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A Caracol

Blogue com informação crucial à sobrevivência.

Ser mãe é...

Bater palminhas de contentamento ao descobrir que a consola tem acesso ao youtube! 

Alegria!

Excitação!

Mil avés aos deuses da tecnologia! 

Trinta minutos depois:

"Bolas, para que me meti nisto, já não posso mais com a p#$% da roda do autocarro!"

O facebook não serve de livro de reclamações

Mas para a Noémia Costa, aparentemente serve para isso e para muito mais, atentem no discurso:

O dia hoje não começou nada bem. A minha Mommy foi de novo para o hospital, a doença cardíaca é grande. Ligo para o 112 e passam-me ao Codu, atende-me uma Sra de seu nome SOFIA SILVA, que depois de eu relatar o estado da minha mãe e idade 90 anos, tem ardor forte no peito, com dor no braço esquerdo, e vomitou, me pergunta de forma agressiva, em primeiro onde é que mora, depois de lhe dar a morada, diz-; Agora diga lá o que é que se passaaaaa...
Respondi- Minha senhora acabei de lhe dizer, mas de novo o fiz.
Começa a fazer um chorrilho de perguntas, se ela se sentia mal, se o ardor era forte... Respondi:-Minha Sra só preciso de uma ambulância, desata a falar alto e responde, não mando ambulância NENHUMA ENTENDEU, enquanto não me responder a todas as perguntas.
Respondi o seu nome por favor?!
Ela responde não tenho que lhe dar nome nenhum, já o disse no início da chamada...
Desliguei o telefone, voltei a ligar do fixo para o 112, ela liga de volta em tom provocatório, estou a falar com a pessoa que ligou para aqui?! Respondi está, o seu nome pf? Reponde, não tenho que lhe dar nome nenhum...
Eu retorqui se não me dá o seu nome não posso falar consigo. Respondeu SOFIA SILVA e continuou a fazer perguntas de forma lenta, a tudo o que já lhe tinha sido respondido. Desliguei a chamada e do fixo liguei de novo, onde me atende um colega, de seu nome Ricardo, que me começa logo por perguntar foi a Sra que ligou e falou com a minha colega?! Respondi, sim. Agora quero pedir-lhe uma ambulância e relatei o estado da minha mãe. A ambulância vai a caminho...
Começa em tom de gozo a fazer perguntas tipo;- Qual é a cor da sua mãe?! Respondi é branca...
A Sra não percebeu.
Percebi sim, não está a falar com nenhuma infoexcluída, se me perguntar qual a cor que a minha mãe apresenta durante este episódio, aí posso responder-lhe, correctamente. Continua a perguntar a sua mãe tem um ardor no peito?! É isso?!
Vi os bombeiros chegarem e não era o INEM...
Agora pergunto? Este país tem ou não tem gentinha sem formação a ocupar lugares, que deveriam ser ocupados por gente bem formada e com formação ????!
SOFIA SILVA, vai ser responsabilizada. Não sou mulher de me calar, muito menos de medos.Se por necessidade ligarem para o INEM tenham em atenção o nome desta "sra" SOFIA SILVA".

 

Utilizar o facebook para isto é feio. Tão feio como usa-lo para mandar indiretas. Escrever parte da história no mural, debitando nomes, causando estragos, levantando revoltas, não foi a melhor estratégia. Existem sítios e locais próprios para as reclamações e também os há para os desabafos.

Mencionar funcionários, de uma forma tão direta, sem possibilidade  de defesa dos mesmos é do mais baixo que há e demonstra uma tremenda falta de bom senso, para não dizer carater.

E, reparem, como era tão mais fácil fazer o mesmo texto sem referência a nomes, sem possibilidade de criar problemas no trabalho dos outros - que é sempre tão fácil para nós.

Além de mais polido, ficaria certamente melhor à imagem da senhora.

O nosso país funciona mal, temos gestores de merda que a fazem aos montes, contribuir de forma tão direta para o mau estar de outros, seja pessoal ou profissional, é tão grave como os primeiros. E mesmo a senhora pudesse ter toda a razão do mundo - que claramente não tem, ainda assim - não era motivo para tamanha falta de respeito e sensatez.

 

Memórias facebokianas

Este post é para ti. Para ti vives no teu pequeno mundo, sozinho, e esqueces que existem outros à tua volta. Para ti que desprezas a pobreza, esquecendo que não há maior, que a de espirito. Para ti que olhas com piedade para um cão sedento e com a pele encostada às costelas, mas és incapaz de o alimentar e dar-lhe água. Para ti que declinas educamente uma esmola, ao invés de oferecer o snack que trazes contigo. Para ti que olhas com desdém para quem “cheira mal”, sem te lembrares que pode não ter como tomar banho. Para ti que mudas para o outro lado da rua, quando vês um animal quase sem pêlo. Para ti que criticas quem apoia, quem dá o que tem naquele momento – e não tem que ser necessariamente dinheiro – lembra-te: nada é eterno. Nem esse pedestal onde decidiste assentar, nem o véu que te turva a vista. A ti, desejo-te: que nunca batas no fundo do poço. Porém, se bateres, espero que alguém olhe pra ti com o mesmo desdém, para que depois possas dar valor a quem te der a mão. Não sou melhor do tu – e isso é perceptivel por este texto. Não tenciono mudar o mundo. Não consigo mudar os meus defeitos, quanto mais o Mundo! Mas acredito, que podemos, em determinados momentos, tornar o mundo de algum ser vivo um bocadinho melhor, seja do nosso melhor amigo, de um animal, ou de um desconhecido. Por isso, desce e aparece. Faz. Mexe-te. Vais ver como te vais sentir melhor. Se não sentires, então desculpa, enganei-me a teu respeito.

 

Escrito em 2013, lembrado hoje pelo facebook.