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A Caracol

Blogue com informação crucial à sobrevivência.

Mário report

E eis que o Caracolinho chega aos 18 meses. Aquela idade espetacular, altamente desgastante, com descobertas constantes a um ritmo alucinante. O puto parece uma esponja, num dia faz uma coisa, no dia seguinte já lhe junta outra habilidade, depois outra e mais outra... Só lhe falta mesmo falar, ainda só diz mamã, papá, cão e olá. Se não me enganar, será uma gralha de tanto palrar que se ouve. Não faço ideia a quem sairá...

 

Assim, aos 18 meses, Caracolinho adora:

 

- Dizer olá;

- Falar ao telemóvel;

- Ouvir música;

- Correr;

- Brincar com os cães;

- Lavar os dentes (ou deverei dizer comer a pasta?);

- Trepar coisas que não lembram ao diabo;

- Subir e descer degraus com ajuda;

- Sentar-se sozinho;

- Jogar à bola;

- Andar de triciclo (ou deverei dizer ser empurrado no triciclo?)

- Desarrumar os brinquedos acabadinhos de organizar (não por ele, lógico);

- Bolachas, de aveia preferencialmente;

- Explorar com eximia atenção e pormenor objetos que não lembrariam ninguém (o último foi a piaçaba);

- Ralhar, com ninguém em especial, só mesmo porque sim, porque lhe apetece;

- Dançar e bater palminhas ao som do último hit do Panda.

 

Também já capaz de identificar pessoas com o olhar (onde está a mamã?), de dizer que não, de reconhecer um pedido (dá-me os Tupperwares, dá-me um bocadinho da tua bolacha) embora nem sempre o conceda, reconhece palavras várias,  aumentou exponencialmente o volume e drama das birras (a Prima Vera acha o máximo e garante que o rapaz tem pinta nas birras) e descobriu que girar sobre si próprio durante a teimosia é muito mais original do que o bater de pés e mãos, já mais visto. Aliás, se há área onde o puto tem mestria é nas birras, tenho que lhe tirar o chapéu. A coisa começa com uns guinchinhos, um "ai que me passo já aqui" em crescendo, um choro sem lágrimas, um sentimento muito profundo, umas voltinhas sobre ele próprio, por vezes a bater o pé ao mesmo tempo, e um amarrar de chibinho do mais profissional que já vi. E não pensem que o enganam: não lhe dão o que ele quer e fica ali no chão, sentado, amuado, sentido, barafustando sozinho até encontrar outra coisa para fazer. 

Há dias em me tira do sério, que me apetece coloca-lo a dormir mal entro em casa, mas depois... Depois sorri, mostrando os seus dentinhos pequeninos, faz aquele ar de mafarrico e safadola, dá abraços e beijinhos babosos e eu não tenho outra escolha a não ser esquecer tudo o resto.

 

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