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A Caracol

Blogue com informação crucial à sobrevivência.

A mãe de todas as dores

Dor.

Acutilante. Dilacerante. Agonizante. Incapacitante.

Quando nos morre alguém querido é apenas isso que somos capazes de sentir: um dor que não sabemos onde, como ou quando começou, nem onde, como ou quando terminará.

E quando nos morre um filho?

Não sei se haverá a mesma dor multiplicada, ou se, pelo contrário, apenas existirá vazio. A perda da nossa alma, da nossa essência, de uma parte de nós.

Disse-me, certa vez, alguém deveras inteligente: os filhos não são nossos. Concordo em pleno. Somos nós que lhes damos a vida, que os ensinamos a vivê-la da maneira mais correcta aos nossos olhos, mas a verdade é que não são nossos. São parte de nós. Aquilo que de mais bonito conseguimos fazer, ou trazer, para este mundo. Poderão não fazer qualquer diferença no mundo dos outros, mas por serem a nossa melhor parte, o nosso melhor, tornam o nosso mundo perfeito. E isso, torna a dor da perda infinitamente maior.

Não é suposto vermos os filhos morrer. É suposto que sejam eles a sepultar-nos, que sejam eles a usufruir da vida que já usufruímos.

Nem sempre é assim.

Para André, a vida terminou ontem, aos 29 anos de existência.

Para Judite, foi o começo de uma viagem dolorosa, tenebrosa que jamais terá fim. Jamais abrandará, pelo contrário poderá consumi-la aos bocadinhos, tal qual o fogo vai consumindo um pedaço de madeira. Será sempre, a partir deste momento, um remar contra maré, um acordar sem sentido, uma existência vazia. Porque André, a melhor parte de Judite, já não existe.

À Judite de Sousa e toda família, as minhas sinceras e sentidas condolências.

Quem sabe, talvez o fogo descontrolado possa, um dia, passar a braseiro, que não queima, mas mói.

Estado com Graça #4

Possiveis aquisições para a criança

 

 

 

 

 

Cubos personalizados Saguim & Rato. São tãaaao giros e ainda servem de brinquedo educativo!

 

 

 

Caixinha de música Around the Story. Que amor! (Os livros personalizados também são lindos!)

 

 

 Autocolante da Little Cloud. Amei. Isto e os peluches. E os mobiles. E as capas de edredon. E os cabides. E tudo.

 

 

 

 

 

 

Alegra-me profundamente

 

Depois de ter deixado muita gente inquieta com a listinha de coisas que me enervam profundamente (caaaaalma pessoas, quando eu digo enervar, é só mesmo porque me mexe com o sistema, não é porque desatei a partir os pratos, ou porque não dormi a pensar no assunto), cá vai a lista de coisas que me deixam profundamente alegre:

 

Saber que sou capaz de gerar vida - é das melhores sensações do mundo;

Saber que tenho alguém à espera quando chego a casa, mesmo quando há arrufos;

Saber que ganhei as melhores irmãs do mundo;

Saber que tenho os melhores amigos de todo o meu mundo;

Saber que tenho saúde;

Saber que tenho os dois cães mais mafarricos do planeta e adora-los até nas piores asneiras;

Saber que se não faço mais, é porque não posso e não porque não quero;

Saber que devo pensar muito bem no que digo, e nem sempre dizer o que penso;

Saber que o tempo de uma inspiração é suficiente para aclarar as ideias e evitar palavras mal ditas;

Saber que não há coisas imperdoáveis;

Saber que perdoar não é sinónimo de esquecimento, mas também não é sinónimo de repetição;

Saber que tive, tenho, a sorte de conhecer excelentes seres humanos;

Saber que quando nos fecham uma porta, há sempre uma janela, um postigo, ou uma entrada camuflada;

Saber que mesmo longe, há pessoas que se preocupam, genuinamente, comigo;

Saber que tive os melhores pais que poderiam exitir;

Saber que foi com eles que aprendi algumas das mais importantes lições;

Saber que, todos vocês, que são verdadeiramente importantes, sabem o quanto o são e que, aconteça o que acontecer, estarei à distância de um abraço.

Saber tudo isto e ter a sensação de não saber rigorosamente nada.

