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A Caracol

Um blogue pseudo-humoristico-sarcástico. #soquenão #ésóparvo

Alguém que me explique...

...Como se fosse mesmo muito burra, ou um ser totalmente desprovido de sensatez, coração, humanidade ou o que lhes quiserem chamar: qual a diferença entre as duas imagens que abaixo?

 

judeus.png

 

sirios.jpg

 

 Ou sou eu que sou muito parva, ingénua e não percebo nada disto, ou são todos seres humanos?!

Juro que não entendo a nossa espécie: vêem a Lista de Schindler, a Vida É Bela ou qualquer outro que retrate dura realidade do que foram os campos de concentração/perseguição Nazi, choram baba e ranho, e ai que coitadinhos, tão massacradinhos foram! Filho de puta, aquele Hitler, cabrões das SS, um povo que nunca fez mal a ninguém (não pesquisei, mas com certeza os judeus tiveram, em alguma época da História, algum episódio menos bonito - todos os povos têm) assassinado em massa, sujeito às mais hediondas torturas, à disposição dos carrascos e da sua malvadez, pudesse eu ter feito alguma coisa, existisse eu naquele tempo e teria feito alguma coisa!

É o que a maioria pensa.

E o que fazem quando vêem a violenta fotografia, tão brutalmente silenciosa que quase ouvimos o marulhar das ondas, de Aylan Kurdi?

Partilham-na vezes sem conta, que vergonha como é possível isto em pleno século XXI, é preciso fazer alguma coisa, caramba!

O que fazem quando lhes dizem que vamos ajudar refugiados pessoas perseguidas por carrascos que utilizam a religião como desculpa para assassínios em massa? Lembram-se dos sem-abrigo. Ou dos desempregados. Ou dos pensionistas. Ou dos doentes crónicos. Do vizinho que, coitado, vive na miséria com os seus 3 filhos e esposa, também ela desempregada, sem qualquer tipo de ajuda governamental.

Agora pergunto eu: o que fazem, ou fizeram, pelos sem abrigo? Pelos desempregados? Pela vossa avó reformada que trabalhou toda a vida e recebe uma merda de 300€ ao final do mês? Pelo vosso vizinho?

Eh pá, deixem-se de merdas! Querem fazer alguma coisa pela sociedade, contribuir para tornar a vida de alguém melhor? Ótimo! Façam-no! Mas deixem-se de falsos moralismos, de revoltas de sofá, de indignações da treta.

 E, por favor, parem de comparar o incomparável. Parem de comparar dores que não sentem, por não serem vossas. Porque se fossem, quereriam, com certeza, que alguém vos deitasse a mão.

 

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