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A Caracol

Um blogue pseudo-humoristico-sarcástico. #soquenão #ésóparvo

Há coisas que me transcendem #3

Pessoas sem vida.

 

Não meus caros, não venho falar de defuntos, zombies, ou pessoinhas apáticas. Hoje, falo-vos de quem não tem uma vida.

 

Andava eu a passaretar pelo mundo dos blogues, quando páro n'A Pipoca.

A Pipoca, para quem não sabe (há alguém que não saiba?), é a Cleópatra dos blogues.

Queixava-se a autora do mais que famoso A Pipoca Mais Doce (se não conhecem, parem lá e divirtam-se!), neste texto, que os seus fãs - sim, porque para repararem em pormenores daquele calibre só podem ser fãs, ter página de fãs e ainda todo um altar pipoquiano na marquise lá de casa - melindram-se com a sinuosidade dos seus dentes! Ele há gente que não tem mesmo nada que fazer da vida!

 

Vou todos os dias ao blogue da Pipoca, é quase como abrir o facebook pela matina para ver as novidades, e nunca reparei nos dentes da moça. Nem no nariz. Nem em nada que não fossem os farrapos que costuma vestir, ou nos Loubotin que teima em trazer colados aos pés. Se calhar, sou só eu, que tenho marido, um enxoval a preparar, trabalho, casa para arrumar, cães para tratar, vida social para gerir... Na volta, sou eu, que tenho vida e a vivo com gosto, sem mesquinhices ou nhas-nhas desnecessários. Na volta, sou eu, que desdramatizo, relativizo e tento tornar pequeno o maior dos problemas. Na volta, sou eu que estou errada.

 

E certa está aquela pessoa, frustada pela vida, ou pelas escolhas que fez da vida, sem razão pela qual se levantar de manhã, sem amigos para sair, sem preocupação do que irá fazer para o jantar, se a EDP já foi paga, se vai chover porque deixou a roupa no estendal... Na volta, é essa pessoa que está certa que, sem ter nada com ocupar os miolos, esmiúça as vidas dos outros como se dela fossem e "corrige" o que gostaria de ver corrigido na sua.

 

Deve ser triste isto de não se ter vida.

Eu, que já tive uma vida de cão (desculpem-me lá o dramatismo, é só hoje), não trocava a minha por nada. Gosto dela, das lições que me ensinou e continua a ensinar, do cansaço ao final do dia, daqueles dias em que não apetece fazer nada e tudo está por fazer. Gosto do seu silêncio e do seu barulho, dos seus cinzentos e dos seus arco-iris.

Enfim, é uma vidinha comum e simples, mas eu gosto dela assim, que vou fazer?

 

Uma coisa é certa, se eu não tivesse vida, não escolheria a da Pipoca. Não é por nada, gosto bastante da moça, mas se é para não ser a minha, ao menos que seja em grande! Tipo, a Angelina, ou a Gisele Bundchen, que têm uns pernões do caraças e isso deve dar bastante jeito para partir alguns dentinhos alheios!  

 

 

 

 

 

A prova que, de facto, aprendemos sempre qualquer coisa

 

Sou uma pessoa versátil, é sabido. Tenho pouca, ou nenhuma, destreza manual (excepção para as chocas), mas sou bastante conhecedora das mais variadas áreas.

 

Ora atentem lá e aprendam qualquer coisinha:

 

Seis amigos em conversa animada, após uma semana de árduo trabalho.

 

Nós dissertávamos sobre coisas de gaja, preocupações da humanidade e afins, eles sobre trolhice.

 

Ora, sucede que eu tenho um sentido bisbilhoteiro auditivo altamente apurado, estando uma das antenas ali, no mal que vai no mundo das gajas e outra na trolhice dos maridos.

