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A Caracol

Um blogue pseudo-humoristico-sarcástico. #soquenão #ésóparvo

L - Livro mais longo que já leste

 

Julgo que "A Filha do Capitão", de José Rodrigues dos Santos. 

 

 

Durante 26 dias, eu,  Magda, a Just, a Maria João Covas, a Sofia Gonçalves, a Alexandra, a Drama Queen, a Gorduchita, a B♥, a Sandra.wink.winka Fátima Bentoa Happya Carla B. e a Princesa Sofiaresponderemos a 26 perguntas literárias por ordem alfabetica.  Encontramo-nos às segundas, quartas e sextas, pelas 14:00, até meados de outubro.responderemos a perguntas sobre livros por ordem alfabética. Encontramo-nos às segundas, quartas e sextas, pelas 14:00, até meados de outubro.

K - Kobo ou Kindle? Kindle ou livro físico?

 

 

 

 

 

Livro físico.

Sempre e para sempre. 

 

 

Durante 26 dias, eu,  Magda, a Just, a Maria João Covas, a Sofia Gonçalves, a Alexandra, a Drama Queen, a Gorduchita, a B♥, a Sandra.wink.winka Fátima Bentoa Happya Carla B. e a Princesa Sofiaresponderemos a 26 perguntas literárias por ordem alfabetica.  Encontramo-nos às segundas, quartas e sextas, pelas 14:00, até meados de outubro.responderemos a perguntas sobre livros por ordem alfabética. Encontramo-nos às segundas, quartas e sextas, pelas 14:00, até meados de outubro.

 

 

O meu filho tem dois anos e não sabe as cores

Ou melhor, sabe, mas apenas em algumas situações que já explico. 

Caracolinho tem quase três anos. Fala pelos cotovelos, trepa, corre e salta. Atrapalha-se a contar até 5 e ainda confunde as cores, bem como a distinção entre o maior e menor - o relatório de avaliação que recebi no final de junho, diz que o miúdo tem dificuldades na matemática. 

Para começo de conversa: para que raio precisa um chavalo de dois anos e meio, na altura, de perceber matemática? Para que raio quero eu um relatório de avaliação pedagógica semestral? E porque raio está o mundo, a sociedade e o ensino tão preocupados com isso? 

À minha volta, vejo pais a quererem que os filhos saibam inglês desde cedo. Que contem até 1500 desde os 10 meses. Que sejam mais, melhores. Do que quem? Do que os próprios pais? Do que o vizinho do lado? Juro que não entendo esta obsessão pelos resultados, pelas metas curriculares impostas desde cedo.

Como disse, o meu filho não sabe, ainda, identificar todas as cores. Nem em português, nem em inglês, nem em jugoslavo.

Sabe, por exemplo, colher morangos, sabendo que só deve colher os vermelhos. Aproveitamos para contar os que trás na mão, mas se encrava no 3, não faço grande drama. Sabe que, na cerca dos animais, há dois gansos brancos, um coelho cinzento, uma cabra branca e uma cabra bebé, cinzenta também. Sabe que o Berlinde é castanho e que o Cusco é preto como a noite. É capaz descer as escadas, sem ajuda, e abre o portão sozinho, todas as manhãs (não, não tenho portão elétrico é tudo manual). Sabe que as ervas à volta das flores não devem lá estar, embora às vezes se engane e lhes arranque uma folha. Ou duas. Sabe bater ovos com a vara de arames e adora cortar massa para bolachas. Diz-vos de cor que "o papá é chato, a mamã é linda, o Mário é espectacular, a tia Sara é gorda e Cláudia vai levar tau-tau", lengalenga ensinada por senhora sua mãe, obviamente.

Não, não quero fale inglês, não quero que saiba contar até 20 e pouco me importa que não identifique ainda as cores.

Quero que corra, que brinque, que pule, que descubra e que explore. Quero que cresça feliz e não a achar que tem que saber tudo. tem muito tempo para aprender matemática e para desenvolver o gosto por línguas. Não agora e não aos dois anos e uns trocos.

 

 

 

Porque fazes isto, Caracol?

- Isto o quê? - pergunto em jeito de resposta.

 

É óbvio que sei ao que a pessoa se refere. A isto. A este espaço virtual com nome de um molusco. A resposta, essa, varia consoante o meu humor, a minha vontade e disposição.

