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A Caracol

Um blogue pseudo-humoristico-sarcástico. #soquenão #ésóparvo

Na falta de um pastel de nata...

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As minhas ancas vão pagar por isto (e o rabo, e a pança, e o musculo-do-adeus...), mas fiquei con-so-la-di-nha. Soube-me pela vida! (Ainda fiquei a pensar nas outras duas barritas, mas fiquei-me só pelo pensar... ;)

Ser mãe é...

Ter telhados  e vidro. Para sempre e sem possibilidade de troca para telhas mais resistentes. Tenho duas amigas com filhos pequenos, rondam os quase 2 anos, que por alturas em que a pequenada descobriu o mundo - e tudo aquilo em que é suposto NÃO mexerem - despojaram as suas salas de tudo quanto fosse adorno apetecível a pequenas mãos ávidas de curiosidade, desnudando estantes e moveis. Criaram espaço central, redefiniram as posições da mobília, arrumaram jarrões para os confins da cave. Tudo para que a sua prole pudesse cirandar à vontadinha. Na altura, pensei cá com os meus botões: "Nem pensar em arrumar as minhas coisas, modificar a minha sala, só para sua pequena alteza ter espaço! Ele chegou depois! Que se habitue ao que já cá estava! Era só o que mais faltava!" Não há nada que não se pague, tantas vezes me disse a minha rica mãezinha! O que fiz eu no fim de semana? Arrumei a mesa de centro, encostando-a a uma parede, para o puto ter mais espaço para rebolar e poder virar-se à vontade, sem bater em lado nenhum. Ainda não mudei mais nada, mas cheira-me que em breve, muito em breve, vou ter que mudar os livros de sítio....

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Não vai doer, pois não?

Detesto dentistas. Tenho um medo que me pelo e evito ao máximo pôr os pezinhos no consultório. Mas ontem teve mesmo que ser. Já andava há tempo demais com uma reconstrução provisória (nem vos digo o tempo, até coro de vergonha) e lá me arrastei, literalmente, para o gabinete. Pelo caminho, ponderei "adiar" e lá dei comigo a magicar que se calhar o homem não se ia safar sozinho com o miúdo, ou talvez que este estivesse num daqueles dias de bradar aos céus, em que tudo o incomoda, qual florzinha de estufa. Depois lembrei-me que já tirei os quatro sisos, já passei por um parto natural (que prefiro mil vezes a uma ida ao dentista) e que já tenho mais do que idade para ter juízo e não panicar por algo tão simples como uma reconstrução dentária. Em boa verdade, não é a dor que me assusta, embora seja uma mariquinhas no que toca a dores na boca, é tooooodo aquele processo, aquele tremer miudinho por não ver o que me estão a fazer, o estar com a boca tão aberta parece que os maxilares se vão deslocar, o barulho das brocas a remexerem no esmalte como se estivessem a desbastar calhaus de gratino, o formigueiro da anestesia, o não puder falar. Eh pá, o que me custa estar ali de bico calado sem puder meter uma ou outra graçola para aliviar os nervinhos! Uma chatice participar numa conversa só com o olhar ou com o mover de sobrancelhas. É que nem mexer a cabeça se pode! É horrível. Odeio dentistas, já disse isto?

Marido,

Eu sei que adoras o teu novo adereço corporal, mas tinhas mesmo necessidade de tatuar também a almofada?

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E agora, hã? Como raio vou tirar aquela nódoa? E não me venhas dizer que não tens culpa, que bem te avisei para pores uma toalha do teu lado. É que ainda por cima ficou mal carimbado, se ao menos fosse uma réplica fiel, menos mal, mas não, está assim a puxar um bocadinho a lençóis mal lavados ou a nódoa de humidade. Como se não bastasse, tinha feito a cama de lavado, com uns lençóis lavadinhos e cheirosos, na hora de almoço!! Ainda por cima, foi logo neste jogo de cama, um dos meus preferidos e que nos foi oferecido pela minha mamazita! Não há direito, pá! Vou pensar numa forma de te redimires, caso a nódoa saia, só pelo transtorno que provocante no meu sistema nervoso central. Caso não saia... É melhor nem sequer pensar nisso!