Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]

A Caracol

Blogue com informação crucial à sobrevivência.

Diário de uma preguiçosa aspirante a fit #7

Terça, como sabem, tive avaliação física. Pensei eu que se iam fazer umas medições, avaliar o peso, as massas e o que mais fosse necessário, mas não! Pois que também íamos elaborar o plano de treino. Para isso, imagine-se, tinha que o fazer ao mesmo tempo que a monitora o elaborava.

Bem que devia ter desconfiado quando me disseram ser necessário levar equipamento.

Em números, não estou assim tão mal:

 - 57,800 kg

- 24,8% massa gorda (achei que seria mais)

- 30,2% massa muscular (ui, tanto!)

- 1,9 de densidade óssea (esta causou tanta estranheza à monitora, que quase achei que me desse direito a um atestado de incapacidade física para o exercício. Afinal não.)

Ainda se rabiscaram mais uns valores, mas não fixei o que seriam, pelo que, calculo, não deverão ser muito importantes.

A seguir, foi medir busto, abdominal, anca, braço e coxa. Tudo dentro dos parâmetros considerados normais.

Estavam à espera dos centímetros, não estavam? Não memorizei, mas não era 80-60-80, até porque não tenho assim umas catarinas tão avantajadas.

Podíamos perfeitamente ter ficado por aqui, a senhora elaborava o meu plano de treino, com carinho e dedicação, eu ia à minha vida. Mas não! Que queria ver a resistência, testar o limite e impor metas. Resultado? Cheguei ao fim com a sensação de ter sido atropelada por uma manada de gnus, as leoas que os perseguiam e pelas hienas que vieram para os restos.

Começamos pela passadeira, 20 minutos, alternando corrida com marcha. A coisa correu bem os primeiros 7 minutos, antes de atingir o máximo de velocidade e sentir que me ia esbardalhar a qualquer momento. Consegui aguentar até fim, mas não sem me sentir um bocadinho cão de Pavlov: apita-corre, apita - marcha, apita corre, apita-marcha. .

Seguiu-se um circuito de exercícios, só para manter o ritmo e trabalhar os mais variados músculos. Alguns dos quais desconhecia a existência e ainda não lhes reconheço utilidade a não ser para a dor do dia seguinte.

Dizia eu que se seguiu uma série de exercícios: 15 agachamentos com peso, 15 lounges para cada perna, 15 repetições numa das máquinas de pernas e mais 15 a subir e descer os calcanhares tendo a ponta do pé apoiada no Step. Três vezes este circuito, só para não esmorecer. De todos, o último é o melhor, assim como assim sempre parece que sei fazer alguma coisa, quando na realidade parece que não faço praticamente nada.

Quando eu já estava pronta para o banho, sou recambiada para o trampolim. Rais parta a minha sorte! Se algum dia vos passar pela cabeça que o trampolim pode ser divertido, lembrem-se destas sábias palavras: o trampolim é o primogénito do demónio. Um minuto naquilo e prometemos nunca mais dizer mal dos halteres.

Só para terminar em beleza, não tendo eu já o meu coração mais descompensado que o DJ da Maria Leal, 100 saltos à corda, a pés juntos, e repetição do circuito trampolim-salto à corda.

De modos que é isto que me está reservado às horas de almoço. Se chegar ao natal e não tiver chegado aos 24,5% de massa gorda, enfardo um bolo rei sozinha só para curar o desgosto.

6 comentários

Comentar post