paleio fiado porque na partilha do facebook aparece parte do texto.

Não viste? Não gostas de spoilers? Fecha a janela enquanto é tempo. A partir daqui há spoilers e dos grandes.

Eu sabia, eu sabia, que havia alguma coisa muito errada com aquelas gajas. Não podiam ter só maus penteados e ar pouco lavado, não!, tinham que ser umas cabras. Do pior. Umas cabras do pior! Estou mesmo danada, caramba! Levei um baque quando as vi a mudar a posição de ataque, uma parte de mim quis avisar o Rick, mas de nada me valia gritar para a televisão, pelo que fui buscar os lenços de papel. Avisinhavam-se muitas lágrimas. Não pelo brilhantismo do episódio, eram bastante previsiveis parte dos acontecimentos, mas porque sou uma choramingas do pior. E porque não estava mesmo a contar com aquela reviravolta, dez minutos depois do começo.

Ainda não se tinha visto nenhum defunto querido e já eu suava em bica, na expectativa sobre quem recairia a Lucille. Suspeitava do suicidio da Sasha, que teve a lucidez - felizmente - de não o fazer mais cedo. Não estava a vê-la transformar-se num Negan, ficaria até desapontada se o fizesse, não fazia parte dela, dos seus valores e da personagem que nos habituou.

Já se esperava também uma raconsideração por parte do rei Ezequiel, que apareceu - adivinhem - na hora H. Era previsivel, claro. E o raio do tigre que sabia exatamente quem atacar? Bem amestrado o bicho. Só eu ando a tentar ensinar o Cusco a trazer-me o cesto das molas, enquanto estendo a roupa, sem qualquer sucesso. Culpa minha, se tivesse um tigre em vez de dois cães pachorrentos, com sorte não só me trazia o cesto, como ainda estendia e apanhava a roupa.

Sofri um bocado dos nervos quando caiu alguém da varanda. Nos entretantos, lembrei-me que se fosse mesmo a Michonne a falecer, a coisa seria mostrada sem demora e com sofrimento para o espectador.

Grande, grande, salva de palmas ao Negan. Caramba, adoro aquele fulano. Parte de mim queria que ele morresse já ali, que o fizessem desaparecer para sempre, enquanto outra parte cedia ao seu charme e pedia aos deuses todos que não o levassem. É muito cedo e um vilão com esta categoria, merece mais tempo de antena. Não é fácil ser-se vilão e Jeffray Dean Morgan fá-lo de forma absolutamente irrepreensível. É um amor-ódio levado ao extremo, sabes que é vil, que é mau e mesmo assim queres que se prolongue no tempo e no espaço. Fizessem um episódio apenas com um dircurso e devora-lo-ia com o mesmo entusiasmo de quem devora um pacote de oreos.

Tal como disse, não foi um episódio brilhante, não foi carregado de emoção, mas teve o suficiente para me colar ao ecrã durante 45 minutos. Foi o esperado ao longo desta meia temporada. Aquela mudança das gajas apanhou-me de surpresa, mas de outra forma a coisa seria demasiado fácil. Mais uma vez se prova: isto é sobre humanos. As gajas tinham um acordo com Alexandria, que anularam traiçoeiramente, refazendo-o com Negan. Conhecem algum zombie capaz de semelhante? Pois, eu também não, já pessoas...

No final, ficou-me a dúvida: o Dwight saberia ou não? O que é que vocês acham?

 

 

Sou fit! E agora?

Muita coisinha tenho para vos contar nesta temática. Tenho para mim que aquele pessoal do ginásio ficou tão entusiasmado com o novo título, que achou por bem dar cabo do esqueleto à malta. Foi uma semana completamente insana, no que toca ao exercício. Só para terem noção, fazia intenções de voltar à rotina de tapete uma vez por semana (e desta não pode passar, se quero correr pelo menos metade da meia maratona) e não fui capaz. Porque pura e simplesmente não me mexia nos dias pós aulas. E juro que não estou a exagerar.

Na segunda, tinham prometido "uma aula divertida" de combat. Uma pessoa vai com vontade de limpar o espírito, rejubilando em segredo de si para si por finalmente, finalmente!, uma aula sem saltos e exercícios que não lembram ao diabo. 

Pois... 'Tá bem abelha. 

Cheguei ao fim com a sensação de ter saltado mais do que em toda a minha vida. E eu que pensava que eram só os soquinhos e uns pontapés a fazer de conta... Que anjinho, minha gente, que anjinho. 

No começo senti-me (ainda mais) idiota: já é mau ser descoordenada, mas sê-lo e ainda ter que acreditar que iria acertar em cheio na bochecha de alguém era tão plausível como ter uma costela de Jakie Chan, que, obviamente, não tenho. Estão a ver alguém aflito, no meio de um exame de abelhas a tentar matar alguma? Sou eu, numa aula destas. Para cúmulo, um dos "golpes" ensinados seria o punho contra o queixo do (suposto) adversário. Foi aqui que achei que isto era demasiado arriscado: a probabilidade de acertar no meu próprio queixo era enorme. Limitei-me a fazer uma espécie de malabarismo às partículas minúsculas de pó que pairavam no ar e ao fim de trê segundos e meio, estava um cinturão negro de taekwondo ao pé de mim, tentando ensinar-me devidamente a arte da coisa. Acabei por lhe apanhar o jeito já quase no final, pelo que não pude apreciar a beleza de movimentos. Sem ironia, é mesmo isto, beleza de movimento. Aquilo bem feitinho é digno de vista. E de dor também, porque o segredo da tática é a força aplicada, mesmo quando o oponente é invisível. Só percebi isto a meio, imaginem se fosse logo ao inicio... Não sobreveria uma única abelha, nem braços para contar a história. 

Na quarta, ainda os meus bracinhos gemiam disto, foi-nos sorteado CrossTrainning. Mas isso... Bom, isso foi tão bom que merece outro relato. :D 

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