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A Caracol

Um blogue pseudo-humoristico-sarcástico. #soquenão #ésóparvo

Ironias Fit

 

Às vezes perguntam-me: 'Caracol, como consegues fazer exercício e ouvir a música? Eu não ouço nada e nem sequer me lembro do que ouvimos...' 
Não sei como isso de não ouvir nada é possível. Não sei mesmo. As músicas, regra geral, estão pejadas de ironia se as aplicarmos ao contexto do exercício físico. O sarcasmo grita de tal forma aos meus ouvidos que é impossível não ouvir. A ironia que berra é mais acutilante que as ordens de quem lidera a aula. É impossível não ouvir. 
Ou então é apenas um mecanismo de defesa para quando me apetece desertar e sair, arranjar forma de o fazer sem ser literal. (Momento #NãoTejasMedo)
Foi impossível hoje e mais uma vez, não me aperceber do encaixe perfeito desta música a quem lidera a aula. É tão perfeito como os encaixes das sapatilhas nos pedais. É tão literal que juro que apertei mais um bocadinho a carga sem me mandarem. E passei a música toda a evitar contacto visual e a manter os joelhos afastados do botão de carga, não fosse algum bater-lhe "por acidente". Há pessoas que encarnam músicas e que lhes dão vida, depois há as músicas que encarnam pessoas e como que as vestem, do princípio ao fim. E esta, minha boa gente, veste todo e qualquer professor de fitness e PT's. Quem discordar, merece uma faixa disto só para fazer burpees intercalados com moutain claimbers.

 

 

 

Caracol, a conselheira

Conselho para hoje: não consumam ninguém. É chato. E dói a quem e consumido. Depois esgota-se o stock de ibuprofeno, aumenta-se o lucro das farmacêuticas e gera-se mais uma teoria da conspiração sobre doenças humanas provocadas em laboratório. É a velha história: se consumimos alguém agora, há mais um teste para medicamentos em orangotangos na América. É a lei da vida. Sê cruelty free, junta-te a uma causa maior: não consumas as pessoas. 

Junta-te ao movimento #EuNãoConsumo e liberta-(te)nos de consumições.
Pelo caminho ouve boa música.

(Aproveita o lanço e vota Caracol, em Humor, nos sapos do ano. Mas sem consumir ninguém, ok?)

BlogoCampanha - Ou votam n'A Caracol ou a coisa arranha

sapo do ano.png

 

(ler com a colocação de voz do senhor que apresenta o Direito de Antena, na RTP1) Serve o presente espaço para divulgação de propaganda bloguística cujo único propósito é obter o máximo de votos no concurso supra citado. A responsabilidade destes conteúdos é unica e exclusivamente deste inteveniente, não devendo ser julgada toda uma categoria às suas custas. 

Não sei se já vos tinha dito, mas este ano fiz uma semana de low carb. Mas não uma low carb qualquer, não senhor! Paleo Low Carb. Ou seja, não me bastava só comer verdura, fazendo jus ao nome escolhido, não senhor, nem sequer poderia usar uma farinha de amêndoa ou de côco. Foi triste essa semana, tive vontade de me finar várias vezes, jurei amor eterno ao mel e à amêndoa triturada em farinha. Foi mais duro ainda porque tinha uma prova de 10 km no final, o que me obrigou a comer uma sopinha com ovos antes da corrida e sem batata obviamente, porcausa lá dos carbs baixos. Sobrevivi (aos 10 km com sopa no bucho e à semana de low carb) e registei o momento em vídeo, intrepertando uma música bem conhecida e fácil de seguir. 

Ora escutem: 

Portanto, a minha proposta para campanha de hoje é esta: ou votam em mim ou eu vou continuar a cantar. E vos garanto que segunda feira trago outra música com um loop jeitoso. Logo de manhã, para vos animar o dia.

Vao demorar muito a ir ali e clicar no meu estaminé? 

Alvoradaaaaaaaaa!

Tudo acordado já? 

Como assim ainda não? É quase meio da manhã minha gente, toca a erguer esse rabo dos lençóis fofinhos! 

É sexta feira, o sol ja brilha lá fora, a roupa já esta estendida e... A vossa Caracoleta está na final dos Sapos do Ano. 

Como é que isto aconteceu? Não sei. O mundo está perdido quando se nomeiam assim as pessoas a torto e direito, só porque dizem umas graçolas. 

Mas já que estou nomeada vou aproveitar o mote e divertir-me (ainda mais) com isto de ter um blogue. Ou blog. Como queiram.

