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A Caracol

Um blogue pseudo-humoristico-sarcástico. #soquenão #ésóparvo

E então, Caracol, não tens desejos para 2016?

 

Nop.

Então porquê Caracolinha?

Porque tenho tudo o que preciso. Não quero mais. Sou saudável, tenho um emprego fixolas, tenho uma casa agradável, tenho que vestir, calçado não é problema e tenho como aconchegar o bucho todos os dias.

A minha família é uma animação, desde a avó (um beijinho blogosférico 'vózinha!) aos primos mais novos. São todos impecáveis e sei que estarão sempre lá para mim, da mesma forma que estou aqui para eles. Mesmo aqueles com quem o convívio é um pouco mais recente e mais esporádico. =)

Não posso esquecer os meus amigos, com quem tantas gargalhadas partilho e com quem agora, é difícil manter mais de 3 minutos de conversa seguida sem alguém interromper com um "mamã?". São os maiores.

A minha cunhada, essa badalhoca-podre-de-magra (não se apoquentem, ela já está habituada a este tratamento VIP) tem direito a um parágrafo só para ela. Já tivemos as nossas desavenças (quem não tem?) mas eu perdoei-a (ahahahah) e já não é dia se não falar com ela. =) É assim uma espécie de irmã-mai-nova que nunca tive e dá-me um gozo danado pegar com ela. =) É uma jóia de moça e sabe aparvalhar conversas quase tão bem como eu (obviamente aprendeu bem!).

O mê home é... O melhor dos maridos que me podia ter calhado em sorte. Conhece-me melhor que eu, sabe contornar os meus defeitos (e são ruins senhores, são ruins) e agradeço-lhe a paciência em aturar-me, todos os dias. Às vezes parece uma bomba prestes a rebentar, à espera do rastilho certo para entrar em auto-combustão, mas tirando isso é mesmo um ótimo rapaz. Isso e facto de comprar árvores de natal brancas. 

Ainda tenho os meus sogros, que são quase pais, que me tratam como se fosse do mesmo sangue e com quem sei que posso contar. Sempre. Seja para a dar a volta ao marido, seja para pendurar o quadro na sala, seja apenas para conversar.

Como melhor de tudo, tenho o Marinho, o meu mais que tudo. Aquele que alegra os meus dias mais cinzentos, que dá cor à minha vida. É, sem dúvida, o meu melhor e maior bem.

Portanto, o que posso pedir mais? Tenho sogros que são como pais, cunhada como irmã mais nova, primas como irmãs mais velhas, amigos do coração, tias que são como mães, primos que são raridades nos dias que correm, um marido espetacular e um filho ainda melhor que a encomenda. Seria estúpido pedir mais alguma coisa.

Apenas desejo que o próximo ano seja tão bom como este e que lhes traga tanto quanto eles me dão a mim.

A vocês, que me acompanham desse lado, um excelente 2016.  Criem bons momentos, façam ótimas recordações, distribuam agradecimentos, recolham sorrisos e sejam felizes, sem esquecer alegrar quem vos rodeia. Porque isso, ainda é o que verdadeiramente importa e que de facto fica gravado no coração.

Até para o ano BlogoZona!  =)

 

Só eu...#3

 

Prontos para mais uma aventura com o meu saudoso Fiat Punto de '99?

Vamo lá, então! Calma que o machimbombo só pode com dois passageiros, é tirar à sorte quem vai no pendura-banco e pendura-chão, o resto cabe na bagageira que é grande.

Após a minha compra absolutamente espetacular, era tempo de lhe dar uma geral no que toca à higiene.

A minha mamazita, tal como prometido, remendou o buraco do acento com uma joelheira, dando um ar de patchwork ao tecido. Muito, muito auto-fashion.

Até o meu pai, quando viu que eu estava prestes a pincelar os arranhões com um balde de tinta preta, ofereceu a sua habilidade manual com um "dá cá isso, caralho, qu'inda fazes merda!" Agradeci, até porque razão tinha ele, e passei-lhe a lata de tinta. Ficou impéc! Ou tanto quanto se pode esperar dada a qualidade de recursos.

A limpeza do calhambeque ficou a meu cargo. Lá comprei o champô, o abrilhantador de jantes, o Pronto para o painel, o limpa vidros e o diabo a sete.