 

Eis que capto o seguinte:

 

R: (cabisbaixo, derrotado)- Não sei como consertar a parede da minha dispensa... (soltando um suspiro de derrota) Tem ali umas ondas que não saem por nada... Já apliquei tudo o que sei... Não sei como vou resolver aquilo. (enfatiza a palavra aquilo, está visivelmente agastado pelo problema)

B: (colocando-lhe a mão no ombro em jeito de consolação) Tem calma, meu. Vais ver que vais resolver, tu consegues.

F: (marido aqui da je, que dos três foi o que nasceu menos abonado em habilidades manuais): Já experimentaste gesso?

 

R acena afirmativamente com a cabeça, beberricando mais um pouco do seu licor Beirão, quando EU lhes ensino o que se segue...

 

EU - Olha lá, ó R, já experimentaste gesso cartonado?

 

Cinco pares de olhos observam-me como se tivesse descoberto a teoria da relatividade. E, esposa de R, ainda desconsertada pelo meu vasto conhecimento na área da trolhice pergunta:

 

- E o que é isso?

 

EU (do alto da minha sabedoria) - Olha, não faço pequena ideia, mas vi no Querido Mudei a Casa! Havia lá uma parede assim torta, eles trouxeram gesso cartonado e aquilo ficou impecável! Lisinho! Muito fixe! Devem vender disso no Leroy, afinal é de lá que vêm os materiais para o programa...

 

Não percebi os abanares de cabeça dos homens, tendo em conta a minha fantástica ideia para resolução do problema, mas creio que estivessem em negação por desconhecerem tal produto. Os homens sofrem com estas coisas. Mexe-lhes com o ego.

 

Nos entretantos, o R explicou-me que gesso cartonado é igual a pladur e que o interior da casa deles é nesse material.

Pronto, também não faz mal nenhum, assim como assim, ficamos a saber que também não era solução... E já sabem, qualquer dúvida é só dizer!

 

 

 

 

Estar Grávida É...

 

 

 

Ter uma raiz de quase 5 metros e não poder pintar o cabelo.

 

Quer-se dizer, ninguém me mandou esperar 4 semanas para pensar que, ah e tal, se calhar era boa ideia voltar à minha cor natural, porque diz que não convém às gestantes e a M passou quase a gravidez toda sem retocar as madeixas e ficou horrível (mas um horrível bonito, não te zangues M!) e rebéubéu pardais ao ninho, quando na realidade o puto já estava instalado nas minhas entranhas!

 

Teimosinho, hã? Uma bola de células e já a pensar: Ai queres ir ao cabeleireiro? Espera aí que já te conto! Fosses mais cedo! Ou não sabes que quem anda à chuva molha-se, mamazita?! Vai ser duro de vergar este mafarrico...

Aposto que sempre que solto frases menos bonitas - o que acontece todos os dias - sobre os meus cabelos, ri-se à fartazana!

 

Adiante, há sempre um lado positivo: quando chegar às 40 semanas, terei madeixas californianas! Diz que está super na moda e portanto, estarei super fashion para receber o catraio!

 

Claro que, duvido, o aspecto das minhas pontas seja o mesmo que as da Sónia Balacó (deve ter a mania que é gira e moderna, copiona!)

 

 

 

E seja um bocadinho assim a modos que, a rasar o azeiteiro, bimbo, bem vocês percebem a ideia. Assim algo tipo isto:

 

 

Brrr... Acho que vou adquirir imensos tótós e coisinhas para prender o cabelo! E aprender, de uma vez por todas, a fazer tranças!

Estado com graça

 

Ora muito bem, tendo em conta que já é do conhecimento público o meu actual estado, eis que decidi narra-lo por estas bandas com a graça que é lhe é devida.

 

É óbvio que isto já estava pensado 30 segundos após o resultado positivo do teste, mas pronto um bocadinho de paciência e cautela nunca fizeram mal a ninguém, por isso mais valia esperar pelas 12 semanitas...

 

Posto isto, declaro oficialmente abertas as rubricas: "Estado com Graça" e "Estar grávida é...!" Não é o máximo? Aposto que são super entusiasmados para lerem as minhas peripécias!... Ou talvez não, afinal vocês têm uma vidinha, não é verdade? Se não têm, deviam arranjar, é coisa que faz falta.