 

Eu avisei que a lista-de-coisas-que-me-alegram-profundamente era bastante maior que a anterior. E sim, é nesta que penso com bastante mais frequência. =)

 

 

 

 

 

 

 

Enerva-me profundamente

 

Que me digam que sou rica, só porque herdei meia dúzia de bens;

Que me digam que não sei o que é vida;

Que me digam que tive vida facilitada;

Que me acusem de ser mimada;

Que culpem outros pelos meus actos;

Que distorçam, entendam e refaçam aquilo que digo/escrevo conforme lhes convém;

Que me ignorem quando falo a sério;

Que não percebam o humor, o sarcasmo ou a ironia de um comentário;

Que não saibam ler ou ouvir nas entrelinhas;

Que se achem de tal importância, que todo e qualquer comentário é sempre dirigido à sua ilustre pessoa;

Que me virem a cara sem motivo e sem justificação;

Que não aceitem desculpas sentidas e sinceras;

Que não me falem só porque ouviram o diz-que-disse, não aceitando qualquer diálogo.

 

São muitas coisas que me enervam profundamente e às quais não faço mais do que subir para o degrau seguinte, deixando-as devidamente arrumadas na respectiva gaveta.

Ainda bem que a lista de coisas que me alegra profundamente é consideravelmente maior!...=)

 

Estado com Graça #3

Determinação do Sexo Fetal

 

Há dias, publiquei no meu facebook a primeira ecografia do Mário. A qualidade de imagem não é grande coisa (no hospital dão-nos o relatório em papel), eu não distingo grande coisa do pequeno ser, mas achei que seria uma boa forma de anunciar ao mundo o nome e, consequentemente, o sexo da criança.

 

Muita gente me perguntou - e ainda pergunta - como, com 14 semanas, já sei, com tanta certeza, que é um menino.

Assim, e a pedido de muitas famílias (isso e porque nem só de parvoíce é feito este blogue), decidi dissertar acerca do teste para Determinação do Sexo Fetal.

 

É uma análise feita para pessoas curiosas.

Pessoas que não conseguem esperar pela próxima ecografia.

Pessoas ansiosas, que sufocam de indecisão quando avistam roupa para a criança.

Pessoas que gostam de dar nomes "às coisas" e de chamar pelo nome.

Pessoas como as grávidas.

 

É do mais simples (e carote, convém mencionar) que há: retira-se uma pequena amostra do sangue da mãe, tal qual como quando vamos fazer análises, espera-se dois ou três diazitos et voilá! Resultado no na caixa de correio electrónico em três tempos!

 

Então, mas e é fiável?

 

A determinação do sexo do bebé por análise ao sangue da mãe é 99% fiável a partir da 8ª semana. À excepções, claro, mas tenho para mim que o 1% de falha do teste se deve à má informação por parte de mãe.

Calma, não me insultem já, passo a explicar: o laboratório, pelo menos aquele onde realizei a análise, não garante fiabilidade em caso de gravidez gemelar. Ora, uma gestante que seja seguida no público (como eu) fará a sua primeira ecografia à volta das 12 semanas, logo só aí saberá se carrega um ou dois bebés. Caso decida fazer o teste antes de saber quantos são, corre o risco de estar errado. Eu joguei pelo seguro e fiz depois da ecografia do primeiro trimestre.

 

O mesmo laboratório também não garante fiabilidade caso a mãe tenha levado alguma tranfusão de sangue nos últimos tempos, já que pode dar-se o caso de o dador ser homem, "contaminando" o sangue da mãe com cromossomas y, quando na realidade é o cromossoma x que lá mora.

 

Isto tudo, foi-me explicado ANTES de fazer o teste, aquando a sua marcação. Mas acredito que nem todos os laboratórios sejam assim explícitos e claros, tal como acredito que muitas mães "não ouçam", tão surdas que ficam com a curiosidade, o que lhes é dito.

 

Então, mas e é assim tão simples?

 

É.

Arrisco mesmo dizer que, para nós grávidas, é ainda mais simples que a mais comum das análises. Não é preciso ir em jejum (o jejum é um martírio), e é mesmo só um bocadinho de sangue que nos é retirado do braço.

