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A Caracol

Um blogue pseudo-humoristico-sarcástico. #soquenão #ésóparvo

E então Caracol, já tens tudo preparado para o Carnaval?

Claro! Nem sequer percebo a origem dessa pergunta, que sou uma mãe super preocupada, organizada e outras coisas terminadas em ada, e tenho sempre estes coisas preparadas com muiiiita antecipação.

 

Mentira.

 

Detesto o Carnaval, não é festa que me diga muito - não me diz nada, aliás - e pensar em máscaras para putos, está ao nível do meu interesse como a apanha de cogumelos silvestres.

Felizmente, a creche onde enfio o puto todos os dias, poupou-me a maçada desse trabalho e informou que, este ano, o tema será "Árvores de Fruto." Melhor ainda: eles tratam das máscaras dos moços. Não é fixe? Pois, mas nem tudo são rosas, se os pais quiserem ir com a canalha no cortejo (Eu quero! Eu Quero! Eu Quero!) têm que fazer a sua própria máscara. Feiiiiiiiiiooooooosssssss!

Ok, é justo. E ainda por cima foram uns queridos e mandaram uma folhinha com as instruções para o DIY. Parece-me bastante fácil:

- Uma folha de cartolina verde cortada em forma de copa de árvore;

- Um cordel, para atar a estrutura à nossa volta;

- Um saco do lixo ou serapilheira para "vestir" a fazer de tronco.

 

Mais fácil é impossível.

Ora, já tenho tudo, menos os sacos do lixo. Já pedi ao Homem para comprar os da Vileda, porque eu não desfilo com sacos do Pingo-Doce. E quero dos cheirosos, nada de sacos a cheirar a plástico.

Também já decidi que vou ser uma macieira. Vou utilizar este creme para a decoração da árvore:

 

TVAE_4_TVAE_1_TVA315.jpg

Costumo utilizar no pão (o Marinho a-do-ra!), em tostas, em tudo que dê para barrar. Também já utilizei como corante em algumas massas de pasteleira e, asseguro-vos, fica divinal por cima de um iogurte com fruta fresca.

Para os mais habilidosos, podem usar estes aplicadores para fazer desenhos em CupCakes, por exemplo. Ou personalizar aquele bolo especial.

talensamsterdamacrylicpaintsset.png

Enfim, há todo um mundo de possibilidades. É só explorar. E como é isento de açúcares, podem consumir à fartazana que não o vão ter problemas com colesteróis, ácidos úricos e gorduras localizadas.

Quem é vossa amiga, quem é?

O meu único problema, ao utilizar para desenhar as maçãs, vai ser resistir à vontade de as devorar durante o cortejo.

 

E vocês, já pensaram no Carnaval das vossas crias?

Contem-me tudo.

 

Post escrito em parceria com a agência de comunicação mais fixe de todo o sempre

Conversas de balcão #2

Hoje de manhã, no café:

- Queria um café e um copo de água, se faz favor. - pediu a cliente ao meu lado.

Já fico com suores frios cada vez que vejo alguém beberricar água com o café, mas a fulana não precisava de ter acrescentado a seguinte explicação, que ninguém lhe tinha solicitado:

- Para arrefecer o cafezinho, sabe...

E eu respirei fundo, contei até 25 e recontei em decrescente até me passar a vontade de lhe afinfar um cachaço. Sorri-lhe, um sorriso amarelo, de (des)cortesia enquanto terminava o meu café curto, em chávena escaldada e sem açúcar.

Um café como deve ser, portanto.

 

Desabafo

Ando preocupada. É muito, muito raro sofrer por antecipação, mas este quase problema está a esfrangalhar-me os nervos. Ainda não é um Grande Problema, mas temo que se venha a tornar uma equação de quinquagésimo grau. Ou talvez não, talvez esteja só a dramatizar antes do tempo.

