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A Caracol

Blogue com informação crucial à sobrevivência.

A culpa é dos stickers

Toda a gente, ou uma grande maioria das pessoas, se queixa que as redes socais - nomeadamente o facebook - vieram estragar o diálogo, quebrar as relações, esfriar a socialização humana. 

Eu detesto ser portadora de más noticias, mas alguém tinha que dizer isto: a culpa não é do facebook. A culpa é dos bonecos (vulgo, stickers) que lá moram. 

Confesso-me gralha em todo o lado, mas nas redes sociais um bocadinho mais. Há coisa pior para uma gralha que lhes espetarem com um boneco em resposta?!

Há malta que gosta tanto, mas tanto de bonecos que é capaz de falar só com eles! Juro!!!!!! Montes de bonecos, uns interrogativos, outros afirmativos, chega-se ao final já sabem que vão jantar a casa da Teresa, que lhes compete levar a alface para salada e que lá devem estar às 20. Tudo só com bonecos. Admiro esta capacidade, juro que sim. 

No que me toca, os bonecos causam-me um bocado de urticária. É assim como um bife meio passado: come-se, mas menos um bocadinho era melhor. A ver se me faço entender: eu compreendo que não haja nada para dizer em certas situações ou que um boneco a gargalhar transmita aquilo que se pretende, mas... Só bonecos? Então e o diálogo? E a escrita em forma de fala onde é que fica? Sim eu sei, o defeito é meu, sou uma insensível a bonecos de olhinhos grandes e rodeados de corações. Contra mim falo, atenção, que também os uso, mas os sacanas devem consumidos como o álcool: com moderação. 

A minha Cunhada, por exemplo, é capaz de ter uma conversa inteira só com ursinhos azuis e snoopys. Depois queixa-se quando a ignoro porque entra loucura e me manda mais do que dois bonecos seguidos. Não culpo, eu é que nunca fui grande fã de banda desenhada. 

 

Outra coisa que me esfrangalha os nervos: bonecos a meio de comentários: a pessoa até está ali, numa conversa animada, a mandar uns bitaites e a mostrar o seu alter ego e, pumbas!, leva com um panda nas ventas! E os pandas estão em vias de extinção, não se lhes pode tocar ou temos logo a a Quercus à perna. E depois, como se respondem a pandas? Como se fala pandês? Envio a foto de um bambu? Às vezes, na grande maioria das vezes, respondo a bonecos. O que acaba por me fazer parecer um bocadinho louca, porque ninguém fala com peluches a não ser outro peluche. 

Estou a escrever sobre isto e já estou a tremer pelos bonecos que vou receber em jeito de comentário. Aceito apostas: Interrogativos, a gargalhar a ou a mandar dar uma volta ao bilhas grande?! 

Enquanto isso: NÃO MATEM OS COMENTÁRIOS ESCRITOS! POR FAVORRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRR! 

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