 

E o preço?

 

Pois, isso o preço... O teste não é comparticipado - nem acho que deveria ser, é um capricho. E os caprichos pagam-se.

Julgo que deverá ter o mesmo custo em qualquer laboratório, embora a minha opção fosse sempre o mesmo sítio onde faço habitualmente análises.

Paguei a módica quantia de 95€. Um balúrdio, eu sei, mas valeu a pena ficar sem comer bifes naquele mês.

 

Já que gastaste esse dinheiro, porque não o Harmony Test? Era só mais um bocadinho...

 

Não era só mais um bocadinho. Eram mais 405€, mais coisa menos coisa. Eram muitos meses sem bife...

O Harmony Test, para quem não está a par destas vidas, é também uma análise ao sangue da mãe, na qual se detectam as trissomias mais comuns. Tem a vantagem de não ser invasivo e de ser mais fiável que o rastreio bioquímico das 12 semanas. Tem a desvantagem de, caso dê alerta para alguma trissomia, termos de nos sujeitar na mesma a uma amniocentese. Entre fazer um rastreio que custa para cima de um dinheirão e ter de me sujeitar a uma amniocentese, ou fazer o rastreio combinado do primeiro trimestre e ter de me sujeitar à mesma, eu prefiro a segunda.

 

Posto isto, afirmo com 99% de certeza que tenho o Mário enfiado na barriga, já lá vão 14 semanas!

Só faltam mais 26 para lhe pôr as mãos em cima! :-)

 

Deixo ainda o link do laboratório onde realizei a análise para consulta mais pormenorizada.

 

http://www.labco.pt/Catalogo/determinacao-sexo-fetal.aspx

 

 

 

Estar Grávida É... #2

 

Queixar-se.

E querer que as suas queixas sejam ouvidas e, preferencialmente, lhe façam uma massagem aos pés e lhe sirvam uma canjinha quente.

Sobretudo o homem.

 

Sou pessoa de poucos queixumes, é verdade. Estou sempre bem, nunca me dói nada (mesmo quando tenho a alma estilhaçada), estou sempre disponível. Em suma, sou uma fixória de uma pessoa.

Ora pois que, estando grávida, queixo-me. E aproveito-me, confesso, dos queixumes. e depois sujeito-me a estas tiradas:

 

- Estou cá com uma moinha nas costas...

- Hmm.

- Acho que vou deitar um bocadinho... Embora seja estranho, porque se caminhar a moinha alivia mais.

- Então vai caminhar e não escarrapaches no sofá!

 

Vêm o que dá ser uma santa (?) de uma mulher e nunca se queixar e nada? É este o resultado: ficam mal habituados.

Escusado será dizer que quem arrumou a cozinha foi ele, já que a grávida caminhou alegremente para o sofá, onde se escarrapachou e reclamou a posse do comando!

Tooooooooma!

 

Estado com Graça #2

Como contar às pessoas

 

Quando soube que estava grávida, decidi não contar a muita gente, pelo menos antes das 12 semanas. Porém, sou pessoa que não gosta de guardar as coisas boas só para si e aprecio mesmo partilhar boas noticias com aqueles que me são chegados.

 

Uma vez mostrado o teste ao homem (que quase sufocava com um engasgamento matinal. Foi bonito. E romântico.), pu-lo a par das minhas intenções:

 

- Não vamos desatar a contar a toda a gente. 'Táz aubir ? - Digo-lhe eu de dedo em riste, não fosse ele não estar a perceber muito bem.

- 'Tá bem. Vou só contar aos meus pais, pode ser?

- Pode. E depois eu vou contar a um grupo restrito de pessoas chegadas. E mais nada! - o homem revirou os olhos e remoeu qualquer como "Estou para ver isso..."

 

Pois, o que eu não tenho culpa é de ter um grupo-restrito-de-pessoas-chegadas assim, pronto, um bocadinho grande.

Eu não podia escolher a qual das primas-irmãs contar. Ou a qual das melhores amigas. Não podia, estão todos no mesmo sítio, ocupam todos o mesmo espaço no meu coraçãozinho. =)

 

Assim sendo, comecei por uma das melhores amigas (e madrinha do texugo):

 

- 'Tou L, olha era só para confirmar o que o texuguinho - o dela - precisa para folar de Páscoa, e aproveitar para te perguntar como queres fazer em relação ao teu afilhado: escolhes tu ou preferes que te diga se nos faz falta alguma coisa?

