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A Caracol

Um blogue pseudo-humoristico-sarcástico. #soquenão #ésóparvo

Sou fit! E agora? #8

Já vos falei do meu top 5 de exercícios favoritos (podem reler aqui), mas esta vida não se faz só de coisas giras e divertidas.Já estava na altura de vos falar deles, dos piores exercícios algumas vez inventados. Extraídos directamente dos confins dos infernos para me infernizar a vida, chego a ter pesadelos com eles e não raras vezes me apetece desistir a meio. São tão maus, tão maus, que nem consigo escrever o nome sem hiperventilar. Vamos lá devagarinho a ver de dói menos: P-E-I-T-O-R-A-I-S. 

Odeiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiioooooooooooooooooooooooooooo! 

E enganam os sacaninhas. Uma pessoa ouve "P-E-I-T-O-R-A-L" e acha que vai ficar com umas marufinhas mais catitas, uns dois ou três números abaixo da Pamela Anderson, ou até quem sabe aumentar apenas ao tamanho de copa, mas nicles, tudo igualito e pequenito. E olhem que já os faço há um mês, hã? Não noto absolutamente nada e acredito que seria bem mais feliz sem eles. Mas  pronto, diz que é preciso e tal, que devemos trabalhar todos os grupos musculares e bla bla bla whyskas saquetas. E eu até acredito nisso, a sério que sim, mas temos mesmo que usar uma barra com peso? Ou halteres? O TRX ainda vá que não vá, mas o resto... Não há santo que nos valha. 

E o tempo que aquilo dura? Dois minutos parecem trezentos séculos! O patife do ponteiro do relógio não mexe, a parvalhona da gravidade teima em fazer-se sentir, enfim é tudo a ajudar a descer e nada acode a levantar. São os dois minutos mais longos da minha vida e para cúmulo multiplicam-se por três, já que uma só ronda não era suficiente. 

Eis como passo os primeiros dois minutos:

 

00:15

Isto hoje até está a correr bem. Às tantas já lhe estou a apanhar o jeito. 

 

00:30

Vai na volta e para a semana ponho mais um disco. Dos pequenos. Se calhar ainda aguentava mais um bocadinho. 

 

00:45 

Vou morrer! Adeus mundo cruel!

 

 1:00

 

Começam os impropérios. Vou oscilando entre os "éfes" e os "cês", basicamente.

 

1:15

Desisto! É hoje que desisto!

 

1:30

Devia estar maluca quando me meti nisto! Só podia estar louca!

 

1:45

Mas a p#$@ da buzina avariou ou quê?!

 

2:00

Esta já está, mas nunca mais me meto noutra! Juro que não! E ainda faltam mais 4 minutos?! Não posso! 

 

Aguento sempre, claro, com mais ou menos ajudas dos joelhos quando os braços falham. E na ronda seguinte começa tudoooooooo de novo. 

Pelo meio dos quatros minutos seguintes, alguém se lembra de começar os slows e pergunto: para quê descer e subir em 4 tempos? É mesmo preciso dilacerar os meus bracinhos em farrapos tão pequenos? Juro que naquele momento se me perguntassem o código de activação dos misseis da Coreia do Norte, dizia-os sem hesitar (se os soubesse, como é óbvio). 

No final das rondas já não tenho braços, tenho uma espécie de elásticos moles e desengonçados com vida própria. Isto quando os sinto, claro. 

 

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