Depois de uma exímia limpeza exterior, de uma aspiração tão profunda que até um pedaço de carpete descolou, era tempo de limpar o tablier. Meus amigos, aquilo estava encardido. Por muito que esfregasse, por muito líquido que usasse, o raio do trapo estava sempre negro. Ao cabo de algum tempo, lembrei-me daquele produto espetacular, que além de limpar a fundo ainda desinfeta: a lixívia. Sim minha gente, eu limpei o interior TODO com lixívia. E quando digo todo, refiro-me não só a todo o painel da frente, mas a tudo quanto era fibra. Ele foi interior das portas, ele foi pedais, ele foi manete de mudanças, ele foi a bagageira. Tudo corrido a lixívia. Pura, para potenciar o efeito desinfetante e desincrustante. Obviamente que tive atenção à pele e usei luvas, de pano porque só tinha as de jardim, e foi uma operação extremamente delicada ao passar no contorno de tecido dos bancos que, vá-se lá saber como, escaparam incólumes a esta limpeza. Resultado: o carro ficou um brinquinho. E cheiroso! Tanto que tive que andar os três dias seguintes com os vidros abertos. Sempre abertos. Pormenores. Já sabem, para desinfetar viaturas é lixívia. O resto é marketing e do foleiro, qu'aquilo não limpa nada!

Matilde

Quando a Leonor deixou este mundo, jurei nunca mais seguir nenhuma página do género. Chamem-lhe egoísmo, falta de amor ao próximo, o que quiserem, mas eu acho que, por vezes, somos mais felizes na ignorância. Há coisas que não precisamos de saber, sabemos que existem, mas seguimos mais facilmente com a nossa vidinha se não as soubermos.

Há dias chegou ao mural de facebook a Luna, que por infortúnio daquela besta chamada cancro, já cá não mora.

No mesmo dia, o Bruno Nogueira partilhou a página da Matilde. E eu lá fui, "só espreitar" disse para comigo. Não consegui "só espreitar", porque ninguém consegue "só espreitar" um bebé que luta desigualmente contra uma leucemia rara, desde os 4 (quatro!) meses de idade. A Matilde tem, neste momento, 16 (dezasseis!!!) meses. É-me impossível não fixar o seu rostinho e lembrar-me do Mário. Porque são ambos bebés, porque têm idades muito, muito próximas, por tudo.

Ralho com o puto por tirar os Tupperwares do armário, mas penso que era isso também que a(s) Matilde(s) devia(m) estar a fazer. A(s) Matilde(s) devia(m) estar a explorar o mundo, absorvendo informação, aprendendo coisas novas, estimulando os sentidos. Não é suposto estarem agarrados a uma cama de hospital.

A Matilde está  internada no IPO-Porto, onde, de resto, tem passado a sua curta vida. Tem aquilo porque muitos anseiam: um dador 100% compatível (uma das suas irmãs). Calhou-lhe na "sorte" aquilo que ninguém pede: uma leucemia que, além de rara, não responde ao tratamento.

Os pais querem leva-la para fora, onde há uma possibilidade cura. Cara. Muito cara.

O que aqui vos peço hoje: se puderem ajudem a(s) Matilde(s).

Não tem que ser especificamente com dinheiro, há mais formas de ajudar a(s) Matilde(s): porque não dar sangue (ou plaquetas) no IPO? Porque não ser voluntário? Até a partilha da página é, de alguma forma, ajuda.

Já se passou um ano do nascimento do Mário, a Matilde relembrou-me que já estou apta a doar sangue, algo tão necessário aos doentes oncológicos, por ajudar na recuperação de tratamentos ou cirurgias, por devolver ao corpo o que doença retira, por dar algum conforto quando é tudo o que se pretende.

Afinal, ao contrário do que pensava, não sou mais feliz na ignorância, porque ela não me relembra o quanto posso ser útil e mudar, mesmo que sejam apenas as horas após a transfusão, a qualidade de vida de alguém.

Constatações de fim de semana #8

Provei sushi, pela primeira vez, no almoço de natal com a malta lá do trabalho. Já fui mais nojentinha ano que toca a comida e estou muito mais disposta a experimentar paladares novos. Quanto ao peixe cru, não tendo ficado fã a ponto de ir daqui-ali por ele, posso dizer que não é mau. É até bastante agradável ao palato. Mas contínuo a preferir uma sande de pernil do Guedes. Ou umas tripas à moda do Porto. Ou uns rojões. =)

Foda-se

Amanhã é véspera de natal. Dia em que todas as crianças deveriam poder sonhar com o Pai Natal, massacrando os adultos com um "já está na hora?" a cada cinco minutos. Dia em que deveriam dar largas à imaginação, voando mais alto que as andorinhas. Dia em que deveriam usufruir de um dia atarefado e alegro no meio daqueles que mais as amam.

O Natal é das - e para as - crianças.

Luna não chegou a este Natal. Festejou apenas seis, na sua curta vida. São vésperas de Natal e eu só consigo dizer foda-se.

Foda-se para esta puta desta doença que mata sem olhar a quem, que corroi por dentro, enganando engenhosamente o nosso corpo, qual lobo em pele de cordeiro. Foda-se para esta merda desta sociedade onde o dinheiro compra saúde e vidas humanas. Foda-se para este antro de consumismo insaciável que tudo tem e nada encontra. Foda-se para os deuses do mundo, a quem todos rezam sem perceber que ninguém os escuta. Foda-se tudo, que com seis anos ninguém devia deixar este mundo.