 

(segundos de silêncio)

 

- Qual afilhado?!

- O mais novo...

 

(Mais segundos de silêncio)

 

- Não estou a perceber nada... Mas qual afilhado? Eu só tenho, e é de lá de cima e tu não tens nada haver com ele...

- O de cá de baixo...

 

(Mais segundos de silêncio e A notícia)

 

- Ó mulher, fiz o teste de manhã e deu positivo!

 

Seguiram-se os parabéns, a histeria e conversa pirosa sobre o assunto.

 

A uma das primas-irmãs (e que vai aturar o puto algumas vezes, sobretudo quando a mãe já não puder com ele):

 

- Estou T, tudo bem? Olha sempre vais estar livre nos sábados do próximo ano?

- Hã? Porquê?

- Se vais estar livre aos sábados no próximo ano...

- Estás grávida?

 

Histeria e felicitações.

 

À outra melhor amiga, aproveitando o facto de o marido fazer anos nesse mês e fazendo-se, assim como quem não a coisa, ao bife para uma fatia de bolo:

 

- 'Tou E, olha é que eu ando às compras - mentira, estava alapada no sofá - e precisava de saber se há alguma coisa que faça falta ao R...

- Oh, não sei, muito bem... Compra-lhe assim qualquer coisa, tipo uma camisola... Ele gosta sempre...

 

Oh que carago, vou ter que me fazer de convidada... Que chatice!

 

- Olha, eu não sei se vais fazer alguma coisa no aniversário dele... - fiquei a meio.

- Ah, pois... Nós também ainda não sabemos muito bem o que vamos fazer... 

- Pois, olha eu não quero fazer-me de convidada - que ideia! - mas, achas que se formos, em vez de dois, podemos ir três?

 

(Segundos de silêncio)

 

- Três?! Mas três como?! - detectei-lhe algum pânico na voz. Aposto que por momentos pensou que fosse levar o cão.

- Três. Eu, o F e mais outro. Três.

 

(Mais segundos de silêncio. O pessoal gosta de suspense)

- Não...

- Sim...

 

Ainda ficamos ali no não e no sim mais um bocadinho, até desatarmos a rir.

 

 

À outra prima-irmã mais velha, que deveria ter ganho a medalha de "descoberta mais rápida"

 

- 'Tou V., olha precisava de pedir um favor ao teu homem: achas que sempre me pode pintar o berço de branco?

- Sim, acho que sim. Vou falar com ele e logo te digo.

- Sim, mas eu precisava dele lá para o fim do ano...

- Sim e eu vou falar com ele. Agora vem aí o bom tempo e de certeza que te faz isso...

 

Aqui fui a lerda...

 

- Sim V, mas eu vou precisar do berço... - a enfatizar as palavras precisar e berço.

- Sim A, e eu já percebi que estás grávida!

 

Caraças, foi a única a quem não consegui ouvir o "click" mental à noticia! Deve ter haver com a profissão... =)

 

À cunhada:

 

- 'Tou S., olha tenho uma coisa para te contar.

- Diz-me!- a cunhada adooora futriquice.

- Mas não podes contar a ninguém.

- Está bem, está bem... Mas diz-me lá!

- A ninguém mesmo! Ninguém pode saber!

- Não me digas...

- Ai digo, digo...

 

Adoro conversas tácitas! :-)

 

Como vêem, é um grupo restrito-de-pessoas-chegadas. Ainda faltam duas, a M e a H.

À M, pedi uma coisas que sempre me disse que emprestava quando chegasse a minha vez. Chegou logo lá.

À H., enviei sms a dar parabéns,por ir ser, outra vez, tia. Também foi de raciocínio rápido! =)

 

Ao mundo, arranjei uma imagem alusiva ao tema e coloquei no facebook.

 

Depois é fui divulgando!

Não gosto de dizer logo, caso a pessoa não repare. Acho um bocadinho egocêntrico falar assim sobre a nossa pessoa.

