Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

A Caracol

Um blogue pseudo-humoristico-sarcástico. #soquenão #ésóparvo

Só eu... #14

Sábado, como vos tinha contado, foi dia atividades diferentes, no ginásio. 

Tinha-me chegado aos ouvidos que seria um Peddy Papper e de imediato a minha mente divagou por uma série de estações com exercícios do demo, que teriam de ser cumpridos à risca, para se avançar no jogo. 

Só que trocaram-me as voltas. De tudo o que nos podiam pôr a fazer, lembraram-se que às tantas era giro porem-nos uns quilómetros nas pernas e andarmos às voltinhas, a subiiiiiiiirrrrrr e descer aqui a terra. 

Tínhamos uma folha com pistas e um número de SOS caso nos víssemos à nora. 

Ora, aqui a Caracoleta leu Dan Brown todinho e isso, parecendo que não, dá quase um mestrado em charadas. (#soquenão).

A primeira pista era "Já repararam no meu novo corte?". O que é que uma pessoa pensa logo? Cabeleireiros, óbvio. Sucede que, depois de frutarias, o maior negócio da terra são os cabeleireiros. Há, pelo menos, dez. E todos eles eram facilmente alcançáveis a pé. Começamos pelo mais próximo e fomos seguindo. Ao fim de nove, já a minha mente divagava que estávamos a intuir mal e aquilo não era nada um cabeleireiro. 

Consegui convencer o resto da equipa - seis elementos - que seriam as novas placas de identificação do ginásio. Mudou o visual, mudou o logótipo, mudou o corte. Foi esta minha lógica da batata. 

O que é que aconteceu?

Sete pessoas a procurar, à volta das placas, no meio das placas, praticamente a trepar a postes e árvores. Meia hora nisto. 

Até vir o senhor professor organizador desta coisa e nos perguntar: "o que é que estão aí a fazer?!". Depois de explicada a nossa fantástica teoria levamos com um: "é um barbeiro. Aquele já ali ao virar da esquina"

Toin!

O único cabeleireiro que não fomos, porque alguém disse, passo a citar-me "é demasiado longe. Não iam pôr ali nada." E, não, ninguém reparou no detalhe de ser próximo de uma das pistas seguintes. 

A partir daqui e depois de já ter feito com a equipa perdesse um rol de tempo em vão, guardei para mim a possível resolução das charadas seguintes. E ainda bem, eramos bem capazes de ter que acampar na Senhora da Sáude e continuar no dia seguinte. 

Diz que é este domingo

Como, COMO, é que passou tão depressa?

Como é que ainda há pouco tempo argumentava que isto era não para mim? Como é que ainda me inscrevi, em dezembro e já estamos em março? 

E como, alguém que me responda a isto, COMO é que em três meses não arranjei uma desculpa decente para fugir? 

Como é que eu me meti nisto? Para quê que eu me meti nisto? Mas será possível que aos 28 anos não tenha ponta de juízo? 

E antes que perguntem, eu não estou nervosa. Estou uma pilha. Estou assim bué zen e inspira, expira e não pira. 

São só 10 quilómetros, o que é isso? Nada, pois claro. Tenho a certeza que os vou correr na maior, com uma perna às costas e sem precisar de oxigénio no final. Vai ser assim mesmo tudo em bom e nas subidas é fingir que se desce e olhar em frente que para lá é que caminho. 

Nem sequer posso afogar o pânico  entusiasmo num snikers. Ou num bounty. Ou num twix. Nada, nadinha, zero açúcar para apaziguar a miaúfa excitação. Mas tenho ali um iogurtinho que é um mimo com uns flocos de aveia e sementes de linhaça! Assim para lá de bom. 

Vêem como não estou nada medrosa? Eu disse, não sei porque não se acreditaram em mim. 

Alguém arranja aí um xanax?

Meu rico S. Pedro,

Tu sabes que de todos és o meu santinho favorito (a descrença não é para aqui chamada), dá lá aí um jeitinho à chuva, por favor. Não precisa de ser a tarde toda, podes largar aguinha à vontade até meio da tarde, mas dá para fazeres uma pausinha aí de uma horita e pouco a partir das 19:30? Aproveitas e vais tomar um cafezito e comer um pastel de nata, o teu boss não se incomoda, já te esfalfaste a trabalhar hoje.