A primeira, que me salta logo à boca, é o prazer. Em escrever, em divagar, em aparvalhar, em procurar as melhores palavras para aquele momento. Em entrevistar, em conhecer, em ficar surpresa com a resposta do outro, em dar a volta ao texto porque se esquiva àquilo que pretendo. É um exercício extremamente prazeroso.

A seguinte, numa prespetiva mais egoísta da coisa, acaba por ser o não me sentir sozinha. Não sentir que sou só eu a ter dúvidas na maternidade, que há mais quem não saiba lidar com as birras, com os choros, quem perca o norte nesta aventura. Que não sou a única a maldizer a minha vida enquanto vou ao ginásio, a não conseguir levantar um pêlo no dia seguinte.

Escrevo para os outros, claro, de contrário não teria esta casa, ou torná-la-ia privada, mas faço-o primeiramente por mim e para mim. Pela minha sanidade mental umas vezes, como escape noutras, como forma de rir no meio de um dia de merda.

Raramente consulto as estatísticas. Recebo o relatório mensal do sapo e fico felicíssima ao ver o número de pessoas que por aqui pára. Seja uma ou duas mil. Alguém parar para ler o que escrevemos é o mais gratificante disto. Porque, como já disse, faço por mim, mas para vocês. Que sem isso, sejamos francos, não teria tanta graça. :)

Obrigada a todos os que por cá param, de vez em quando. :)

Atletas Anónimos - o Nuno

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Cumprimenta-nos sempre com um "cá mais cinco!", trata-nos por atletas e devolve-nos sempre o sorriso à saída. Não se deixem enganar pelo ar simpático, duas de letra, meia dúzia de abdominais e uns agachamentos e encosta-nos às boxes em três tempos. 

Está sempre disponível para ajudar, tem uma imaginação do caraças para elaborar os desafios semanais e dá treino personalizado. 

Hoje, no tasco, o Nuno. Professor no ginásio que frequento e que tantas voltas me dá à cabeça com o quadro dos desafios. (E eu a dar uma de Daniel Oliveira, hã? :D)

 

 

 

 

 

Nuno, jovem, larga aí o bosu e senta-te aqui comigo. Conta-me cá: já te dedicas há muito tempo ao desporto?

 

Desde miúdo que gostei sempre de praticar desporto. As brincadeiras passavam também muito por jogos em que a actividade física estava inerente. O primeiro foi natação, para aprender a nadar, depois passei pelo hóquei, futebol, atletismo...

 

E sempre soubeste que querias fazer disto vida ou foi algo que foi surgindo?

 

Sempre gostei de Deporto, mas não achava que ia fazer disto vida... Durante o secundário tive muitas dúvidas, porque também era bom com os números, mas depois decidi que era "ensinar desporto" que queria. E tirei a licenciatura em Desporto e Mestrado em Ensino da Educação física.

 

Nós, alunos, dizemos que vocês são do demo, que saíram dos confins dos infernos só para nos fazer sofrer... Mas, não é bem assim. Também há o outro lado. Fala me um bocadinho dele, qual é, para ti, a parte mais difícil de ensinar desporto?

 

Ahahaha nós não temos prazer em fazer "sofrer" ninguém, mas para um bom despendido energético e para atingir alguns objectivos temos de nos esforçar, assim como fazemos para outras coisas.

Como deves ter percebido, a minha principal formação não foi em Fitness, mas sim em ensino. Só há dois anos decidi que iria ter mais oportunidades nesta área e tirei uma formação em treino funcional para PT.

Respondendo mais precisamente à tua questão: o mais difícil de ensinar é perceber que tipo de pessoas temos à nossa frente para sabermos a melhor forma de incutir o conhecimento ou movimento.

 

O que mais te irrita enquanto professor durante um treino? 

 

Como é uma coisa que adoro, pouca coisa me irrita... Mas talvez o facto da pessoa não querer aprender.

 

E o não perceber o exercício de todo? O ter de explicar uma e outra vez? (Como tanta vez acontece...)

 

Não me irrita minimamente... Todos nós temos os nossos handicaps, e nem todos fomos feitos para ser atletas. Se tiver que explicar várias vezes e de várias formas não terei problemas com isso.

 

Há bocado mencionaste que a tua área é o ensino e não o fitness. Afinal, o que diferencia a educação física do fitness? Não me digas que o fitness é mais duro... A aulas de educação física também eram tramadas. 