Deitei o meu filho ciente da sorte que tenho por ser um puto saudável e com um nó na garganta peço que assim se mantenha, porque já não sei viver sem ele.

E lá vamos nós outra vez...

Aquando o naufrágio do BES, coloquei aqui uma musiquinha espetacular e que retrata na perfeição este tipo de trapalhadas.

Tal como Neil Hannon profetiza no final, quando (quase) tínhamos esquecido o Espírito Santos, vem o Banif (e canonizar o homem, não? Eu acendo-lhe uma velinha e prometo ser fiel devota!).

Apesar de se voltar a enquadrar, não gosto de ser repetitiva, vai daí arranjei este tema, dos tugas A Caruma, que também serve muito bem.

Apreciem e descansem, o Estado tratará de todos nós.

 

 

 

E agora, o que é que eu faço?

Estamos a 21 de dezembro.

Faltam 3 dias para a véspera de Natal e eu já tenho os presentes todos comprados, devidamente embrulhados e guardado fora do alcance das mãozinhas curiosas.

E agora o que faço até dia 24?  

Fui tantas, tantas vezes compradora de última hora (regra geral comprava os presente na VÉSPERA de Natal, que agora fico sem saber o que fazer... Adianto já a aletria? O pão-de-ló? Vejo o Sozinho em Casa Natal 647?

Acho que vou desembrulhar tudo e voltar a embrulhar, só para ter aquele cheirinho a azáfama natalícia. =)

Vê-se logo que é português #5

Aqui a vossa Caracolinha tem vizinhos novos. E está super entusiasmada com a ideia, até porque nunca teve vizinhos tão diretos. No entanto, e porque quase nunca os vejo, queria deixar-lhes este recado:

Sim, temos dois cães - o Cusco e o Berlinde - mas são pacíficos, não mordem uma mosca, só costumam apanhar uns ratitos que, de quando em vez, tentam fazer a perigosa travessia do quintal para as nossas garagens. (Escusam gastar cheta em ratoeiras). Gostam muito de dormir ao sol, tentar apanhar borboletas e lavrar a terra do quintal. Não ladram muito, só mesmo quando estão muito entusiasmados. Ou quando vêem um gato. O Cusco também costuma ladrar à própria sombra. É um cão um bocado tresloucado, mas lá no fundo são 20 kg de pura traquinice inocência. Ah, e uivam quando ouvem sirenes. E trovoada. De resto são uns anjinhos de quatro patas. Temos um bebé de um ano, também ele muito pacífico, de quando vez abre a goela, mas só mesmo quando tem muita fome, o que costuma acontecer por volta das 6:30 da manhã. Porém, é de manhã que começa o dia e quanto mais cedo, maior ele parece. A sério. Digo-vos eu, que tenho este blogue e é a essa hora que o atualizo. E estendo a roupa. E ponho outra a lavar para estender ao almoço. O Mário, é assim que se chama o puto, tem um gosto especial em mandar objetos para o chão, algo que já estamos a corrigir, com o tempo haverá de aprender que é muito mais divertido brincar com eles. Nós... Bem, nós somos um casal que gosta de socializar, ter gente em casa, receber visitas - sendo que grande parte também tem crianças (mas são todas muito bem comportadas) - convocar grandes almoçaradas e ali ficar em amena cavaqueira. Ah, e gostamos de ir para a palha cedinho. Tudo isto só para dizer: somos uns vizinhos do melhor. A sério. =)

Por favor, digam-me que não sou eu...

Estreia hoje outro filme da Treta saga Star Wars.

E eu não consigo, mesmo, perceber o entusiamo da coisa. Nunca percebi muito bem o enredo - também nunca me esforcei, é um facto - acho aquile tipo preto precisa urgentemente de uma ida ao otorrinolaringologista, que aquela rouquidão não é normal durar tantos anos, e um consultoria de imagem, que o preto integral é coisa que já não se usa.

Também não percebo aqueles bastões iluminados, será para encadear o adversário? E aquilo é que tipo de luz? UV? Se for, será para secar as unhas de gel? Para bronzear? Para fixar a juba? E os outros brancos? Serão albinos? Problemas de pigmentação? É consultar um dermatologista. E um consultor de moda, aquele branco frigorífico é sofrivel.

Eh pá, não percebo mesmo. Já tentei ver os filmes, mas adormeci antes dos primeiros 15 minutos. E tive pesadelos com aquela voz rouca.

Horrível.

Acordei em pânico e vi tudo escuro: a TV já tinha entrado em descanso, nem ela aguentou, pobrezinha.

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