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A Caracol

Um blogue pseudo-humoristico-sarcástico. #soquenão #ésóparvo

A minha prima diz que sou pior que a canalhada

Fui a uma loja do chinês, por motivos que não estes, e saí de lá com:

 

- Tatuagens temporárias de várias cores e feitios;

- Autocolantes para unhas;

- Purpurinas para unhas;

- Artigos vários para o cabelo.

 

Rapidamente informei a senhora minha prima que já tinha como entreter a miudagem no batizado da sua herdeira mais nova.

 

"Ainda vou acrescentar a minha maquilhagem e outros acessórios, mas parece-me uma boa solução para os manter entretidos"

 

E eu aposto a minha cabecinha em como vão adorar!

Era uma vez...

Uma centopeia enorme.

Gigante.

Gorda e feia, com milhentas patas e umas antenas que encostariam os satélites da NASA a um canto.

A bicha, que era mesmo grande não sei se já perceberam, achou por bem acomodar-se na parede do meu quarto. Não no meio, onde o seu extermínio seria fácil, rápido e eficaz. Não! Sua excelência, grandiosa centopeia, decidiu aproveitar o pequeno espaço entre a parede a moldura que enfeita a minha mesa de cabeceira.

Ora, o que é que uma pessoa faz perante tal situação? Saca do chinelo, correndo o risco da bicha dar conta correr a uns quantos pés? Não! A pessoa terá que ser mais inteligente. Engendrar um plano infalível, tecer rápida e eficazmente a teia de morte da centopeia.

Sai de fininho, não apaga a luz - não vá a bicha perceber a mudança de clima - corre a buscar o insecticida mais próximo e..... TSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSS TSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSS TSSSSSSSSSSSSSSSSSS TSSSSSSSSSSS para cima da bicha, que corre esbaforida,tentando esconder-se atrás dos móveis que a pessoa arrasta e TSSSSSSSSSSSSSSSSSSS TSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSS rTSSSSSSSSSSSSSS TSSSSSSSSSSSSSSSSS para cima da sacana que, começa a tombar, girando sobre si mesma, numa luta pelo ar puro. Agarra-se à vida com a força das suas cem patas e ainda consegue chegar à porta do quarto, mesmo a tempo do meu TSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSS épico final.

 

Vencida a árdua batalha, limpos os despojos de tão vil inseto, fez-se do sofá uma cama, tal era o cheiro a inseticida vitória naquela divisão.

Vamos soltar a passarada que há em nós?

Vamos pois!

Vamos cantar para alegrar a entrada no fim de semana?

Vamos pois!

 

Ora, eu tive aqui uma ideia espetacular: tanta debandada, tanto pássaro, tanta pena, tanta asa, lembram-me muitas músicas. Pensei cá com os meu botões: "E porque não fazer uma espécie de medley blogosférico?" Daí ao passo seguinte, foi só tempo de vir aqui tratar do assunto.

 

Quem canta?

Todos os pássaros. Em comentários, no próprio blogue, onde quiserem.

 

O que cantam?

Tudo o que tenha a ver com passarada. Aves, asas, voos, penas... O céu é o limite!

 

Começo eu, lógico. Piem aí comigo desse lado:

 

Rise up this mornin',
Smiled with the risin' sun,
Three little birds
Pitch by my doorstep
Singin' sweet songs
Of melodies pure and true,
Saying', ("This is my message to you")Rise up this mornin',

 

Quem pia a seguir?

 

Estou cansada

 

De alguns lados da vida.

Das intrigas.

Do diz que disse.

Das rotinas.

Das pessoas, no geral e de algumas em particular.

Da falta de noção, da estupidez sem limite, da tacanhez.

Do engonhanço, da pouca produtividade, dos lambe-botas.

De ver boas ideias irem pelo ralo abaixo.

De ver boas pessoas serem desvalorizadas, gratuitamente, sem dó piedade, sem mais, nem porquê.

 

Estou cansada e não sei quando vou recuperar.

 

Mães (Im)Perfeitas - A Suzana

Mais uma voltinha, mais uma mamã. De dois e com um cargo de chefia. Isto promete, hã?

 

O meu nome é Suzana, sou diretora técnica de creche e jardim de infância e acumulo a função de educadora.

