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A Caracol

Um blogue pseudo-humoristico-sarcástico. #soquenão #ésóparvo

Eu sei, eu sei

Estou em falha. Mas não tive mesmo possibilidade de cá vir antes.

Ora portantos, o desafio das 10 coisas que odiamos no verão começa dentro de... 40 minutos.

Seguir-se-ão as 10 coisas que adoramos no verão. Ambos com a TAG "ódios no Verão" e "amores no verão".

Estão nesta onda: Psicogata, Happy, Miss Unicorn, Gorduchita, Francisca, Cá coisas minhas, Alexandra. Acho que está tudo. :) De quealquer forma, estão sempre a tempo de apanhar o barco. ;)

 Encontramo-nos às 14? :D

Sou fit! E agora? #5

Não quero saber. Sinto-me bem, noto diferença na roupa, na agilidade, nas tarefas do dia a dia... Tudo o resto não me interessa.

 

Foi o que sempre apregoei aos sete ventos.

E é verdade, atenção. Só deixa de o ser a partir do momento em que pedimos uma reavaliação física, vá deus nosso senhor saber porquê.

Se eu fosse esperta, tinha esquecido esse assunto nas férias - mesmo que duas alminhas fizessem questão de me recordar diariamente. Sim, estou a falar de vocês. 

E depois... Bem, depois a curiosidade é uma das minhas características. Como estarei? Será que diminui a massa gorda? Hmm, duvido. A julgar pelas porcarias que enfardo... E a muscular? Tenho isdo muitas vezes ao ginásio... Será que se nota?

Eu já suspeitava que não ia estar lá grande coisa... Mas suspeitar é uma coisa, confirmar é outra. Depois de duas semanas sem fazer nenhum, subi ontem à balança (era quem me desse dois pares de estalos por ter esta rica ideia), os resultados são estes: 57.200kg (menos 600gr); massa muscular: 33% (menos 3%); massa gorda: 25% (quase 1% a mais). Os dados anteriores datam de outubro passado (podem reler aqui).

Se me arrependo de não ter exercitado nas férias? Nem por um segundo. O tempo passa a voar, a qualidade de tempo que temos nem sempre é a melhor e as férias são exactamente para compensar isso. Para viver mais devagar, sem pressa. 

Arrependo-me sim, de não ter mais juízo nesta cabeça esgroviada e não ter fechado mais a boca. E não me venham dizer que isto é das férias. Não era sem duas semanas que fica PIOR do que em outubro. Se, naquela altura, ia duas vezes por semana ao ginásio, como raio é que ao ir quatro a cinco vezes por semana a balança me apresenta estes resultados?

Escusam de responder, eu sei a resposta.

O melhor de tudo é o que os olhos não vêem. 

Digo isto n vezes. É verdade. Até porque quando vês só te apetece cortar os pulsos. 

Quando volto a subir à balança? NUNCA MAIS: 

Ou pelo menos, não tão cedo. Lá para 2020, parece-me bem. 

Agora vou ali acabar com caixa de lenços de papel, enquanto enfardo umas cenouras cruas. 

 

 

Ora, vamo lá pôr isto em pratos limpos

Portanto: 

Serão 20 dias, a começar no dia 10 de julho (próxima segunda), às 14 horas, com a TAG do desafio.Os 10 primeiros dias são para as 10 coisas que odiamos no verão e os seguintes para as 10 coisas que adoramos no verão. 

Para ser mais fácil, peço-vos o fazer de "se increverem" neste post. Na sexta farei um apanhado de quem está nisto, quem só apanhar depois, será bem-vindo, gostamos de toda a gente e ninguém fica de fora. :D 

Ah, só nos dias úteis. ;) 

 

Factos sobre as férias

Fiz mais praia agora, do que antes de ser mãe. Dizem que lhe faz bem, que é saudável, mas para mim chega vê-lo feliz a fugir das ondas e encher-se de areia.

Não é possível ler na praia, tampouco estar sossegada, o único tempo que sentei o rabinho na toalha foi à hora do lanche. Quando havia toalha, claro. Já que na maior parte do tempo, não passava de uma rodilha na areia.

As sestas sabiam-me pela vida. Foram vários os dias em que também eu passei pelas brasas e houve um dia em que fiquei só sentada, a ouvir o silêncio. Nesse dia, perguntei-me como seriam casas com mais de um miúdo.

Retomei as leituras, hábito perdido desde que as horas de almoço foram ocupadas com exercício físico. "O Quarto de Jack" foi o primeiro, uma boa aposta que me foi sugerida pela Magda, o guru dos livros, reforçada pela Alexandra e que me devolveu um prazer não esquecido, mas há muito anulado. Demorei três dias e já nem eu sabia que era capaz de ler tão rápido. Seguir-se-á o "Filho de Mil Homens", recomendado também por aquelas duas almas. Aceito mais sugestões.

Nem só de pão vive o homem, diz-nos a bíblia, e eu acrescento: nem só de praia se fazem as férias. Parques, parquezinhos, zoológicos, quintinhas pedagógicas, bibliotecas... Imensas coisas se podem fazer com miúdos - novinhos, não tenham medo, eles não mordem - que não incluem areia a saltar-vos em cima.

Por falar em areia, tenho imensa. Alguém sabe se aquilo dá para vender? Pensei em utilizar nas obras, mas já me disseram que não que tem de ser purificada e o caraças. Só a que tenho no carro (sim, tenho, ainda não aspirei) daria seguramente para uma arear uma divisão. Ou duas. Não juntei a das toalhas/brinquedos/mochila toda num bidão, mas aposto que daria outro tanto.

Não pus os pés no ginásio. Tampouco fiz qualquer exercício que não fosse: a) correr atrás do puto, b) ser pior do que o puto, o que implica o ponto a) novamente, c) passear, d) exercício de alongamentos aos globos oculares e de repouso ao cerebelo, leia-se dormir. Tudo o resto foi para as urtigas.

Não comi nem uma bola de berlim, na praia. Em compensação, comi mais gelados que no ano passado todo. Nada de grave.

Não estou morena. O que é estranho, porque fiz mais praia do que em qualquer outra altura, mas aceitável porque apenas o fiz duas/três horas por dia, de manhã, sempre que o tempo permitiu. Tenho uma ligeira corzinha, mas muitoooo ligeira, só os mais atentos darão conta.

Ainda agora regressei e já tenho saudades disto. E por aí? Já foram, ainda vão ou não querem ir? Contem tudo!

S. João sem balão

Há anos que lanço balões de S. João. É uma tradição, algo que tentei manter, eternizar diria, que me relembra a infância, a alegria e o entusiasmo de ver o balão a subir pelo céu. Era algo que o meu pai fazia sempre, todos os anos. Nunca tive um S. João sem balão. Nunca ouvi falar em incêndios provocados por balões. Nunca.

E é precisamente por isso que este ano não vou lançar balão. Não faz sentido. Há tradições que não se devem manter. Há nuncas que devem ser alterados. Há memórias demasiado bonitas para ficarem conspurcadas pelo presente. Não faz sentido mandar fogo para o céu, quando ainda agora o inferno passou pela terra. Não faz sentido. Da mesma forma que não fazem sentido os espetáculos pirotécnicos. Brincar com o fogo é perigoso, sempre me disseram isso. E nunca tal me fez tanto sentido.

Por isso, está decidido, este ano não há balões. E não será pela falta deles que haverá menos gargalhadas, conversas e alegria, com toda a certeza.