 

A educação física foi criada para se ensinar principalmente nas escolas às crianças. São abordados vários desportos colectivos e individuais

Enquanto que o Fitness é uma forma de as pessoas poderem fazer actividade física de uma forma mais prática e eficaz para os seus objectivos... Ambas têm como principal objectivo a promoção dos hábitos de vida saudável

 

Enquanto PT, tens uma trabalho mais meticuloso do que, por exemplo, um professor de aulas de grupo. Ou não?

 

Sim e não...

Usando a palavra que usaste, um professor de aulas de grupo tem de ser mais "meticuloso" com a sua execução (a sua própria performance) enquanto que um PT tem de ser mais exigente com a execução do seu aluno.

Respondendo à segunda pergunta, um treino personalizado é realizado com base nas patologias e objectivos dos alunos, em que o PT consegue que a pessoa faça com maior rigor e intensidade... Mas não é só este treino que faz toda a diferença.

 

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Então? Já sei, já sei... Vais falar em calorias, certo? 

 

 Não, não! Não tem nada a haver com isso...

O trabalho de um bom PT é muito mais do que dar um bom treino.

Para eu ter a certeza que o meu cliente vai atingir o seu objectivo, preciso de saber se anda a comer bem, se faz a aula de grupo devia fazer, se faz o trabalho complementar na sala de musculação, se anda a descansar o que deve... Se não conseguir controlar estas coisas, quase de certeza que não conseguirá chegar onde quer.

Por exemplo, ainda hoje liguei a um cliente que faltou a uma aula de grupo que lhe tinha recomendado, para saber se estava tudo bem e quando vai compensar isso.

Preciso também de saber se a pessoa está bem. Se andar deprimida ou com algum problema, pode não render no treino e descarregar na comida.

 

Portanto, o trabalho de PT é um complemento, é isso?

 

O trabalho ou o treino de PT?

 

Estou confusa... Não é a mesma coisa? O trabalho e o treino de PT?

 

O treino de PT é aquilo que toda a gente gente vê... Mas com um cliente eu tenho mais "trabalho" do que esse treino. Tenho de controlar toda a semana dele no que diz respeito a hábitos de vida saudável. Ex: se faz as refeições que deve, se descansa as horas devidas, a mudança constante de plano de treino se treinar na sala sozinho, saber sempre se o cliente fica com alguma dor que não é normal, saber se o cliente está com algum problema, porque se tiver vai começar a faltar aos treinos, vai desmotivar, vai facilitar na comida.... Traço também planos de treino quando alguns clientes vão de férias ou eu vou de férias...

 

Portanto, esse treino, com PT, é um complemento ao restante... 

 

Não diria um completo, mas sim uma parte do trabalho semanal que só fará sentido se tudo o resto que te falei funcionar.

 

Imagino que, enquanto PT, tenhas de lidar várias vezes com a frustração. O não conseguir determinado objectivo ou a execução de um exercício. De que forma tentas ajudar a contorna-las?

Cada pessoa tem as suas particularidades e não funcionamos todos da mesma forma. Daí nem sempre os resultados são os mais esperados. Quando isso ocorre, preciso de rapidamente encontrar o problema e uma solução para não fugir das metas traçadas inicialmente.

 

Trabalhas nisto há um tempinho, lidas com muita gente... Há alguma situação peculiar que te tenha marcado?

 

Todos os clientes me marcaram, porque acabo por entrar na vida deles... Mas existiram algumas situações mais peculiares. Posso te dar dois exemplos:

- Tive um senhor, noutro ginásio, com os seus 70 anos, que tem um tumor na cabeça e tem de estar sempre vigiado. Era um pouco sisudo e durante um treino confessou-me que tinha saudades de jogar squash.... Fui para casa a pensar naquilo. No treino seguinte, montei um campo de squash numa sala de aula de grupo e levei raquetes para jogar. Nunca tinha visto o senhor a sorrir tanto! E sempre que passava por mim sorria dessa forma porque se lembrava dessa hora. Ainda hoje tenho o vídeo desse treino.

- Houve uma outra senhora que descobri não saber andar de bicicleta e não descansei enquanto não a ensinei...

E depois há várias outras pessoas, que têm várias patologias e tenho de ter muita atenção à prescrição e correcção dos exercícios.

 

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Já deu para perceber que gostas mesmo do que fazes, Nuno. Se pudesses descrever o teu trabalho (ou o desporto, se preferires) numa só palavra, qual usarias?

 

Sonhos... Uma das pessoas responsáveis pela minha formação, disse-me uma vez que uma das nossas funções é realizar sonhos. E por vezes sinto que faço isso.