Como normalmente, ninguém resiste ao "Então e filhos?", espero por essa pergunta para responder:

 

- Lá para dezembro já deve estar cá fora!

 

É ficar a admirar os pontos de interrogação que se formam acima das suas cabeças e que desaparecem à medida que vão apreendendo a informação!

 

 

E vocês? Contaram assim à descarada ou fizeram algum suspense sobre o assunto? Contem tudo!

Há coisas que me transcendem #4

Pessoas que comem francesinhas sem molho

 

Há dias, em conversa com a caríssima cunhada, esta confessou-me que não come francesinha com molho.

 

- Mas porquê? - pergunto assumindo que teria, com certeza, escutado mal.

- Porque não gosto. É estranho o molho e não gosto nada daquilo... - respondeu, em jeito de confissão.

- Então como é que a comes? Assim? Sem nada? A seco? - disparei, incrédula com semelhante revelação.

- Sim. - respondeu a cunhada, como se aquilo fosse tão normal como comer pizza sem queijo.

 

A sorte dela foi estar do outro lado da linha telefónica, senão acho lhe dava um enxerto de porrada e JURO que fazia comer uma francesinha, daquelas boas, ao jantar. Mesmo que não lhe apetecesse e fizesse birra. A ver se aprendia ou não aprendia a devorar a pequena francesa com gosto e com molho.

 

Mas como, COMO é que é possível alguém comer francesinha sem molho?!

Uma francesinha sem molho, é como uma pizza carbonara sem fiambre. É como Pudim de Abade de Priscos sem toucinho. Ou como bola de berlim sem creme. Não dá. Não funciona. Nem sequer devia ser permitido servirem sem molho e quem tivesse a ousadia, a infâmia, de a pedir assim, desmolhada, deveria ser multado e impedido de as comer durante um determinado período de tempo. Assim, sei lá, para o resto da vidinha. 

A francesinha precisa do molho, é ele que une e funde todos os delicados ingredientes. É ele que derrete o queijo que a enfeita. É nele que molhamos alegremente as batatinhas fritas. É com ele que salpicamos a roupita quando enfardamos que nem uns alarves.

Francesinha sem molho não existe. Não passa de uma sande branquela e sem graça.

E não me venham com a treta de que sem molho é que se fica a perceber ao que sabe, e que o molho disfarça os outros sabores e rebéubéu pardais ao ninho. Sabem que mais? O sabor da francesinha É o molho. Ora atentem: o queijo já todos sabemos ao que sabe; o fiambre, a linguiça e a salsicha idem; o bife só leva sal. Portanto, digam-me lá onde está a dificuldade de distinção de sabores da francesinha? É no pão por acaso? Onde está aquilo que a distingue de uma mixórdia de ingredientes colocados entre duas fatias de pão, de uma das 10 melhores sandes do mundo? Está no MOLHO, pois claro.

 

Aquilo são 3 AVC's servidos de bandeja, é verdade, mas caramba se é para ter 3 AVC's, mais vale aproveitar tudo! Não há cá mordomias, dietas ou gourmets numa francesinha! Quanto mais pesado melhor!

 

Aqui a Caracol aprecia a bela da iguaria com tudo o que tem direito: batatinha frita (não, meus amigos, o pão não tem hidratos de carbono suficientes ;), ovinho estrelado no topo e molhinho! Muito molhinho!  De preferência com a bela da Super Bock Stout para ajudar a empurrar a sandocha! Ou isso, ou Coca-Cola. Tudo em bom. Mas também, não se comem francesinhas todos os dias, não é verdade?

 

S., prometo um dia levar-te à melhor francesinha do Porto (a do Santiago) e rais me parta se não sais de lá a enfarda-las devidamente! :-P

(Mas só lá para dezembro, está bom? AVC's empratados não são a melhor dieta para grávidas.)

 

 

 

Francesinha apetitosa - para comer alegremente e sem peso de consciência ou contagem de calorias. Acompanhar com bebida do mesmo calibre.

 

 

 

Francesinha desmolhada, branquela e sem graça - NÃO pedir, nem comer. Não há bebida suficientemente má para acompanhar. Crime público e atentado à gastromia.