Começo hoje, portanto, a minha campanha eleitoral que se estenderá também ao Instagram e ao Facebook. Como assim ainda não seguem? Por acaso hoje acordei bem disposta e vou deixar passar isso, desde que retifiquem esse vosso lapso social nos próximos 5 minutos. Os links estão mesmo ali ao lado. Claro que nao devem ter a expectativa muito alta, o mais certo é eu publicar a mesma coisa nas três redes, mas assim sempre pareço mais in do que out, que é o que sou na realidade. Além disso, uma pessoa precisa de conteúdos para manter as três redes activas, não é verdade? 

Por último, mas não em último, os meus sinceros parabéns aos organizadores disto - Magda e David - que têm paciência de Santo e não sei como ainda conseguem ler aquela palavra que designa um texto escrito num formato vertical, composto por versos que podem ou não rimar entre si e que é o contrário de prosa. Shhhhhh, guardem para vocês, não digam alto. 

Parabéns a todos os nomeados, incluindo os colegas de categoria que bem merecem aquele destaque e vamos lá divertir-nos com isto! 😜 

Ah! Para votar é por aqui.

Decisões

Tomei uma decisão.
Já chega de viver assim, sempre no fio da navalha, sempre sem saber o que vai acontecer a seguir, tentando antecipar o frio que nos gela os ossos e as entranhas.

Já há algum tempo que vimos a discutir este assunto lá em casa, mas não dá para adiar mais. Há decisões e caminhos que não se fazem sozinhos, temos de ser nós a traçar o nosso próprio destino, fazendo corretamente a cama onde nós iremos deitar.

Já alertei o homem para esta mudança. Olhou-me de frente, engoliu em seco e afiançou de forma segura "Já tinha pensado o mesmo. Acho que é mesmo o melhor para nós".
Respiro fundo e avancei com a decisão.
Vamos ser mais felizes assim, não tenho a menor dúvida.

Decisões destas não se tomam de ânimo leve, mas nós assumimos que havia um problema, tentamos resolver da melhor forma e percebemos que esta era a melhor solução para nós e para a nossa relação.

Ele já não se vai queixar dos meus pés gelados enquanto os tento aquecer nas pernas dele.
Eu já posso sossegar no meu canto, com a certeza que não me vão faltar cobertores do meu lado.

Mudamos finalmente para lençóis polares!
E estamos mesmo felizes com esta decisão, muito mais confortáveis e quentinhos. 😁
Não tenham medo de dar esse passo tão importante na vossa vida. Há coisas que voltam a ser como antes, os dedos dos pés infelizmente não fazem parte delas. 😉

Senhora Dona Mamã, faxabore

Ora bem, parece que agora é de bom tom pedir autorização aos miúdos bebés para lhes trocar a fralda.

Sendo assim, eu Caracoleta Mamã, quero que o meu miúdo me peça autorização para:

- Pentear-me com as suas mãozinhas assustadoras e capazes de assassinar fios de cabelos, deixando poros dolorosamente viúvos pela cara metade. Com escova tudo bem, com mãos, senhor meu filho, é preciso autorização prévia e requerimento enviado por correio registado. E não há cá trocas a meio do penteado, é escova até ao final ou terás de questionar "Senhora Dona Mamã, posso usar agora aos mãos neste bocadinho de cabelo que ainda te resta?"

- Fazer birras. Imediatamente antes de se atirar para o chão a bracejar e espernear num lago de baba e ranho porque não o deixo ir de pijama para a escola, quero que o moço pergunte diligentemente: " Senhora Dona Mamã, posso fazer uma birra? Muito feia e muito grande? Por favor?" Assim é que é bonito e de menino bem educado, capaz de perceber o consentimento do outro.

- Sujar-se na lama. (aplicando a mesma regra das birras e sempre precedido do título 'senhora dona Mamã', que o respeitinho é muito bonito e está em vias de extinção)

De momento são as que me ocorrem. Qu'isto agora é tanta autorização entre pais e filhos que daqui a nada não temos lar nem família, temos repartições de laços entre seres com o mesmo ADN. Agora vou só ali terminar de preencher o impresso 156 do modelo 7, que preciso que o miúdo rabisque para lhe poder dar banho logo à noite. (Em miúdos até aos dois anos é o modelo 6, que é impresso num papel resistente à baba. De nada.)

Deixem-me só mostrar-vos isto

 Atire a primeira pedra quem nunca associou, ainda que de si para si, o ginásio ao filme. Pois bem, alguém tinha de o fazer mais a sério. 

Obrigada à malta que alinhou e permitiu que isto fosse possível. 

 

Nota: o som não tem grande qualidade, as minhas desculpas por isso e espero que as gargalhadas e efeito final superem essa lacuna. 😉

Vamos lá entrar no espírito Halloween?

Então: se o ginásio fosse um filme de terror, qual seria?