 

De certeza que sim Nuno! E aposto que marcas todos aqueles que contigo se cruzaram. Quase - mas só quase - que me conseguiste convencer a marcar um treino contigo. Felizmente que ainda tenho algum juízo. :P 

 

 

J - Julgas um livro pela capa?

 

 

Sim, na grande maioria das vezes. A não ser que seja muito recomendado e mesmo assim, caso não seja atrativa, ainda lhe deito um olhar de desdém. 

 

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I - Internet ou livrarias físicas?

 

 

Bibliotecas. 

Adoro o silêncio de uma biblioteca e tenho o prazer de ter o livro na mão, dar uma vista de olhos e ser meu por uns dias, a custo zero. 

 

Quando fico tão rendida, que quero mesmo ter - sou um bocado possessiva nisto, às vezes - oprto pela internet e, sobretudo, pelos sitios de segunda mão. Sou uma forreta. :P

 

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Sou fit! E agora? #6

Ser fit implica gostar de exercicio. Não todos, obviamente, mas alguns, pelo menos. E não façam essa cara, é impossível no meio de uma panóplia tão grande, não haver um ou dois que vos cative o coração.

No meu caso, há uma estranha relação entre o nível de dificuldade e a paixão assolapada. Ou seja, quanto mais infernal for, mais eu gosto, mesmo que não seja capaz de o executar na totalidade ou não o faça habilmente. Sou estranha, eu sei e esta é uma relação de sado-masoquismo desigual, já que eu saio sempre a rastejar e fico sem pulmões a meio.

Decidi, portanto, que seria giro fazer um top 5 dos meus favoritos.

 

5. Lunge

 

 

Gosto de treino de pernas, no geral, mas o lunge tem um certo encanto - tirando o power lunge, que isso é uma cena altamente dolorosa a todos níveis. Tenho uma certa dificuldade em acertar no ponto de equilíbrio, mas depois disso, se não pedirem demasiado, engreno bem na coisa. pode ser com peso, no bosu, no step... Acho-lhes graça, pronto. Claro que perdem o encanto todo quando me incendeiam as coxas, mas isso já são outros quinhentos.

 

4. Cangurus

 

 

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Não é bem este, mas não encontrei imagem mais adequada.

 

 

 

 

Vá, não sejam assim, o canguru é um exercício catita. Ok, ao fim de 10 estamos prontos para a cova, quando nos pedem 50 queremos a forca, mas lá está, o problema não é o exercício em si, mas sim o número de repetições. Isso é que o torna um bocadinho mauzinho.

 

3. Corrida

 

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A corrida implica uma luta comigo mesma, uma conversa entre o cérebro, os pulmões e as pernas, onde as últimas querem sempre parar, os segundos começam a falhar e o primeiro se esforça por mandar seguir em frente. Apetece-me sempre desistir antes de atingir o objectivo estipulado e estou constantemente a impedir-me de o fazer. É por esta luta que gosto de correr - e porque sei que a sensação final, compensa tudo.

 

2. Abdominais com rolinho

 

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Confesso que fiquei indecisa neste lugar: há um impasse muito grande entre este exercício e as pranchas maradas. Os abdominais com rolinho acabam por ganhar, por uma nesga, pela minha capacidade de execução. Morro sempre nas pranchas e basta pedirem para levantar um membro que seja, que pareço uma casa de palha no meio de um Katrina. Depois, este abdominal é catito, tem o grau de dificuldade certo e podes sempre tentar ir mais um bocadinho além. É giro. Gosto dele, já disse?

 

1. Burpees

 

Imagem relacionada

 

Oh, vá lá, não façam essa cara, os burpees são giros. Tenho uma espécie de ralação com eles: acho-lhes graça, mas dão-me partem-me o corpo todo. Tal como acontece com os cangurus, o problema é o número de vezes que os fazemos: a partir do 5º já estou a dizer mal da vida e ao 10º já trabalho em câmara lenta. Tirando isso, o burpee é um exercício alegre, com vida. E aquele saltinho no final? Tãoooooo giro!

 

 

E por aí quais são os exercícios que mais gostam? Ou ainda não chegaram a essa fase? Estavam a contar com esta lista ou nem por isso? Contem-me tudoooooooooo!

 

Nota: Nenhuma das meninas das fotos sou eu, não tenho assim tão boa figura, muito menos a fazer exercício físico. Todas as imagens foram retiradas da internet.