Mesmo sem poder adiantar muito, torçam por mim, sim? Obrigada. =)

Conversas de balcão

Se há coisa que aprecio no meu trabalho é a comunicação com o cliente - tirando os tinhosos e os eternos insatisfeitos. Gosto da troca de ideias, de argumentos parte a parte para este ou aquele produto. Também gosto  de os observar a trocar opiniões entre si, tentando falar com olhares e gestos, falando nas entrelinhas, pondo-nos um bocadinho de parte. Regra geral aprendo sempre algo novo com cada cliente.

Há dias, atendi um miúdo muito castiço. Novito, de origem angolana a estudar em Portugal, trouxe os amigos, também angolanos, para ajudar na árdua tarefa de escolher uma armação. O sotaque  angolano é por si só engraçado, mas lhe juntarmos uns miúdos a querer transparecer estilo são barrigadas de riso. No bom sentido, claro, que no atendimento não há gozos aos clientes. Põe esta armação, experimenta acoloutra, essa não te fica bem e tal e coiso e os moços saem-se com um django. E a conversa baseou-se em django para cima, django para baixo e não saía daquilo ao ritmo do põe e tira armação. Não resisti: - Miúdo, o Django não usava óculos. Excusado será dizer que diverti os miúdos com este comentário. Lá me explicaram que django é uma gíria angolana para descrever algo que não favorece, que fica mal, ou como um deles frisou: "que é podre, 'tás a ver?". E eu sim, estava mesmo a ver, mas era impossível não me lembrar do Libertado de Tarantino durante aquela conversa. =)

Não sei como são feitos estes estudos...

Mas a mim, ninguém me perguntou nada. Nem aos familiares. Nem aos amigos. E todos trabalhamos no privado. Talvez os senhores que fizeram este estudo tenham um conceito de empregador privado diferente do nosso. Ou talvez não achem que o comércio, a restauração, a indústria e outros não sejam setores privados. Obrigada, senhores deste estudo, por este momento de divertimento. Deu para gargalhar. #somesaemduques #somostodosprivados #queriasmasnaoeparati

Belo-Horrível

 

Há uns anos, frequentava eu o secundário, a professora de Português explicava o seu conceito Belo-Horrível. Dizia ela, que era possível encontrar beleza em situações com conotação negativa, dando como exemplo o fogo: é mau, destruidor e impiedoso, mas belo pelo poder e pelas cores. Sempre concordei que sim, é possível encontrar beleza em tudo. Pode estar escondida, camuflada, à espera que alguém a encontre e depois... Pum!, faz-se luz e soltam-se "uaus" de espanto.

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 Jan Andersen, vitíma de VIH aos 27 anos.

 

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Klara Behrens, falecida aos 83 anos.

 

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Maria Hai-Anh Tuyet Cao, viveu até aos 52 anos.

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Um tumor cerebral levou a melhor sobre Michael Föge, aos 50 anos.

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Elly Genthe teve uma vida longa até aos 83 anos.

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Um carcinoma inoperavel tomou conta do corpo de Wolfgang Kotzahn, aos 57 anos.

 

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 Mais um tumor inoperavel, no cerebro, que levou Michael Lauermann aos 56 anos.

 

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A mais impressionante: Elmira Sang Bastian, cujo pequeno corpo foi possuído por um tumor, aos 17 meses.

 

Não sei quanto a vocês, mas eu achei este trabalho deveras impressionante, quer pelo tema, quer pela leveza e serenidade das fotografias. Uma forma diferente de ver e retratar aquela que é a nossa últina etapa.

 

Daqui.

 

Piadas blogueiras

Durante a jornada de trabalho, o meu colega queixava-se do frio que se fazia sentir no estaminé. Respondo: - Temos que convencer o Big Boss a comprar um Hotspot. Se ficares constipado, bota neo-sinefrina pelo nariz acima. Não se riu, ficou só a fitar-me, a dúvida no olhar se teria ensandecido de vez, ou se estava a falar a sério. Às vezes esqueço-me que nem toda a gente lê blogues! :DDD