 

Adiante, em "Estado com Graça", depositarei os relatos sobre a gravidez, sempre com moderada dose de parvoeira e amena cavaqueira, com poucos melodramas e nenhuns floreados. Ou seja, não contem comigo para vos explicar todo o processo cientifico da fecundação ao nascimento, para isso vejam o National Geographic e comprem a Pais e Filhos. Poderá, eventualmente, aparecer uma outra fotografiazita do pneuzito, mas não prometo nada! O que não faltará, com certeza, serão algumas das aquisições para o catraio e possíveis objectos, ou vestimentas, que poderei, hipoteticamente, desejar para o mesmo.

 

Em "Estar Grávida é...", poderão contar com factos científicos e comprovados, pela minha pessoa, sobre a gravidez. Mais uma vez, não contem com grandes rosas brancas e arco-íris ao pôr do sol... Tudo na galhofa, que a vida é demasiado curta para ser levada demasiado a sério.

 

Vou tentar ser assídua nas actualizações, mas não prometo nada, que agora tenho um filho para criar e isso ocupa uma grande parte do meu dia, ou melhor, ocupa-ME todo o dia.

 

Ansiosos? Para já vão beber um chazinho de camomila para apaziguar o coraçãozinho, enquanto esperam pelos dois primeiros textinhos, que sairão, a correr bem, ainda este fim-de-semana.

 

 

Depressão faceboquiana

 

Andava desanimada.

Abatida.

Sentia um vazio enorme no peito e uma ansiedade inexplicável de cada vez que abria o meu perfil de facebook.

Sempre a mesma coisa.

Foram dias (três) disto.

Nem um gosto, nem um comentáriozinho simplório, nem um risonho. Nada de nada.

Estive quase a sucumbir ao tédio, à tristeza profunda e afogar todas as minhas lágrimas numa taça de chocapic, uma vez que o álcool não me é permitido.

 

Na segunda, um texto simples, com algum humor, a contar A novidade.

Nada.

Talvez pela hora tardia, talvez porque ninguém quer ler, talvez não tivessem visto...

Terça de manhã, uma daquelas imagens que se lêem em 10 segundos e cujo contexto se assimila em 20...

Mais uma vez: nada.

Algo não estava bem, eu sabia, sentia no meu íntimo que havia qualquer coisa errada.

Eu sei que não sou vedeta e que a minha vidinha comum pouco interessa ao pessoal, mas uma pessoa habitua-se a ter 3 gostos que até estranha quando não tem nenhum!

 

Verifiquei, pela enésima vez a minha conta. Tudo normal. Tudo nos conformes.

Mas que mal teria eu feito para ser assim, ignorada? Será que a minha conta estava bloqueada e não me tinha apercebido?

Verifiquei a privacidade das publicações, uma a uma. E lá estava. O cerne da questão. O centro de toda a minha amargura faceboquiana: Publicações - Só tu.

Ok.

Para que raio quereria eu uma conta de facebook só para mim?! E como raio é que isto aconteceu?! Se não quisesse que ninguém visse e quisesse escrever somente para mim arranjava um diário e escondia-o! Olha qu'isto!

Vamos a saber: onde posso efectuar a minha reclamação e quiçá pedir indemnização por danos morais?

Por acaso, senhor-dono-do-facebook, sabe a quantidade de calorias e açúcares que contém uma taça de chocapic? Sabe que não se deve fazer isto a uma grávida, sujeitá-la assim a pressões deste género, deixa-la a pensar que ninguém no mundo quer saber da sua vidinha comum? Hmm? Estou muito chateada consigo!! Tão chateada, que sou bem capaz de fazer greve faceboquiana durante 5 horas. Não se meta com as minhas hormonas! Não é uma ameaça, é um aviso. Estamos entendidos?