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A Caracol

Um blogue pseudo-humoristico-sarcástico. #soquenão #ésóparvo

Tira Teimas

Quando fazem cevada deitam primeiro a água e depois o pó ou fazem o inverso? 

E quando fazem uma sande mista? É primeiro o queijo e depois o fiambre ou ao contrário?

E rissóis? Conseguem imaginá-los num prato com massa? 

Ketchup? Só nas batatas fritas ou também em arroz e massa? 

Não façam sentir sozinha neste mundo das mesquinhices! 

Memórias

Sei exactamente onde estava há meia dúzia de anos. Sei exactamente o que senti, a hora a que corresponde cada sentimento, o minuto que durou cada conversa. Meia dúzia de vezes, a traiçoeira da memória leva-me lá, em flashbacks que não solicito e não pedem permissão para ser revistos. 

Dizem que o tempo cura tudo, mas é a maior mentira que nos contam. Não cura tudo, nem sequer cura nada. Cicatriza. E toda a gente sabe que a mazelas cicatrizadas doem. Ora porque está sol, ora porque se aproxima orvalho, ora porque chove. Mesmo aquelas que estão muito polidas, muito cor de rosinha, ou já quase no tom de pele original, mesmo essas, doem. 

E quem vos disser o contrário, mente com todos os dentinhos que tem na boca. 

 

Oficialmente ko...

Começamos a restaurar a nossa casa. O que implica, além de cheta, muita azáfama. 

Por aqui os dias passa desta forma: 

- Trabalho

- Levantar o puto em casa dos sogros - graças a deus já vem jantado;

- Chegar a casa já depois das 20h

- Fazer o jantar (antes era o marido que fazia esta parte)

- Dar um jeito à barraca

- Tratar das roupas

- Tratar do miúdo

- Jantar

- Tratar dos cães

E não vou sequer mencionar as coças do ginásio, às horas de almoço. Aumentei o número de vezes - agora tenho mantido as 4x/semana, porque sinto mesmo que preciso. Apesar do pouco desgaste físico que o trabalho implica, preciso mesmo de chegar ao final do dia (ainda mais) cansada, de apagar logo mal pouso a cabeça na almofada. Além de que, o exercício acaba por me proporcionar uma espécie de energia. Enfim, cenas de pessoas estranhas. 

E antes que perguntem: o homem tem dado forte na trolhice. 

De modo que é isto a minha vida, agora. E aos fins de semana? Trolhice. Ou aniversários. Ou comunhões. Ou jantares. Ou almoços. 

Uma canseira, a minha vida. 

Lá para o Natal já devo conseguir respirar, fazer o jantar, pôr o puto no banho, aspirar a casa e limpar o pó. Tudo ao mesmo tempo e enquanto estendo a roupa com mindinho. 

Só eu... #12

Atire a primeira pedra quem nunca disse - ainda que mentalmente e mordendo a língua com todo o fervor - palavrões durante a prática de exercício físico. Durante uma aula e com 10kg seguros nas mãos para levantar e agachar, o professor acha por bem iniciar um mote motivacional: 

- Vamos lá pessoal! É dar o máximo! Qual é a palavra mágica? Vamos lá, todos juntos, começa por F... FFFFFF.

 

- FODA-SE! 

 

Caracol, a destabilizar aulas desde 2016. Prazer. 

A culpa é dos stickers

Toda a gente, ou uma grande maioria das pessoas, se queixa que as redes socais - nomeadamente o facebook - vieram estragar o diálogo, quebrar as relações, esfriar a socialização humana. 

Eu detesto ser portadora de más noticias, mas alguém tinha que dizer isto: a culpa não é do facebook. A culpa é dos bonecos (vulgo, stickers) que lá moram. 

Confesso-me gralha em todo o lado, mas nas redes sociais um bocadinho mais. Há coisa pior para uma gralha que lhes espetarem com um boneco em resposta?!

Há malta que gosta tanto, mas tanto de bonecos que é capaz de falar só com eles! Juro!!!!!! Montes de bonecos, uns interrogativos, outros afirmativos, chega-se ao final já sabem que vão jantar a casa da Teresa, que lhes compete levar a alface para salada e que lá devem estar às 20. Tudo só com bonecos. Admiro esta capacidade, juro que sim. 