Se nem assim te convenço, deixa-me perguntar-te: sabes quantos quilómetros tenho nas pernas esta semana? Z-E-R-O! Sabes como isso dá cabo dos nervos a uma pessoa propensa a fanicos? É que uma pessoa ouve: "depende do tempo" e pensa "ohhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh, que chatice!" (bolas, estava mesmo a contar) e não "oh, que chaticeeeeeeeeeeeeeeeee" (boa, já temos desculpa!). Vês S. Pedro, o que a fiteza faz às pessoas? Fala-se em correr e até parece que acenam com snikers cenouras. 

Vá lá, dá aí uma ajudinha, é só um par de horas, depois podes descarregar a tua ira à vontade. 

Ah, se não for pedir muito, manda um cadito de solinho para O DIA, está bem? Não muito, que muito calor também não é fixe, só assim para dar ânimo e alegrar a manhã. 

Obrigada. És um bacano. 

Como panicar em três segundos e meio

Ou como ter meia dúzia de AVC's em cinco minutos, também seria um bom título. 

Já lá vai um bom mês e tal sobre este piripaque, mas acho que merece ficar relatado para a posteridade. 

Quem me conhece, assim um bocadinho mais a sério, sabe que nunca, ou quase nunca, dramatizo doenças. Não sou hipocondríaca, relativizo a dor, sou da equipa "toma uns brufens que isso passa", vou deixando rolar... enfim, ainda não sei que raio me deu. 

Naquela sexta feira, dia em corri os primeiros 5km, senti uma ligeira dor de cabeça ao final da tarde. "Resquícios da gripe", pensei eu, enquanto emborcava um brufen. Prolongou-se durante o fim de semana, preocupando a família toda ao almoço de domingo dado o meu ar cadavérico e esgares de dor, mas na segunda senti-me melhor. Tanto que fui ao ginásio, ignorando a sacana da campainha que me alertava que talvez não fosse grande ideia. 

Não foi, claro. O objectivo era correr novamente 5km, em menos tempo, mas nem aos 2 cheguei, tal era a pressão na mona. Tentei fazer outros exercícios, mas não consegui e acabei por ir para o balneário a sentir-me uma inutilidade. 

A dor, que não era bem dor, era uma pressão que subia desde a nuca até meio do crânio, e piorava sempre baixava a cabeça, era de tal forma incomodativa que dei comigo a pedir uma consulta ao patrão cá do sítio, numa tentativa de detetar algum problema neurológico. Nada. Tudo normal. 

Decidi dar um pulo ao ginásio, na esperança que me dissessem que aquilo era uma coisa que se resolvia com meia dúzia de esticões e uns exercícios caseiros, mas não!, depois de um questionário sobre o que lá tinha feito e comigo sempre a insistir que só tinha mesmo corrido, vi a minha vidinha toda a andar para trás quando ouço estas palavras:

- Não é normal, é melhor ires ao médico. E liga para cá quando saíres, para sabermos que estás bem. 

Pronto. 

É que tive logo ali meia dúzia de ataques cardíacos e já me estava a ver a sair do reforço, de maca e com carta fechada para o hospital. 

Mas, sôdotora, afirmou ser crise de rinite, restos da gripe e provavelmente tensão na cervical. Ora, tenho rinite há uma porrada de anos, sei o que aquilo é, e nunca tive aquela sensação. A médica estava errada. Havia ali alguma coisa má, muito má. E tensão na cervical? Pelo amor de deus! Ok, tinha rangido um bocado os dentes a correr, mas mesmo assim... 

Terça de manhã senti perfeitamente a nuvem negra que se aproximava e eu, que a costumo afastar com meia dúzia de impropérios, deixei-me abraçar por ela. Não havia ninguém mais miserável que eu naquela manhã. Apeteceu-me mandar tudo às urtigas, acho até que cheguei a alinhavar a minha mensagem de derrota para o ginásio, mas quem me aturou mais dramaticamente foi a Cunhada:

- Cunhadaaaaaaaaaaaa (assoar de nariz), eu sabiaaaaaaaaaaa (fungar), eu sabia que esta vida não era para mim..... Eu já não vou correrrrrrrrrrrrr (fungar e assoar de nariz) eu já não vou a lado nenhum..... (ranho, muito ranho)..... Para quê que eu me ti nisto... (lágrimas, muitas lágrimas) Adeus munddooooooo cruellllllll.... (paletes de drama ao mais alto nível). 