Tenho dois filhos: o Pedro, que é um doce de menino, um pouco mais calmo que a sua irmã, mas muito teimoso e a Sofia que é uma menina amorosa, cheia de energia e um pouco possessiva. São duas crianças curiosas, gostam de correr, saltar, andar de bicicleta, de jogar à bola, mas acima de tudo gostam de estar um com o outro.

 

Suzana, sendo os teus filhos mais maiorzitos, suponho que a fase das birras tenha passado. Ou nem por isso?

Sim, eles já são crescidinhos. Sinto que estão a crescer depressa demais! As birras propriamente ditas, com muito choro e barulho, estão a ficar para trás, embora existam, pontualmente, situações semelhantes que apesar de normalmente não serem tão ruidosas, eles mostram o desagrado através de expressões muito fechadas, algumas lágrimas à mistura e argumentam muito apelando ao lado emocional.

 

Em pequenos - e mesmo agora em graúdos - como lidavas com as birras?

Quando eram mais pequenos, tentava acalma-los, mas sempre fui firme. Um sim era sempre um sim e um não era sempre um não, independentemente da intensidade da birra.

E existiram algumas verdadeiramente complicadas...

Agora são mais crescidos, continuo a manter a firmeza da minha decisão  inicial, explicando os motivos e as razões. Às vezes são diálogos um pouco acesos. Por vezes, conseguem perceber e termina ali a situação. Em alguns casos mais complicados, apesar dos meus esforços, ficam zangados. No entanto, como percebem que isso não altera nada, depressa vai modificando.

Sendo o Pedro e a Sofia já mais autónomos, tens a gestão do tempo facilitada?

Pois, essa é uma questão delicada. Seria de esperar que sim, mas dou-me conta de que as coisas vão-se complicando. Já passou a fase de ser um desgaste físico muito grande e sem nenhum tempo para mais nada, afinal a diferença de idades é de 3 anos e meio.

Agora eles são os dois autónomos, mas cada vez mais tenho que gerir o meu tempo entre atividades deles e por vezes até por aquilo que chamo "a sua agenda social", como os aniversários, por exemplo. Já nem falo na rotina diária.

O meu segredo, chamesmo-lhe assim, é aendar muito bem todo o meu tempo livre entre tarefas domesticas, o Pedro e a Sofia. Já vão participando em algumas tarefas lá em casa, o que já é uma ajuda. De resto, improviso está sempre na ordem do dia.

Consideras a tua atividade profissional uma mais valia na maternidade? Ou nem por isso?

Não. Se há coisa que cedo me apercebi, logo após ter sido mãe pela primeira vez, é que não era naquele momento a educadora de infância, mas sim mãe e com as ansiedades, as questões e os desejos que qualquer outra mãe com outra profissão teria. E por isso mesmo foi e é uma relação muito normal com questões, dúvidas, com momentos bons, momentos difíceis. Enfim, tudo igual a qualquer outra...

Queres partilhar connosco um momento que te tenha marcado enquanto mãe?

Isso é difícil. Tem sido uma viagem muito gratificante, muito plena de pequenos momentos felizes, menos felizes, mas todos eles muito importantes. Fazem parte da nossa caminhada. Realmente, a maternidade é algo único, insubstituível e não consigo eleger um momento em detrimento de muitos outros tão ou mais importantes.

O Pedro e a Sofia são duas crianças únicas, especiais, com diferentes personalidades, mas que se completam. Cada dia que passa esse é o sentimento que muito me deixa satisfeita e feliz.

 

Por fim Suzana, consegues definir a maternidade numa só palavra?

Uma só palavra... Partilha.

A minha vida mudou quando me tornei mãe e tive que partilhar tudo desde o inicio. Partilhar o meu corpo, o meu tempo, as minhas emoções, a minha vida... Tem sido uma partilha constante. E que bela partilha que tem sido!

 

Muito obrigada Suzana por este bocadinho de conversa!

 

 

Não estou preparada para isto

Ainda estou em choque e duvido que consiga digerir semelhante informação.

Esta manhã, quando deixei o Caracolinho na creche, a educadora lançou esta bomba: "Já disseste à mamã que tens uma namorada?"

Perante o meu incrédulo: "A sério?" respondeu:

- Olha, mas são tão engraçados, andam sempre aos abraços e aos beijinhos. São mesmo queridos.

 

 

 

 

 

 

 

Vou só ali emborcar uma garrafa de gin, três xanax e já cá volto.

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