No que me toca, os bonecos causam-me um bocado de urticária. É assim como um bife meio passado: come-se, mas menos um bocadinho era melhor. A ver se me faço entender: eu compreendo que não haja nada para dizer em certas situações ou que um boneco a gargalhar transmita aquilo que se pretende, mas... Só bonecos? Então e o diálogo? E a escrita em forma de fala onde é que fica? Sim eu sei, o defeito é meu, sou uma insensível a bonecos de olhinhos grandes e rodeados de corações. Contra mim falo, atenção, que também os uso, mas os sacanas devem consumidos como o álcool: com moderação. 

A minha Cunhada, por exemplo, é capaz de ter uma conversa inteira só com ursinhos azuis e snoopys. Depois queixa-se quando a ignoro porque entra loucura e me manda mais do que dois bonecos seguidos. Não culpo, eu é que nunca fui grande fã de banda desenhada. 

 

Outra coisa que me esfrangalha os nervos: bonecos a meio de comentários: a pessoa até está ali, numa conversa animada, a mandar uns bitaites e a mostrar o seu alter ego e, pumbas!, leva com um panda nas ventas! E os pandas estão em vias de extinção, não se lhes pode tocar ou temos logo a a Quercus à perna. E depois, como se respondem a pandas? Como se fala pandês? Envio a foto de um bambu? Às vezes, na grande maioria das vezes, respondo a bonecos. O que acaba por me fazer parecer um bocadinho louca, porque ninguém fala com peluches a não ser outro peluche. 

Estou a escrever sobre isto e já estou a tremer pelos bonecos que vou receber em jeito de comentário. Aceito apostas: Interrogativos, a gargalhar a ou a mandar dar uma volta ao bilhas grande?! 

Enquanto isso: NÃO MATEM OS COMENTÁRIOS ESCRITOS! POR FAVORRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRR! 

Vizinhas, aproximem-se daqui e sentem um bocadinho que preciso saber umas coisas intimas a vosso respeito

Quantas de vocês é que calçam meias (daquelas quentes e fofas) e prendem as calças do pijama (quente e fofo) dentro delas? 

Isto porque, excelso colega de trabalho, não acredita ser prática comum, indo ainda mais longe e afiançando que, passo a citar, "isso não em sexy". Não consegui convence-lo de que o objetivo não é ser sexy, até porque não é para isso que servem os pijamas (quentes e fofos), nem as meias (quentes e fofas), para isso usam-se aquelas coisas muito curtas e muito decotadas, sempre com o aquecimento ligado no máximo e a mantinha pelas costas, que está um frio do cacete. 

Posto isto e para lhe provar que não sou só eu e a minha preclara colega que fazemos esta bonita moda caseira quero saber: aí por casa, meias por cima das calças do pijama. Sim ou não? 

Paleo descomplicado...

É o nome do novo grupo que sigo no facebook.

Pensei que falassem do período jurássico, dinossauros e coisas afins (gosto de história, tá?), mas afinal parece que é uma dieta nova. E olhem que aquilo até nem tem assim muito mau aspeto.

Estou aqui, estou a comer bagas e sementes ao pequeno almoço. #soquenao, porque quem me tira o pão com manteiga, tira-me tudo!

São ou não são só blogues? Eis a questão

São e não são.

São uma parte de nós, muitas vezes a pior, a que não queremos que ninguém veja. O nosso lado menos politicamente correto, onde somos todas muito francas, sinceras e frontais, porque é muito fácil sê-lo atrás de um ecrã e sob o anonimato. Onde se mandam postas de pescada para o ar e quem quiser que as apanhe, embrulhe e leve para o jantar. São muitas vezes o nosso diário, o nosso álbum de memórias, onde rascunhamos para os outros, mas maioritariamente para nós, como se fosse um eco do nosso pensamento.

A bloga é muitas vezes, palco dos melhores espetáculos, onde atuam os mais variados artistas que nos deliciam na sua mestria de trabalhar as letras e palavras ao seu agrado. Noutras vezes, poucas, é um campo de batalha, onde se instalam as entrelinhas, os sussurros, o diz que disse, os bitaites para ninguém mas que servem a toda a gente.

Por estas bandas, criam-se laços, empatias maiores ou menores, descobrem-se pedaços de arte escrita ao virar da esquina. Há humor e humoristas. Há sarcasmo, ironia e sátira.

Eu, que não passo de uma lesma precavida com a casa às costas, divirto-me com os dois: os que não são só blogues e os que apenas o são.