O estado de espírito melhorou à tarde, mas só à noite é que me bateu a luz:

- OS ABDOMINAIS!!!!!!!!

Passo a explicar: depois de correr, foi-me dito para fazer abdominais em prancha. Só que eu, armada em atleta chica esperta que queria ficar a olhar para a passadeira enquanto me achava a maior da minha rua, fiz dos "normais", longos, muito longos, e todos mal feitos. Apetece-me chicotear-me sempre que volto àquela memória. 

Resultado: 30 abdominais (ou deverei dizer pescoçais?) com a cabeça meia de lado e sempre a puxar pela cervical. Muito esperta a menina, não hajam dúvidas. Era só à estalada. Ou ao chicote. 

Escusado será dizer que isto fez rir muita gente, eu incluída, e que ainda hoje é motivo de chacota. Meio ano de ginásio e arranjo logo lesões, sou muita forte! 

 

 

Quando tens a certeza que os bonecos conspiram contra ti

Ontem, imbuída no espírito do romance romântico, encomendei um bolinho alusivo ao dia numa confeitaria. Pedi uma coisa simples, sem grandes piroseiras, uma coisinha assim gira sem ser excessiva. 

Quando o fui buscar, vi logo isto:

Foto de Andreia Santos.

 

Porquêeeeeeeeeeeeeeeeee?! Digam-me: para que raio espetaram ali um boneco do facebook?! Tive vontade me atirar para o chão e espernear até tirarem o sacana do snoopy de cima do MEU bolo. Só que sou um bambi, pelo que me resignei à minha sorte de levar com stiker no bolo e rezei para o sabor me fizesse esquecer a praga dos bonecos. 

As minhas preces foram escutadas e o bolo era divinal! 

Ah, e ainda cantamos os parabéns ao S. Valentim, porque o Maroquinhas quando viu o bolo achou que era aniversário. :D 

Quanto ao Snoopy, diacho do boneco nem para comer serve, porque é mais duro que uma saca de açúcar esquecida na dispensa há um ano. O Mário adorou "alimentá-lo" com as sobras do bolo, pelo que neste momento está mais cor de rosa que branco. Sim, está, porque não o consegui deitar fora. Sou um bambi, não sei já disse. 

Vizinhos, contem-me cá

Qual foi a prenda mais pirosa que já receberam e ofereceram neste dia? 

Começo eu: recebi um pratinho (que ainda não partiu, o desgraçado) mui lindo e adorável para ficar eternamente debaixo das meias, na gaveta. Ofereci um cd mega piroso, com músicas que não lembram ao diabo, acompanhado de um caderno feito mim, com as respetivas letras e sublinhando a negrito as quadras mais tocantes, em jeito de dedicatória. 

Andem lá, sempre quero ver-vos a bater este nível de pirocise. :P

A culpa é dos stickers

Toda a gente, ou uma grande maioria das pessoas, se queixa que as redes socais - nomeadamente o facebook - vieram estragar o diálogo, quebrar as relações, esfriar a socialização humana. 

Eu detesto ser portadora de más noticias, mas alguém tinha que dizer isto: a culpa não é do facebook. A culpa é dos bonecos (vulgo, stickers) que lá moram. 

Confesso-me gralha em todo o lado, mas nas redes sociais um bocadinho mais. Há coisa pior para uma gralha que lhes espetarem com um boneco em resposta?!

Há malta que gosta tanto, mas tanto de bonecos que é capaz de falar só com eles! Juro!!!!!! Montes de bonecos, uns interrogativos, outros afirmativos, chega-se ao final já sabem que vão jantar a casa da Teresa, que lhes compete levar a alface para salada e que lá devem estar às 20. Tudo só com bonecos. Admiro esta capacidade, juro que sim. 