Para mim:

- O Sexto Sentido

Toda a gente que lá pára precisa de um, se não tem ainda vai ganhar e perceber que "Hoje são só 10 kgs para agachamento" traz água no bico. Forçando um bocadinho mais a piada: "I see dead people" - sobretudo depois dos burpees. 🤪🤷‍♀️

- O Exorcista

Basta olhar no espelho, apreciar o nosso próprio reflexo durante uma ronda interminável de bíceps e está explicado.

- Massacre no Texas

Podia perfeitamente chamar-se "Massacre no Peitoral". 
Terrívelmente apropriado.

🎃🎃


Sentem-se, estejam à vontade. A minha caixa de comentários é o vosso sofá. (não é tenho é pipocas... Sorry.)

Apetece-me repostar

Senti a vossa falta nestas festas.
Tanta como senti nas anteriores e em todo e qualquer aniversário que comemore por esta vida fora.
Sinto a falta dos teus abraços lamechas, com a roupa a cheirar ao tabaco qua nunca largavas.
Fugia a sete pés dos teus abraços, nunca fui muito dada a essas demonstrações de afeto, mas tu sabias, lá fundinho, que era só para ser difícil.
Devia ter-te abraçado mais.
Devia ter-vos abraçado mais.
Talvez por isso carreguei as vossas urnas com tanta determinação: foi o meu último abraço, o mais forte, o mais marcado, o mais doloroso. 
 
A saudade vai aumentado proporcionalmente ao declínio da dor. Nunca me custou falar de vós, pronunciar o vosso nome, dizer que tinham falecido ao invés de inventar uma historinha bonita sobre o céu e os anjinhos. Gosto de o fazer, de vos relembrar, de tentar reter todos os pedacinhos da nossa história juntos, tentando não esquecer nenhuma peça. Devo-vos isso: memória.
Lembro-me do quanto gostavas do natal e de como fizeste (muito contra a vontade da mãe) aquela árvore improvisada só com luzinhas, numa planta lá de casa. Lembro-me do primeiro pinheiro a sério que compraste, que era tão pequeno que coube em cima do frigorifico. Lembro-me de como enfeitavas a casa com fitas pindéricas e cintilantes. Lembro-me de gostares do natal, de o viveres, de entrares no espirito de união ao ires visitar a família na véspera, mesmo aqueles que pouco te falavam. Lembro-me de ir contigo ao Porto comprar o bacalhau à mercearia.
Recordo a mãe, sempre fiel à sua fé, dizendo que não era correto comemorarmos o natal, mas comprando os doces e fazendo rabanadas. Lá no fundo, eu acredito que a mãe também gostava do espirito, embora não o demonstrasse. Ou talvez fosse só mesmo para te ver feliz, ou melhor, nos ver felizes.
Já do ano novo a mãe não se queixava: gostava de ver o fogo de artificio, no Porto. Claro, era uma maneira de te controlar, já que não o fazias sozinho. A mãe era mesmo assim, não era só minha, era tua também. Encarregava-se de fazer tudo o que pudesse para que estivesses bem, que tivesses o essencial, de te iluminar esses caminhos um tanto ou quanto obscuros que passeavam pela tua mente. A mãe amava-te como uma mulher ama um homem e como uma mãe ama um filho. Tenho pena que, às vezes, não lhe desses o devido valor. Embora, tenho a certezinha, ela soubesse que a amavas e que te perderias sem o seu pilar. 
 
É um tanto ou quanto engraçado como mudamos quando morre alguém que amamos. Costumo dizer que não mudamos, renascemos. Somos iguais fisicamente, temos o mesmo aspeto, o tempo vai passando da mesma forma (às vezes mais devagar), mas lá dentro há qualquer coisa que se perde e outra que se encontra. Perdemos a fragilidade e encontramos a força. Perdemos a fantasia e encontramos a realidade. Perdemos a fé no sobrenatural e ganhamos fé no próximo, na família, nos amigos... Temos de aprender a viver novamente, sem determinada pessoa. Uma hora de cada vez. Um dia de cada vez. Aprendendo a não recalcar pensamentos, alimentando memórias, sobrevivendo entre vazios. Valorizando quem nos apoia, suporta, quem em nós acredita. Acreditando que o amanhã será melhor que hoje. E se não for, acreditar no mesmo para o dia seguinte.
Sinto a vossa falta todo o ano, todos os dias. Posso estar numa festa com 25 pessoas, que irão sempre faltar duas, irão sempre faltar dois aniversários, duas prendas para comprar, menos dois lugares à mesa. Tal como disse, aprendendo. Faltam duas, sim, mas tenho 25, há que as saber aproveitar.
 
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