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A Caracol

Um blogue pseudo-humoristico-sarcástico. #soquenão #ésóparvo

Bullying nas redes sociais

É com amargura que vos falo deste tema. 

Já não me bastavam as bocas da Cunhada - com essa posso eu bem, mesmo com o peso de um pequeno cachalote - as constantes ameaças à integridade física da Alexandra, agora isto... 

Tornou-se impossível, nestes últimos dias, abrir o facebook e o instagram. Ele é praia, ele é petiscos, ele é bebidas coloridas, ele é mais praia e mais petiscos. 

Um tormento. 

Deviam proibir-se este tipo de partilhas, é um ofensa aos mouros de trabalho. 

E sim, Magda, falo da tua pessoa. Uma vergonha aquilo que tens feito. 

Uma pessoa pede parar e ainda tem mais que dizer. 

Não há direito! 

Olha, fica sabendo: vou para o sindicato! Isto não fica assim! 

O estranho caso das pipocas

Andava eu a passear por essa blogosfera fora, quando reparo na quantidade de pipocas que lá moram.

É a mais doce, que também tem mais dois, a mais picante, e a arrumadinha. Ah, e porque à que agradar ao palato de todo o freguês, ainda há o mais salgado (é verdade, parece que também há pipocos... E eu a pensar que o milho não tinha género! Santa igorância!)

Caramba, isto é que é auto-estima! Podiam ser só doces, salgadas ou picantes, mas não, são mais qualquer coisa. Aqui só mesmo a arrumadinha mantém a modéstia e não se intitula de mais arrumada. É só arrumadinha, pronto. Gosta de ver ali tudo certinho e tal, mas nada de exageros, nada de ser a mais arrumadinha, que isso de lides domésticas dá muito trabalho e com certeza que a sua casinha (a real, não a blogosférica) já lhe dá que fazer nesse sentido. Ou então, pode ser a pipoca da vergonha, aquela que fica sempre para o fim, arrumada na taça e ninguém lhe toca, mas na realidade estão todos mortinhos por lhe pôr o dentinho. 

Tanta pipoca, fez-me lembrar o Snoopy. Na minha rua, quando era mais nova, havia tanto Snoopy (ou Snupe, como diziam os velhinhos) que cheguei a equacionar hipótese de se tratar de uma epidemia. Digam-me, foi assim que surgiu tanto milho estalado? Foi uma epidemia? Um vírus? Foi moda que pegou, assim como as popas nos anos 80? Hmmm, talvez. Ainda assim, e no meio de tanta pipoca-mais-qualquer-coisa, saliento que faltam: a mais rápida, a mais lenta, a mais saltitante, a mais caramelizada, a mais amanteigada e a mais achocolatada. Quem diria que haveria tanta qualidade de pipoca! Estou, deveras, surpreendida!

 

Pequena nota:  este texto refere-se única e exclusivamente aos nomes dos blogues e não ao seu conteúdo.

 

 

 

 

Então, mas não se vê mesmo nada?

Senhora minha sogra foi operada. Calma, não se apoquentem, que a coisa, além de simples, correu pelo melhor.

Mas, dizia eu, a mãe do homem fez uma cirurgia ao pé direito. Durante a visita, quis saber detalhes (sim, sou um bocadinho curiosa com estas coisas), nomeadamente se lhe tinham espetado com anestesia geral, coisa que a mim me faz muita espécie.

 

- Não miga (tão fofinha a minha sogra! :), foi aquelas das grávidas, que nos dão nas costas. Como era pouca coisa não havia necessidade de levar a geral.

- Ah, mas isso assim é muito fixe! Então e falou muito lá com o pessoal no bloco? Como é que aquilo é? É muito frio? E eles falam muito? E estão sempre a falar da vida deles, como na Anatomia de Grey? - sim, tenho uma imaginação muito fértil e uma infinidade de "porquês" assim ao nível de uma criança de 5 anos.

- Não miga (já disse como é fofinha?:), eles põem uns calmantes no soro e vamos assim meios a dormir, meios acordados.

 

Oi? Como é que é? Então não se vê nada? Não se fala com ninguém? Não podemos perguntar o que estão a fazer e como estão a fazer?

É só para informar, senhores doutores cirurgiões e anestesistas, que se algum dia eu levar esta anestesia - para outros efeitos que não o parto - quero ir para o bloco acordadinha! Quero ver tudo e saber das vossas vidas enquanto lá estou a ser retalhada e costurada por vós. E quero um espelho no tecto, virado para a minha pessoa, para ir perguntando: "E o que estão a fazer agora?", "E isso para que serve?". Não vou alvitrar sobre o vosso trabalho, apenas pretendo ir satisfazendo a minha curiosidade. E não se preocupem, não sou pessoa de impressionar facilmente com sangue e assim. Aliás, a única vez que fui suturada, teria aí uns 6 anos e abri a testa ao bater contra uma sanita (um dia conto-vos esta aventura), fartei-me de pedir um espelho ao médico para ver o que me era feito. Claro que vi o meu pedido recusado e, como se não bastasse, ainda me colocou um pano verde por cima da cara - suponho que para me calar. Não resultou, porque eu, esperta como sou, fartei-me de resmungar que estava a sufocar.

Agora imaginem senhores, se eu com 6 anos, fingia sufoco só para ver aquilo que me estavam a fazer, o que não serei capaz de representar aos 20 e poucos anos e depois de ter visto 9 temporadas de Anatomia de Grey.

Não estou a ameaçar, só a informar.

Volto Já

Mas, enquanto volto e volto, fui aqui assolada por uma dúvida que me inquietou: agora que sou 2 em 1 estou ao nível de quê? Um champô e condicionador? Um limpa vidros dupla acção? Um lava tudo desinfectante e e que dá mais brilho?

E porque raio só me lembro de 2 em 1 relacionados com limpezas ou equivalente? E quem é que inventou esta expressão?

Como disse, volto já, com mais dúvidas inquietantes.

Logo depois de um curto intervalo para jantar.