No que me toca, os bonecos causam-me um bocado de urticária. É assim como um bife meio passado: come-se, mas menos um bocadinho era melhor. A ver se me faço entender: eu compreendo que não haja nada para dizer em certas situações ou que um boneco a gargalhar transmita aquilo que se pretende, mas... Só bonecos? Então e o diálogo? E a escrita em forma de fala onde é que fica? Sim eu sei, o defeito é meu, sou uma insensível a bonecos de olhinhos grandes e rodeados de corações. Contra mim falo, atenção, que também os uso, mas os sacanas devem consumidos como o álcool: com moderação. 

A minha Cunhada, por exemplo, é capaz de ter uma conversa inteira só com ursinhos azuis e snoopys. Depois queixa-se quando a ignoro porque entra loucura e me manda mais do que dois bonecos seguidos. Não culpo, eu é que nunca fui grande fã de banda desenhada. 

 

Outra coisa que me esfrangalha os nervos: bonecos a meio de comentários: a pessoa até está ali, numa conversa animada, a mandar uns bitaites e a mostrar o seu alter ego e, pumbas!, leva com um panda nas ventas! E os pandas estão em vias de extinção, não se lhes pode tocar ou temos logo a a Quercus à perna. E depois, como se respondem a pandas? Como se fala pandês? Envio a foto de um bambu? Às vezes, na grande maioria das vezes, respondo a bonecos. O que acaba por me fazer parecer um bocadinho louca, porque ninguém fala com peluches a não ser outro peluche. 

Estou a escrever sobre isto e já estou a tremer pelos bonecos que vou receber em jeito de comentário. Aceito apostas: Interrogativos, a gargalhar a ou a mandar dar uma volta ao bilhas grande?! 

Enquanto isso: NÃO MATEM OS COMENTÁRIOS ESCRITOS! POR FAVORRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRR! 

Diário de uma preuiçosa aspirante a fit #12

Ora ora, há quanto já falava de de ginásio, não é verdade? =D

Compreendam que isto é algo neste momento acaba por dominar os meus dias, mesmo não sendo o centro deles, e escrever sobre isto ajuda-me a manter motivada. 

Posto este esclarecimento adicional, tenho-vos a dizer que logo irei para a rua. Calma, não se ponham já a magicar outras coisas que a malta vai correr, penar e tentar não gelar. 

O meu grave problema - além de já começar a panicar e pensar como raio vou correr na rua - é o frio. Sou pessoa muito friorenta e que sofre muito com as aragens frescas. Estão a ver aquela pessoa que em pleno agosto leva o casaquinho de malha porque pode arrefecer? Essa pessoa sou eu. 

Ontem, quando preparava o saco, tive que resistir à enorme vontade de enfiar lá dentro os lençóis polares, a manta polar e o edredão de penas. Óbvio que não o fiz, porque além de não caber tudo no saco, era capaz de não dar grande jeito para correr. 

Consegui ser contida e trazer apenas o essencial:

- gorros (dois, porque um cintila e o outro não, logo vejo qual é o mais indicado)

- luvas

- 3 pares de meias (quatro, se contarmos com as que trago calçadas)

- meias calças (sou pessoa que padece do frio, não sei já disse. E as leggins parem-me muitoooo finas)

- 2 camisolas de manga comprida

- 1 t-shirt

- leggins (ainda pensei nas calças de fato de treino cardadas, mas acho isto mais prático para correr...)

- Corta vento

- Gola para o pescoço

 

A dúvida que permanece no meu cérebro é: será que chega? Não quero passar frio, mas também quero parecer um cabide cheio de roupoa a correr! 

 

Vizinhas, aproximem-se daqui e sentem um bocadinho que preciso saber umas coisas intimas a vosso respeito

Quantas de vocês é que calçam meias (daquelas quentes e fofas) e prendem as calças do pijama (quente e fofo) dentro delas? 

Isto porque, excelso colega de trabalho, não acredita ser prática comum, indo ainda mais longe e afiançando que, passo a citar, "isso não em sexy". Não consegui convence-lo de que o objetivo não é ser sexy, até porque não é para isso que servem os pijamas (quentes e fofos), nem as meias (quentes e fofas), para isso usam-se aquelas coisas muito curtas e muito decotadas, sempre com o aquecimento ligado no máximo e a mantinha pelas costas, que está um frio do cacete. 

Posto isto e para lhe provar que não sou só eu e a minha preclara colega que fazemos esta bonita moda caseira quero saber: aí por casa, meias por cima das calças do pijama. Sim ou não?